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Simpósio 82

SIMPÓSIO 82 – A DIVERSIDADE DO ENSINO DE PORTUGUÊS NA REDE DOS INSTITUTOS FEDERAIS NO BRASIL E SEUS MÚLTIPLOS DESDOBRAMENTOS: REFLEXÕES, RESULTADOS E EXPERIÊNCIAS

 

Coordenadores:

Ronaldo Elias Borges | Instituto Federal Goiano | ronaldo.borges@ifgoiano.edu.br

Sidney de Souza Silva | Instituto Federal Goiano | sidney.silva@ifgoiano.edu.br

 

Resumo:

Este simpósio tem por objetivo reunir professores e pesquisadores interessados em discutir questões didáticas e metodológicas do ensino de Língua Portuguesa no âmbito da rede dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. A rede foi instituída em dezembro de 2008, é composta por 38 institutos federais, presentes em todos os estados brasileiros e visa oferecer cursos de qualificação, ensino médio, cursos superiores de tecnologia, licenciaturas e pós-graduação. Nesse sentido, o professor que atua na rede – Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico – lida em seu cotidiano acadêmico com diferentes níveis de ensino. Tratando-se especificamente do professor de Língua Portuguesa, o profissional atua desde o ensino regular de Língua Portuguesa no Ensino Médio, ministra aulas de Português Instrumental em cursos técnicos e tecnológicos, assim como se desdobra em cursos de licenciaturas, o que envolve cursos como Letras e Pedagogia e variadas disciplinas como Fundamentos da Língua Portuguesa, Metodologia do Ensino de Português, Estágio Docência, Literatura Infantil, dentre outras. Visando uma melhor compreensão da atuação desse docente, abrimos espaço para discussão das experiências, desafios e resultados da atuação na rede, estimando a melhora do ensino de Português nos seus mais variados âmbitos.

Palavras-chave: Ensino de Português; Institutos Federais; Didática; Metodologia.

 

Minibiografias:

Ronaldo Elias Borges é Professor do Instituto Federal Goiano desde 2006, Professor do Curso de Letras, da Universidade Estadual de Goiás – Campus Morrinhos (2000-2009). Mestre e Doutor em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás, Coordenador do Projeto de Pesquisa: Literatura e Interdisciplinaridade: trans-formando leitores no ensino médio (CNPq/FAPEG).

Sidney de Souza Silva é Professor do Instituto Federal Goiano desde 2009, Doutorando em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás, Mestre em Letras e Linguística pela mesma universidade, autor do livro Língua em Contato: cenários de bilinguismo no Brasil.

 

 

Resumos dos trabalhos aprovados

Comunicação 1

O perfil do professor de Português do IFGoiano: formação, seleção e prática

Autores:

Sidney de Souza Silva – Instituto Federal Goiano – sidney.silva@ifgoiano.edu.br

Ronaldo Elias Borges – Instituto Federal Goiano – ronaldo.borges@ifgoiano.edu.br

 

Resumo:

Com esta comunicação, visamos discutir questões relativas ao perfil dos professores que ministram disciplinas relacionadas à área e Língua Portuguesa no Instituto Federal Goiano, presente em 12 municípios do Estado de Goiás, na região Centro-Oeste brasileira. A docência exige uma constante significação e resignificação no modo atuante desses profissionais, sobretudo, pelo fato de ministrarem disciplinas específicas em cursos bastante distintos (ensino integrado, bacharelado, licenciatura e tecnólogos) abrangendo desde a educação básica, a graduação e a pós-graduação lato e stricto-sensu. Partimos da análise do perfil de formação desses profissionais, o que envolve desvelar se possuem dupla habilitação ou habilitação específica em Língua Portuguesa. Assim como analisar os critérios de seleção nos editais para ingresso desses profissionais como docentes efetivos da Instituição e, por fim, apresentar questões ligadas às suas práticas de ensino procurando destacar as representações que os próprios professores fazem de sua prática e que, assim, permitem refletir sobre o trabalho desse profissional nas diferentes esferas de atividades que envolvem a carreira do Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico como docente da área de Letras na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Dessa forma, o nosso objetivo é mapear o perfil desse profissional, bem como analisar as suas representações sobre o que significa ensinar Português. Para tanto, foi aplicado um questionário com perguntas abertas e fechadas, assim como foram realizadas entrevistas com os docentes da área. O estudo é pautado no fundamento teórico-metodológico do interacionismo-sociodiscursivo de Bronckart (1999, 2006) e Machado (2004).

Palavras-chave: Perfil docente; Formação; Seleção; Atuação.

 

Minibiografias:

Sidney de Souza Silva é Professor do Instituto Federal Goiano desde 2009, Doutorando em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás, Mestre em Letras e Linguística pela mesma universidade, pesquisador da área de imigração e bilinguismo, autor do livro Língua em Contato: cenários de bilinguismo no Brasil.

Parte superior do formulário

Ronaldo Elias Borges é Professor do Instituto Federal Goiano desde 2006, Professor do Curso de Letras, da Universidade Estadual de Goiás – Campus Morrinhos (2000-2009). Mestre e Doutor em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás, Coordenador do Projeto de Pesquisa: Literatura e Interdisciplinaridade: trans-formando leitores no ensino médio (CNPq/FAPEG).


Comunicação 2

Desafios docentes nos Institutos Federais

Autoras:

Marilia Siqueira da Silva – Instituto Federal Fluminense – marilia.siqueira22@gmail.com

Maria Teresa Gonçalves Pereira – UERJ – mtgpereira@yahoo.com.br

 

Resumo:

Este trabalho aborda o ensino de língua portuguesa no Instituto Federal Fluminense (IFFluminense). Partindo da história da educação no Brasil, traça-se a trajetória das licenciaturas, especialmente a de Letras, uma vez que se trata de uma nova experiência para os institutos oferecer formação em áreas consideradas não prioritárias pelo artigo 7º do Decreto 11.892/08, que estabelece a sua criação bem como os percentuais de sua atuação.  Discutem-se ainda os desafios da docência e traça-se o perfil dos corpos docente e discente do curso objetivando verificar suas contribuições para a formação do aluno-professor-leitor, conforme concepções defendidas por Paulo Coimbra Guedes, para quem a aula de português deve ser uma aula de leitor para leitores. Acreditando em leitura crítica e em mudanças a partir dela, esta pesquisa abrange a construção de leitores nos cursos técnicos e na Licenciatura em Letras. Que perfil possuem esses leitores e como se relacionam com a leitura são algumas das questões levantadas. Busca-se, então, perceber o papel da escola, mais especificamente da sala de aula de língua portuguesa e literatura, no desenvolvimento do que Jean Foucambert denomina práticas educativas, nas quais se devem inserir de forma mais direta todos os envolvidos no processo de leiturização, objetivando mostrar que se trata de um processo que extrapola os muros escolares. Além de diferentes abordagens sobre leitura, apresentam-se depoimentos de professores do IFFluminense quanto à sua visão do assunto e suas iniciativas para promover a participação dos alunos. A voz discente também ecoa por meio de suas respostas a questionários, sendo ela importante para a elaboração do perfil de educandos bem como para se verificar a influência escolar na formação de leitores em uma instituição que oferece formação prioritariamente técnica, tecnológica e profissional, preparando indivíduos para o mundo do trabalho.

Palavras-chave: Institutos Federais; Língua Portuguesa; Docência; Leitura.

 

Minibiografias:

Marilia Siqueira da Silva é Professora de Língua Portuguesa do Instituto Federal Fluminense campus Campos Centro, na cidade de Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro-Brasil); doutoranda em Língua Portuguesa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) cuja pesquisa intitula-se “Ensinar a ensinar língua materna, sob a ótica docente e discente, no curso de Letras do Instituto Federal Fluminense”, orientada pela professora doutora Maria Teresa Gonçalves Pereira.

Maria Teresa Gonçalves Pereira é Professora Titular de Língua Portuguesa do Departamento de Língua Portuguesa, Literatura Portuguesa e Filologia do Instituto de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Procientista UERJ/FAPERJ com pós-doutorado em Leitura pela PUC-RS. Sua pesquisa atual intitula-se “Ler, refletir, expressar: uma proposta de programa de Língua Portuguesa para a Educação de Jovens e Adultos (EJA)”.


Comunicação 3

Uma reflexão sobre o trabalho do docente do EBTT de Língua Portuguesa

Autores:

Mabel Pettersen Prudente – Instituto Federal de Goiás – m.prudente@uol.com.br

Sidney de Souza Silva – Instituto Federal Goiano – sidney.silva@ifgoiano.edu.br

 

Resumo:

Esta comunicação pautada na abordagem do interacionismo sociodiscursivo, tem por objetivo apresentar e discutir um estudo envolvendo o trabalho de professores de Língua Portuguesa do Instituto Federal de Goiás e do Instituto Federal Goiano. Para tal reflexão, foram utilizados os pressupostos de Bronckart e Machado (2004) que mostram que a situação de trabalho está permeada por uma rede de discursos proferidos, cuja análise pode ser um instrumento que nos propicia uma maior compreensão das relações de linguagem/trabalho. Como procedimento para a coleta de dados, utilizamos a instrução ao sósia, que cria condições para que o indivíduo produza um texto oral sobre o seu próprio trabalho, sem direcionamento dos pesquisadores. Assim, pretende-se compreender melhor as atividades desenvolvidas pelo professor do EBTT, procurando focalizar o papel que o professor atribui a si mesmo, assim como as representações e os conflitos vividos por esse profissional.

Palavras-chave: Atuação docente; Instrução ao sósia; Interacionismo sociodiscursivo.

 

Minibiografias:

Mabel Pettersen Prudente é Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) desde 2006. Mestre em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás (2006). Atualmente é doutoranda pela Universidade Federal de Goiás.  Atua na área de linguística, com ênfase em Ecolinguística e Bilinguismo (contato de línguas, educação bilíngue e discurso e identidade bilíngue). Líder do Núcleo Multicampi de Pesquisas e Estudos em Linguagem – NumPEL (IFG).

Sidney de Souza Silva é Professor do Instituto Federal Goiano desde 2009, Doutorando em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás, Mestre em Letras e Linguística pela mesma universidade, pesquisador da área de imigração e bilinguismo, autor do livro Língua em Contato: cenários de bilinguismo no Brasil.


Comunicação 4

Estágio do Curso de Letras EAD no IFPB: os desafios de ser um professor pesquisador

Autoras:

Josali do Amaral – Instituto Federal da Paraíba – josaliamaral@gmail.com

Maria Betânia da Silva Dantas – Instituto Federal da Paraíba – betaniasd@gmail.com

 

Resumo:

O estágio é o momento em que a identidade profissional se constrói e o lugar em que as escolhas da ação pedagógica se iniciam. Através da observação e da participação controlada das rotinas, o estagiário trava diálogos, disputa espaços e avalia as atividades dos integrantes da comunidade escolar e a si mesmo. Neste trabalho abordaremos a importância de ser um professor pesquisador desde a sua atuação como estagiário. Para Stuart Hall (2004), a identidade é construída através do contato com o outro e é constantemente modificada pelos contextos em que o indivíduo está inserido, por isso, ela está em permanente construção, sendo produzida pelo indivíduo e modificada pelos “outros” que o cercam. É no estágio que a parte mais significativa de nossa identidade começa a ser construída: a relação entre o que somos e a comunidade em que atuaremos. Enquanto estamos sentados nos bancos da universidade, ou no nosso caso, diante da plataforma moodle, não nos sentimos professores e assistimos o universo da educação passar por nossos olhos como algo externo. Para Pedro Demo (1999), os cursos de licenciatura são falhos quando orientam os alunos a serem meros repetidores de conteúdos acadêmicos, os quais são essencialmente formais e raramente estão direcionados para a prática do magistério, sendo voltados apenas para a reflexão sobre o próprio desenvolvimento da língua e da literatura. Essa é outra temática que pode ser concebida sob a forma de uma investigação destinada a procurar caminhos para introduzir a reflexão sobre a língua e a literatura nas rotinas de sala de aula. Durante o estágio, o aluno pode começar a perceber problemas que não foram discutidos nos programas das disciplinas, mas que são recorrentes no dia a dia da sala de aulas e, com a ajuda de seu orientador e professores, começar a buscar caminhos de leituras e intervenção. Sob essa perspectiva, o estágio é redimensionado e pode ser transformado num espaço muito frutífero para o crescimento intelectual do aluno, além do já previsto crescimento profissional.

Palavras-chave: Identidade Profissional; Estágio; Língua; Literatura; Sala de aula.

 

Minibiografias:

Josali do Amaral é Professora do Instituto Federal da Paraíba desde 2010. Professora Formadora, Tutora e Conteudista do Curso de Letras a distância do IFPB desde 2012. Mestra em História pela Universidade Federal de Manaus.

Maria Betânia da Silva Dantas é Professora do Instituto Federal da Paraíba desde 2011 Professora Formadora, Tutora e Conteudista do Curso de Letras a distância do IFPB desde 2012. Mestra em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.


Comunicação 5

Práticas de leitura e escrita num curso de Pedagogia em fase de implantação: uma proposta interdisciplinar no IFSP – Campus de Presidente Epitácio

Autoras:

Eliane Aparecida Bacocina – Instituto Federal de São Paulo – elianeab@ifsp.edu.br

Marina da Silva Margiotti Machado – Instituto Federal de São Paulo – marinamargiotti@ifsp.edu.br

 

Resumo:

A comunicação apresenta práticas de leitura e de escrita desenvolvidas com alunos ingressantes do Curso de Licenciatura em Pedagogia – Câmpus de Presidente Epitácio / SP, a partir de uma proposta interdisciplinar. O curso, que tem seu início no 1º semestre de 2017, tem como eixo central a educação para a transformação social, a partir de dois eixos articuladores: a inter-relação entre teoria e prática e a educação para a diversidade. Nesse sentido, a proposta para o primeiro semestre do curso é desenvolver um trabalho integrado entre diversas disciplinas. Acredita-se que um trabalho interdisciplinar possa proporcionar aos educandos uma “atitude de abertura diante do conhecimento”, tal como preconiza a educadora Ivani Fazenda (1991), bem como momentos de diálogo, reflexão e aproximação da realidade cotidiana da escola. Pensando a partir dessa perspectiva, foi eleito, para compor tal dinâmica de trabalho, o filme iraniano “O jarro”, produzido por Ebrahim Foruzesh (1992). O vídeo tem como cenário uma escola na qual o jarro no qual os alunos bebem água, um objeto de fundamental importância na realidade vivida pelos alunos e pelo professor, se quebra. O que essa quebra pode significar? O que um vídeo, produzido em uma realidade distante da nossa, possibilita pensar sobre temáticas presentes na educação brasileira? Faremos um recorte para o texto que aqui se propõe, pensando a partir dos componentes curriculares ministrados pelas autoras desse trabalho: “Leitura, análise e produção de textos” e “Política e Organização Educacional Brasileira”. Que leituras da educação se tornam possíveis a partir de uma produção audiovisual? Que escritas se constroem a partir de situações dialógicas proporcionadas por um vídeo? Na perspectiva de Paulo Freire (1993) que propõe que “a leitura de mundo e a leitura da palavra se prendem dinamicamente”, apresentaremos, nessa comunicação, o planejamento, desenvolvimento e principais resultados da proposta.

Palavras-chave: Leitura e escrita; Interdisciplinaridade; Diversidade; Cotidiano escolar; Políticas educacionais.

 

Minibiografias:

Eliane Aparecida Bacocina é Professora e Coordenadora do Curso de Licenciatura em Pedagogia no IFSP – Câmpus de Presidente Epitácio. Doutora em Educação pela UNESP / Rio Claro, linha de pesquisa Linguagem: Experiência – Memória e Formação. Possui licenciatura em Pedagogia e Letras.

Marina da Silva Margiotti Machado é Professora do Curso de Licenciatura em Pedagogia no IFSP – Câmpus de Presidente Epitácio. Mestre em Educação pela UNESP / Rio Claro, linha de pesquisa Educação: Políticas, gestão e o sujeito contemporâneo. Possui licenciatura em Pedagogia e Letras.


 Comunicação 6

Material didático impresso do curso de licenciatura em Letras do IFPB: uma proposta sociointeracionista

Autora:

Monica Maria Pereira da Silva – Instituto Federal da Paraíba – monicamariaps@hotmail.com

 

Resumo:

A busca por novos meios de acesso à educação tem marcado o cenário contemporâneo no que diz respeito, especialmente, aos cursos de formação superior. Em consonância com essa tendência e em atendimento à Lei 11.892/2008 que orienta a oferta dos cursos de Licenciatura nos institutos federais e que tem por objetivo minimizar a falta de profissionais de educação para exercer a docência nas Escolas de Educação Básica, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba-Brasil, desde 2012, oferta o curso de Licenciatura em Letras, institucional, habilitação em Língua Portuguesa, na modalidade à distância. O referido curso surgiu a partir da constatação da existência de uma quantidade significativa de professores, atuantes na rede pública de ensino estadual e municipal do Estado da Paraíba-Brasil, sem a devida habilitação legal para o exercício do ensino da Língua Portuguesa e da Literatura Brasileira. Uma das preocupações iniciais foi pensar em um projeto instrucional de material didático impresso (MDI) a partir do entendimento de que um material didático deve contemplar, essencialmente, seções que oportunizem ao estudante um ambiente em que o conteúdo seja apresentado, teorizado, discutido, praticado e as dúvidas sejam esclarecidas. O objetivo desse trabalho é apresentar a proposta teórico-metodológica do MDI do Curso de Licenciatura em Letras do IFPB, a partir da sua organização e das ações sociais desenvolvidas. Nossas discussões acerca da constituição do MDI como gênero textual serão amparadas no referencial teórico de Bronckart (1999[2009], 2006), bem como nos princípios da educação à distância, oriundos dos Referencias de Qualidade para o ensino Superior à Distância (MEC-Brasil) (2007). Esse trabalho consiste na análise de umas das muitas frentes que os processos de produção, circulação e compreensão do MDI possibilitam, abordando questões relativas à relevância desse gênero enquanto fonte de informação, bem como à linguagem e à estrutura.

Palavras-chave: Material didático impresso; Educação à Distância; IFPB; ISD.

 

Minibiografia:

Monica Maria Pereira da Silva é Professora do Instituto Federal da Paraíba desde 2010. Professora Formadora, Tutora e Conteudista do Curso de Letras a distância do IFPB desde 2012. Mestra e Doutora em Linguística pela Universidade Federal da Paraíba. Desenvolve pesquisas acerca da educação a distância, Interiacionismo Sociodiscurssivo, Gramática do Design Visual e ensino de Língua Portuguesa. É autora do livro Novo Acordo Ortográfico: Comentado e Ilustrado; da coleção para o ensino médio Mais Saber, publicados pela Editora Grafset, entre outros mateiriais didáticos. 


Comunicação 7

O Ensino da Língua Portuguesa nos Cursos de Graduação: Desafios e Perspectivas

 Autora:

Sandra Aparecida Fernandes Lopes Ferrari – Instituto Federal de Rondônia – sandra@ifro.edu.br

 

Resumo:

Ensinar a disciplina de Língua Portuguesa, nos cursos de graduação, tem sido um desafio; quase sempre vista pelos discentes como uma disciplina de menor importância dentro do curso, porque se pressupõe que, ao ingressarem no ensino superior, já sejam alfabetizados adequadamente. E essa inquietação faz com que se reflita sobre as diferentes formas de letramento, não somente como processo de escolarização, mas como valor que atinge a leitura de mundo de cada indivíduo. Para Barzotto (2005), a disciplina de Língua Portuguesa é, às vezes, encarada com descaso, sobretudo nos cursos de ciências exatas, pois apresenta um caráter de disciplina auxiliar.  Segundo o autor, o papel do português como disciplina instrumental contribui para o desinteresse dos alunos. Pensando assim, o intuito desta comunicação é relatar algumas experiências obtidas com o ensino da disciplina de Português Instrumental no curso de Licenciatura em Matemática, do IFRO, Campus Vilhena. Considerando que um dos objetivos da disciplina no curso é “criar competências necessárias para o domínio da língua, considerando seu uso em situações formais ou informais”, (cf. plano de curso institucional), pensou-se em algumas estratégias, no sentido de instigar como o graduando se expressa pela escrita. Para tanto, foram elaborados e aplicados questionários para a realização de uma pesquisa de campo visando compreender o ensino da matemática na educação básica. As atividades de escrita dos alunos se concentraram na elaboração do projeto, compilação dos dados da pesquisa e apresentação das conclusões. Com esse procedimento, foi possível perceber com que complexidade o aluno lida com a linguagem e a produção textual. Alguns tiveram dificuldades em compilar os dados em forma de gráfico ou tabela. Com os resultados obtidos tornou-se possível a reflexão sobre o ensino da língua portuguesa nos cursos de graduação. Essa reflexão encaminha para se repensar a disciplina como ressignificação do conhecimento da linguagem e seu domínio básico na atuação profissional de cada área de formação superior.

Palavras-chave: Língua Portuguesa; Ensino Superior; Leitura; Escrita.

 

Minibiografia:

Sandra Aparecida Fernandes Lopes Ferrari é Professora do Instituto Federal de Rondônia.  Trabalha com as disciplinas de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, no Ensino Médio, e Português Instrumental, no curso de Licenciatura em Matemática. Doutora em Letras pela Universidade Estadual Paulista. Coordena o Projeto de Pesquisa “Do Ensino Médio ao Ensino Superior: perspectivas sobre a importância da leitura e escrita para a interpretação matemática”.


Comunicação 8

Contribuições do ensino de Língua Portuguesa nos cursos superiores do IFSP – Campus Presidente Epitácio

Autora:

Marina da Silva Margiotti Machado – Instituto Federal de São Paulo – marinamargiotti@ifsp.edu.br

 

Resumo:

Acreditamos que a leitura e a escrita têm fator preponderante no desenvolvimento cognitivo dos estudantes, bem como na sua inserção no mundo letrado. Ferreira e Dias (2002) destacam o relevante papel do ensino de leitura e escrita, demonstrando a importância de componentes curriculares relacionados ao ensino da Língua Portuguesa, sejam eles na Educação Básica ou no Ensino Superior. Ainda nessa perspectiva, Orlandi (2000) aponta que a relação entre leitura e escrita é um dos elementos que constituem o processo de desenvolvimento de diferentes habilidades. Partindo desse pressuposto, pretendemos investigar as contribuições das disciplinas ofertadas nos cursos superiores do IFSP de Presidente Epitácio que, com diferentes denominações, preconizam o ensino de Língua Portuguesa. São estas: “Comunicação e Expressão” ofertada nos cursos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Engenharia Elétrica e “Leitura, análise e produção de textos” na Licenciatura em Pedagogia. Por meio de questionários, faremos um estudo qualitativo das percepções que alunos e professores têm de tais disciplinas. Pretendemos investigar de que maneira estas disciplinas contribuem para a formação do profissional. A questão que nos motiva à pesquisa é: De que forma o ensino de Língua Portuguesa nos cursos superiores colabora para que o aluno amplie sua capacidade de leitura e comunicação, tanto oral quanto escrita? Tendo em vista que dois destes cursos (Pedagogia e Engenharia Elétrica) ainda estão em fase de implantação, será que estas disciplinas vão de encontro às necessidades de professores e alunos ou precisam de adequações? A partir desse trabalho também pretendemos fortalecer o ensino de Língua Portuguesa nos cursos superiores do IFSP.

Palavras-chave: Ensino; Leitura; Escrita; Ensino Superior.

 

Minibiografia:

Marina da Silva Margiotti Machado é Professora do Curso de Licenciatura em Pedagogia no IFSP – Câmpus de Presidente Epitácio. Mestre em Educação pela UNESP / Rio Claro, linha de pesquisa Educação: Políticas, gestão e o sujeito contemporâneo. Possui licenciatura em Pedagogia e Letras.


Comunicação 9

Literatura e interdisciplinaridade trans-formando leitores no Ensino Médio

 

Autores:

Zênia de Faria – Universidade Federal de Goiás – zenia@letras.ufg.br

Ronaldo Elias Borges – Instituto Federal Goiano – ronaldo.borges@ifgoiano.edu.br

 

Resumo:

O ensino da literatura e da leitura literária tem sido alvo de constantes questionamentos e reflexões nas últimas décadas. Diante da constatação de uma fragmentação de saberes que tem prejudicado a plena formação dos alunos, é fundamental que haja a reintegração de conhecimentos, e a interdisciplinaridade tem sido apontada como uma das estratégias mais eficazes para a promoção dessa ação pedagógica. Nesse sentido, foi elaborado um projeto cujo objetivo é investigar e promover, no Instituto Federal Goiano, a adoção de um trabalho interdisciplinar – desenvolvido a partir da leitura de textos literários – numa tentativa de transformar essa realidade. Para atingir tal objetivo, está sendo desenvolvida uma pesquisa de campo em três Campi do referido Instituto. A pesquisa consiste, entre outras atividades: do levantamento do perfil de leitor dos alunos egressos do Ensino Fundamental, da participação de docentes das diversas disciplinas do currículo, da escolha de textos literários a serem analisados e da discussão sobre metodologias de ensino adequadas aos propósitos do projeto em questão. Esta comunicação tem por objetivo apresentar reflexões sobre tal investigação, destacando essa possibilidade de trabalho com o texto literário enquanto agente fomentador dessa transformação de leitores no Ensino Médio.

Palavras-chave: Ensino de literatura; Prática de leitura; Formação de leitores.

 

Minibiografias:

Zênia de Faria é graduada em Letras Anglo-Germânicas pela Universidade Católica de Goiás (1964) e em Lettres Modernes Français – Universidade de Toulouse III (1968), Mestrado em Lettres Modernes Français – Universidade de Limoges (1975) e Doutorado em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo(USP) (1995). Realizou Estágio de Pós-doutorado no Centre dEtudes et Recherches Comparatistes (CERC), junto ao Prof. Dr. Jean Bessiére, na Université de Paris III – Sorbonne Nouvelle (2009-2010). Foi Professora Titular da Universidade Federal de Goiás de 1969 a 2011. Atualmente, é professora voluntária no Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás.

Ronaldo Elias Borges é Professor do Instituto Federal Goiano desde 2006, Professor do Curso de Letras, da Universidade Estadual de Goiás – Campus Morrinhos (2000-2009). Mestre e Doutor em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás, Coordenador do Projeto de Pesquisa: Literatura e Interdisciplinaridade: trans-formando leitores no ensino médio (CNPq/FAPEG).


Comunicação 10

O ensino da literatura afro-brasileira no ensino médio do IFMG:  novas práticas e metodologias no ensino técnico a partir de iniciativas do GEALI

Autora:

Glaucia Xaiver – Instituto Federal de Minas Gerais – glaucia.xavier@ifmg.edu.br

 

Resumo:

Os onze professores de língua portuguesa do IFMG, campus Ouro Preto, fundou há cinco anos o GEALI (Grupo de estudos sobre ensino e aprendizagem de língua portuguesa e literatura). O GEALI é certificado pelo CNPq e, a cada ano, aborda uma temática de interesse do Ensino Médio a ser estudada. Ao longo dos cinco anos, o GEALI já abordou temas como gramática, literatura contemporânea, currículo escolar, ENEM e em 2016, foi escolhido o tema “Literatura Afro-brasileira”, levando em conta a Lei 10.639/03 sobre a obrigatoriedade do estudo da cultura afro-brasileira. O grupo se reúne mensalmente e a cada encontro recebe convidados relevantes sobre o tema, como as autoras Cristiane Sobral (DF) e Miriam Alves (SP), além de pesquisadores importantes como Eduardo de Assis Duarte (UFMG). Assim, a cada encontro, o grupo debate temas e obras da literatura afro-brasileira e possibilidades de trabalho na sala de aula do Ensino Médio. A partir desse trabalho do GEALI e com o auxílio de duas bolsistas PIBIC, o grupo leva as diferentes possibilidades de abordagem do ensino de literatura no Ensino Médio a escolas públicas estaduais no município de Ouro Preto. Esse é, inclusive, o objetivo do projeto de extensão do GEALI em 2016. Dessa forma, este resumo apresenta o trabalho que o GEALI tem feito no IFMG: a) estudo sistemático de leis, teorias e obras de literatura afro-brasileira, b) apresentação de diferentes práticas de trabalho na sala de aula do ensino médio com registro detalhado feito pelas bolsistas do GEALI, para futuras trocas de experiências, c) utilização de multimodalidade no trabalho da temática “cultura afro-brasileira nas aulas de língua portuguesa”, d) formação de professores de língua portuguesa do Ensino Médio da rede estadual, e) organização de evento com abrangência nacional sobre ensino de literatura afro-brasileira no Ensino Médio.

Palavras-chave: Ensino Médio; Literatura afro-brasileira; IFMG; Grupo de estudos GEALI.

 

Minibiografia:

Gláucia Xavier é doutora em Linguística e Língua Portuguesa, mestre em Educação, possui duas especializações e graduação em Letras. Há sete anos é professora em regime de dedicação exclusiva do Instituto Federal de Minas Gerais, lecionando língua portuguesa para o Ensino Médio e Ensino Superior. É líder do grupo de pesquisa GEALI (Grupo de Estudos sobre ensino e aprendizagem de língua portuguesa e literatura) certificado no CNPq. Coordena, atualmente, o projeto de extensão “Literatura afro-brasileira no Ensino Médio”, com duas bolsistas do PIBIC.


Comunicação 11

Ensino de literatura: relato de uma experiência

Autora:

Denise Dias – Universidade de Brasília/Instituto Federal Goiano – denise9345@hotmail.com

 

Resumo:

O relato da experiência se situa no âmbito mais amplo de uma pesquisa  interinstitucional, ainda em andamento, realizada com vários pesquisadores, em alguns campi do Instituto Federal  Goiano. O projeto em questão tem como objetivo a investigação e  a promoção da leitura literária tendo como base a adoção de um trabalho interdisciplinar,  desenvolvido por meio de leituras de textos literários,  no sentido de construir uma nova postura metodológica e, ainda fortalecer a prática da leitura literária. Em nossa comunicação propomos relatar a experiência desenvolvida com a leitura do poema Oração do Milho de Cora Coralina, realizada com alunos e professores no campus  Ceres-Goiás.

Palavras-chave: Prática de leitura; Interdisciplinaridade; Oração do Milho; Cora Coralina.

 

Minibiografia:

Denise Dias é Professora de Língua Portuguesa do Instituto Federal do Amazonas, lotada no Instituto Federal Goiano. Mestra em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, PUC – Go. Doutoranda vinculada à linha Literatura Comparada, no Departamento de Teoria Literária e Literaturas na Universidade de Brasília, UnB. Participante dos grupos de pesquisa: Literatura e Cultura-UnB e Formação docente, práticas educativas e representações artísticas e sociais – IFGoiano.


Comunicação 12

Do cordel e do teatro de bonecos à Educação Ambiental: promovendo a cidadania no IFPB

Autora:

Kelly Sheila Inocêncio Costa Aires – Instituto Federal da Paraíba – kellysheilacosta@yahoo.com.br

 

Resumo:

Atualmente, a pedagogia da Educação Ambiental é utilizada para a formação de cidadãos críticos e conscientes acerca das questões ambientais. Segundo a Conferência Intergovernamental de Tbilisi (1977), a “Educação Ambiental é um processo de reconhecimento de valores e clarificação de conceitos, objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio, para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos, suas culturas e seus meios biofísicos”. O fato de que no Nordeste, uma região onde, apesar de a seca ser um fenômeno natural e recorrente, os seus habitantes ainda não aprenderam a lidar com ela e a racionalizar o uso da água, inclusive no IFPB, motivou-nos a iniciar um projeto interdisciplinar. Esse projeto foi intitulado “Do Cordel e do Teatro de Bonecos a Educação Ambiental: promovendo a cidadania no IFPB”, fomentado pelo PIBITI/CNPQ, envolvendo as áreas de Gestão Ambiental e de Letras. Para isso, formamos uma equipe de alunos dessas áreas, realizamos estudos sobre Educação Ambiental, Literatura de Cordel e Teatro de Bonecos e elaboramos oficinas pedagógicas. As oficinas foram ministradas, em três momentos diferentes, para graduandos do curso de Letras a distância do IFPB, alunos do 5º ano da Escola Municipal Rotary Francisco Edwar de Aguiar, localizada em João Pessoa – PB, e alunos de várias séries do IFPB. Neste trabalho, relataremos essas experiências. O método utilizado para desenvolver as oficinas foi o Método Recepcional (1988), de Bordini e Aguiar. Foram lidos cordéis de poetas como Patativa do Assaré e Sebastião Chicute. Recorremos, também, às reflexões de estudiosos como Maria Clara Machado, em Teatrinho de Bonecos (1970); de Ignez Ayala e Marcos Ayala, em Cultura Popular no Brasil (2006); e Sato, em Educação Ambiental (2002). Portanto, nosso trabalho visou promover a Educação Ambiental e a Literária no IFPB, campus João Pessoa, bem como na comunidade circunvizinha.

Palavras-chave: Educação Ambiental; Literatura de Cordel; Teatro de Bonecos; IFPB.

 

Minibiografia:

Kelly Sheila Inocêncio Costa Aires é Professora do Instituto Federal da Paraíba desde 2006. Professora Formadora, Tutora e Conteudista do Curso de Letras a distância do IFPB desde 2012. Mestra e Doutora em Letras pela Universidade Federal da Paraíba. Líder do Grupo de Pesquisa CNPQ:Literatura dramática, ensino, crítica, ecocrítica e informática – LIDECEI.


 Comunicação 13

Era uma vez… Reciclar e o mundo da imaginação

Autora:

Valdoméria Neves de Moraes Morgado – Instituto Federal Goiano – valdomeria.morgado@ifgoiano.edu.br

 

Resumo:

Determinados tipos de lixo são matérias-primas que podem e devem ser reaproveitados. O lixo reciclável transformado em objetos lúdicos proporciona, além da consciência ambiental, um trabalho de experimentação do exercício de criatividade, de cidadania e das relações interpessoais, principalmente, se associados à arte de contar histórias. Esse contexto se refere a um projeto realizado no IF Goiano – Campus Ceres, com alunos de primeiro ano do Curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio, que teve como proposta duas frentes: 1) produzir bonecos, entre outros brinquedos, com lixo reciclável; 2) contar histórias com esses objetos ressignificados. Os bonecos e/ou brinquedos foram feitos com materiais recicláveis tais como embalagens plásticas, rolos de papel, latas, caixas etc., além de materiais de papelaria. A dinâmica do projeto consiste em despertar o interesse dos alunos e do público participante em ressignificar o inutilizável e torná-lo objeto lúdico associado ao gênero textual conto infanto-juvenil, via oralidade, propiciando a interação entre lixo recriado e imaginação. O projeto se alicerça na área da Linguística, no ensino de Língua Portuguesa, e se baseia teoricamente em Mikhail Bakhtin (2000), em Os gêneros do discurso, para entender o funcionamento do gênero discursivo, em especial o oral, nas contações de histórias. A relação confeccionar brinquedos e animá-los favorece a socialização, o afloramento de emoções, gera novos valores e desperta a criatividade verbal dos participantes, via gênero narrativo. Acreditamos que o reaproveitamento do lixo, nessa perspectiva, contribui para a adoção de práticas dinâmicas que despertam não só a consciência ambiental, mas também o interesse dos alunos pela leitura de textos narrativos e da leitura de mundo, proporcionada pelas diversas possibilidades de interação que acontece no processo de animação dos bonecos e/ou brinquedos confeccionados com o lixo reciclável.

Palavras-chave: Lixo; Ludicidade; Gênero; Narrativa.

 

Minibiografia:

Valdoméria Neves de Moraes Morgado é Mestre e Doutora em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás, Goiás, Brasil. É professora de Língua Portuguesa do ensino básico, técnico e tecnológico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Ceres, Goiás, Brasil. Tem experiência na área de Letras e Linguística, com ênfase em análise do discurso de linha francesa e foco temático e de pesquisa sobre: discurso, saber/poder, professor, verdade. 


 Comunicação 14

Colaboração e Interculturalidade: aprendizagem de português como língua adicional para alunos intercambistas

Autoras:

Paula Franssinetti de Morais Dantas Vieira – Instituto Federal de Goiás – paula.pauladantas007@gmail.com

Rosângela Medeiros da Luz – Instituto Federal de Goiás / Universidade Federal de Goiás – romeluz@yahoo.com

 

Resumo:

Esta pesquisa objetiva investigar o processo de ensino e de aprendizagem de português como língua estrangeira de um grupo de alunos estrangeiros, de diversas nacionalidades, vinculados a duas agências de intercâmbio e matriculados como alunos regulares em diferentes turmas de ensino médio em uma instituição pública de ensino brasileira. O foco da pesquisa visa observar as interações e colaborações entre os participantes, alunos e professores, durante a disciplina de Português e Cultura Brasileira, ofertada pela instituição de ensino aos alunos estrangeiros, bem como durante as sessões do projeto de Tandem, ou seja, num contexto colaborativo de aprendizagem que envolve os alunos brasileiros desta instituição e os alunos intercambistas com o objetivo de aprender línguas mutuamente. Os dados gerados por meio de gravações de áudio e imagem, de questionário, de entrevistas e de sessões de stimulated recall serão analisados à luz de teorias sobre interação (FIGUEIREDO, 2006, 2015; VYGOTSKY, 1998, SWAIN, 1995, 1999, 2000), cultura (HALL, 2006; INNERARITY, 2004; SPRADLEY, 1980) e comunicação intercultural (BENNETT, 1993; CASAL, 2003; MAHER, 2007; SARMENTO, 2004). Espera-se que os resultados possam contribuir para compreender o processo de aprendizagem de Português como língua estrangeira e/ou adicional, bem como auxiliar o planejamento e execução tanto da disciplina sob análise como de futuras disciplinas e projetos que tenham como foco o ensino de português para falantes de outras línguas.

Palavras-chave: Ensino; Aprendizagem; Português; Colaboração; Língua adicional.

 

Minibiografias:

Paula Franssinetti de Morais Dantas Vieira é professora do Instituto Federal de Goiás desde 2010 com experiência em ensino de inglês como língua estrangeira. Mestre e Doutora em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás, seu foco de pesquisa recai sobre ensino e aprendizagem de línguas, avaliação, correção e erro, e colaboração.

Rosângela Medeiros da Luz é professora do Instituto Federal de Goiás desde 2011 e possui experiência em ensino de inglês como língua estrangeira. Mestre e Doutoranda em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás, atuando em pesquisa sobre interações em ambientes virtuais, e ensino e aprendizagem de línguas.


Comunicação 15

Gêneros na esfera agrária: relato de uma experiência de Português para fins específicos

 

Autor:

Eli Gomes Castanho – Instituto Federal de Mato Grosso do Sul – eli.castanho@ifms.edu.br

 

Resumo:

O trabalho contempla relato de atividade no âmbito do ensino de língua portuguesa para fins específicos, em cursos superiores de ciências agrárias, nos institutos federais, mais especificamente nos cursos de agronomia e tecnologia em agronegócio. Partiu-se de uma proposta de reflexão sobre os usos da língua nessas esferas, a partir da análise dos gêneros textuais/discursivos em circulação. Propôs-se, portanto, uma reflexão de ordem metalinguística, em que a língua explique o uso da própria língua. Após a apropriação dos conceitos de gênero e tipologia textuais, os estudantes, em grupo, procederam à análise constitutiva dos gêneros escolhidos ligados ao mundo trabalho agrário. Os alunos do curso de agronomia analisaram aspectos constitutivos do relatório, receituário agronômico, laudo técnico, boletim técnico, textos de divulgação científica e anúncios publicitário veiculados a revistas (não acadêmicas) agrárias. Os do curso de tecnologia em agronegócio coletaram panfletos em uma feira agropecuária da cidade e formaram o corpus de análise, seguindo o critério de divisão por temática. Em posse desses materiais e com os estudos sobre gênero, organizaram a análise do texto em estrutura de artigo científico em que apresentaram o tema; uma revisão bibliográfica da categoria de análise, em sua maioria a noção de gênero e tipologia; uma explicação da metodologia; e a análise dos dados. De modo a tornar a construção do trabalho colaborativa, tiveram de apresentá-lo e redigi-lo utilizando os recursos do Google Docs. De mesmo modo, as intervenções do professor foram feitas pela aplicação. A atividade pôde contemplar diferentes letramentos como o crítico, ao promover uma reflexão sobre o uso da linguagem no contexto de trabalho; o acadêmico, por introduzir os alunos no mundo da escrita acadêmica, percebendo a organização macrotextual do gênero artigo científico; digital, ao se problematizar a escrita por meio de uma ferramenta colaborativa, até então, desconhecida pela maioria dos participantes.

Palavras-chave: Português para fins específicos; Gêneros; Letramentos múltiplos.

 

Minibiografias:

Eli Gomes Castanho é Professor de Português e Espanhol junto ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, campus Ponta Porã, desde 2011. É doutor em Linguística Aplicada pela UNICAMP, mestre em Língua Portuguesa pela PUC-SP, especialista em Língua Portuguesa pela mesma universidade e graduado em Letras: Português/Espanhol pela Universidade de Sorocaba (UNISO).


Comunicação 16

O ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa no IFG-Câmpus Anápolis: panorama do Ensino Médio Técnico Integrado, da Educação de Jovens e Adultos e dos Cursos Superiores

Autora:

Paula Graciano Pereira – Instituto Federal de Goiás – paula.pereira@ifg.edu.br

 

Resumo:

Esta comunicação tem por objetivo traçar um panorama do ensino de Língua Portuguesa no IFG-Anápolis perpassando os diversos níveis de escolarização oferecidos pelo Câmpus: ensino médio técnico integrado, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ensino superior (bacharelados, licenciaturas e tecnólogo). Tal panorama justifica-se pelo fato de o Câmpus Anápolis oferecer dez cursos distintos e a Língua Portuguesa fazer parte da matriz curricular de todos, como disciplinas obrigatórias ou componentes curriculares optativos. Para traçar este panorama, os dados foram coletados a partir dos Projetos Pedagógicos dos Cursos, de entrevistas e questionários aplicados aos docentes, coordenadores de cursos e estudantes. A análise dos dados se deu sob a perspectiva da pesquisa qualitativa. Os resultados preliminares apontam que, para cada nível acadêmico e em cada curso, o ensino-aprendizagem de Português apresenta peculiaridades e desafios próprios. No Ensino Médio Técnico Integrado, além dos conteúdos comuns e básicos da disciplina de Língua Portuguesa, o professor precisa auxiliar os alunos a compreender e produzir gêneros textuais específicos de cada área profissional. Nesse ínterim, o professor enfrenta um duplo desafio: possuir conhecimentos que o permitam abordar os diversos conteúdos específicos e conciliá-los com os conteúdos comuns/básicos obedecendo à carga horária destinada à disciplina. Na EJA, o grande desafio é lidar com as necessidades e dificuldades específicas dos estudantes, que ficaram afastados da escola por muitos anos e enfrentam situação de vulnerabilidade social. Já nas diversas modalidades do ensino superior, o maior desafio do ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa é a desvalorização da disciplina pelos discentes frente aos conteúdos técnicos e teóricos específicos de cada curso. A partir da análise dos resultados preliminares, é possível indicar que o ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa numa perspectiva inter, trans e/ou multidisciplinar pode ser uma alternativa diante de tantos desafios e especificidades.

Palavras-chave: Panorama; IFG-Anápolis; Ensino Médio; EJA; Graduação.

 

Minibiografia:

Paula Graciano Pereira é Professora do Instituto Federal de Goiás (IFG) desde 2010, Chefe do Departamento das Áreas Acadêmicas do IFG – Câmpus Anápolis desde 2015 e atuou como Coordenadora Pedagógica de Educação à Distância do IFG por um ano.  Graduada em Letras Português e Inglês, Doutora e Mestra em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás, atualmente desenvolve projetos de pesquisa nas áreas de Formação de Professores, Literatura e Análise do Discurso.


Comunicação 17

A produção escrita de gêneros acadêmicos para a formação dos graduandos em Física e Matemática do Campus de Santa Cruz

Autoras:

Cristiane Maria Praxedes de Souza Nóbrega – Instituto Federal do Rio Grande do Norte – cristianenobrega@bol.com.br

Sônia Maria Sousa da Rocha – Instituto Federal do Rio Grande do Norte – soninha.rocha753@gmail.com

 

Resumo:

Nesta comunicação buscamos refletir sobre questões relacionadas à produção escrita de gênero acadêmico/escolar do aluno das Licenciaturas de Matemática e Física do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – Campus de Santa Cruz. Estudos na área de Linguística Aplicada têm mostrado resultados satisfatórios em investigações acerca da linguagem em contextos específicos, focando, dentre outras possibilidades, a questão do letramento textual  na perspectiva de gênero sob a qual o texto não é mais compreendido como um produto, mas como um processo, como uma unidade pragmático-discursiva na qual estão envolvidas questões de ordem linguística e extralinguística (BEAUGRAND; DRESSLER, 1997). Nessa direção, a aquisição de uma competência textual nasce bem antes do ato de escrever e mobiliza uma série de questões que perpassam pela leitura, pelo conhecimento enciclopédico e por que não dizer também pelas condições de produção que foram geradas ou não no contexto escolar e que, portanto, são responsáveis também pelo nível de letramento textual desses alunos. Desse modo, buscaremos averiguar em que grau de letramento textual se encontra os alunos ao ingressarem nessas licenciaturas, quais são as dificuldades mais recorrentes e, com base nesses dados, propor uma intervenção por meio de aulas extras para alunos que precisam melhorar sua competência e letramento textual.  Para tanto, utilizaremos a abordagem quali-quantitativa (MINAYO, 2013; SEVERINO, 2007) por entendemos ser a mais viável para atender aos objetivos e metas que traçamos para alcançar os resultados almejados. Nossa fundamentação teórica compreende os estudos perspectivados pela abordagem textual-discursiva, dentre eles, Marcuschi (2010; 2005); Antunes (2010); Koch (2012; 2006); Schneuwly (2004); Bakhtin (2003), e os estudos do letramento a partir de Soares (1998; 2003).

Palavras-chave: Produção escrita; Gênero acadêmico; Letramento; Licenciaturas.

 

Minibiografias:

Cristiane Maria Praxedes de Souza Nóbrega é Professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte. Doutora em Estudos da Linguagem (UFRN), área de concentração em Linguística Teórica e Discursiva. (UFRN/2016). Participa do guropo GELMIT/ IFRN (Grupo de Estudos linguísticos, memória, identidade e território), atuando com temáticas relacionadas à educação, linguagem e identidade.

Sônia Maria Sousa da Rocha é Licenciada em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atualmente, é estudante do curso de Licenciatura em Matemática pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Participou do Grupo de Pesquisas em Ensino de Física e de Astronomia (GPEFA) e do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).


Comunicação 18

Ensino de Língua Portuguesa na formação profissional: letramento entre práticas e representações

 

Autor:

Adilson Ribeiro de Oliveira – Instituto Federal de Minas Gerais – adilson.ribeiro@ifmg.edu.br

 

Resumo:

Considerando o letramento como um conjunto de práticas sociais, fortemente e estreitamente ligado aos usos que se faz da escrita enquanto sistema simbólico e enquanto tecnologia, bem como aos valores que a ela são atribuídos, e partindo de um viés sócio-cognitivo-interacionista, propõe-se uma abordagem que encara as representações como um elemento constitutivo de competências no domínio da escrita. Sendo a escrita um objeto de ensino e aprendizagem, não é demais afirmar que as relações que se estabelecem entre o professor, o aluno e esse objeto certamente têm como parte de seus componentes, de um lado, as práticas e representações sociais a respeito da escrita e, de outro, as práticas de escritura no meio escolar. Nessa perspectiva, de natureza didática, pretende-se instigar uma reflexão acerca do papel das representações em processos de letramento em ambiente escolar profissionalizante. Para tanto, são analisados textos orais e/ou escritos produzidos em situação didática em que emergem representações que podem ser tomadas como elementos constitutivos das competências de escrita, tanto na leitura quanto na produção de textos. Os dados conduzem, ao final, à necessidade de uma abordagem sobre o desenvolvimento de competências no campo da escrita que leva em conta as representações construídas pelos alunos sobre/nas práticas de uso, o que, de fato, tem consequências consideráveis no processo ensino/aprendizagem e em todos os vieses em que se descortinam os complexos processos de letramento. Trata-se, enfim, de uma investida que pretende esboçar contribuições tanto para o ensino quanto para a pesquisa, especialmente em termos da compreensão de possíveis impactos sobre o ensino da língua portuguesa nas práticas escolares profissionalizantes.

Palavras-chave: Letramento; Representações da Escrita; Ensino Profissionalizante.

 

Minibiografia:

Adilson Ribeiro de Oliveira é professor do Instituto Federal Minas Gerais, no Campus Ouro Branco. Possui graduação em Letras (UNIFEG), mestrado em Pedagogia Profissional (ISPETP – Cuba) e Doutorado em Linguística e Língua Portuguesa (PUC Minas), com estágio doutoral no LIDILEM (Laboratoire de Linguistique e Didactique de Langues Etrangères e Maternelles – Grenoble/França). É membro do GEALI (Grupo de Estudos sobre Ensino e Aprendizagem de Língua Portuguesa e Literatura – IFMG) e do NELLF (Núcleo de Estudos em Linguagens, Letramentos e Formação – PUC Minas).


Comunicação 19

Teoria dialógica da linguagem e ensino de língua materna: gêneros discursivos e o desenvolvimento da competência leitora em foco

Autor:

Urbano Cavalcante Filho  – Universidade de São Paulo / Université Paris Ouest / Instituto Federal da Bahia  – urbanocavalcante@usp.br / urbano@ifba.edu.br

 

Resumo:

O objetivo de minha proposta de comunicação segue duas linhas centrais de exposição: a primeira é apresentar e discutir as contribuições que a teoria dialógica da linguagem apresenta para o ensino de língua materna, principalmente considerando a teoria dos gêneros dos discursos (BAKHTIN, 1950-1953) – tão famigerada no contexto educacional brasileiro, a partir das orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 1996)-, e também da teoria do enunciado concreto (cf. SOUZA, 2012), passando pelas noções de dialogismo, esferas ideológicas, responsividade, ato ético responsável, entre outros; a segunda, decorrente da primeira, é problematizar como os postulados teórico-metodológicos dessa teoria são aplicados no ensino de língua materna no Instituto Federal da Bahia, Campus Ilhéus, locus de desenvolvimento de minhas atividades profissionais como Professor de Português, quando do trabalho com o desenvolvimento da competência leitora e produção de gêneros acadêmicos. À guisa de relato de experiências, pretendo expor a perspectiva teórica e a dimensão empírica do trabalho com a questão da leitura e produção textual nos cursos técnicos do instituto. Para isso, seleciono como objeto de análise, apresentação e suporte didático-pedagógico para as aulas de língua materna sobre os gêneros acadêmicos, o trabalho elaborado por Cavalcante Filho (2012), Práticas Educativas I: Leitura e Produção Textual na Prática Escolar (no âmbito da UESC/UAB/MEC/CAPES). Verticalizarei a apresentação nos gêneros discursivos resumo e resenha, tão demandado no âmbito acadêmico, mostrando objetivos, metodologia, estratégias didáticas e resultados decorrentes desse trabalho de formação discente.

Palavras-chave: Teoria Bakhtiniana; Ensino de língua materna; Leitura e Produção de Texto; Competência Leitora; Instituto Federal da Bahia.

 

Minibiografia:

Urbano Cavalcante Filho é doutorando em Filologia e Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo (FFLCH-USP-Brasil); doutorando em Sciences du Langage na Université Paris Ouest Nanterre La Défense (France); Professor do Instituto Federal da Bahia (IFBA – Campus Ilhéus-Brasil); membro Pesquisador do Grupo de Pesquisa Diálogo (USP/Université de Poitiers/CNPq-Brasil) e do Laboratoire MoDyCo UMR 7114 (CNRS/Université Paris Ouest).


Comunicação 20

InFoRmaNdo: comunicação social na formação linguística dos sujeitos alunos do IFRN São Paulo do Potengi

Autoras:

Elis Betânia Guedes da Costa – Instituto Federal do Rio Grande do Norte – elis.guedes@ifrn.edu.br

Kéfora Janaína de Medeiros – Instituto Federal do Rio Grande do Norte – kefora.janaina@ifrn.edu.br

 

Resumo:

A informação é fundamental para possibilitar a interação humana, pensando nisso, as docentes de Língua Portuguesa do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), campus São Paulo do Potengi (SPP), criaram o coletivo InFoRmaNdo com o objetivo de integrar a produção textual em gêneros discursivos jornalísticos, fazendo com que houvesse associação das atividades de língua portuguesa e de comunicação social, levando os discentes do campus a praticarem teorias da linguística aplicada na produção de textos orais e escritos em situações reais de interação verbal. Assim, em uma abordagem qualitativo-interpretativista, esta comunicação apresenta como se deu a criação do coletivo InFoRmaNdo, a preparação e os resultados da primeira cobertura jornalística realizada pelo grupo, as impressões dos discentes que dela participaram e como a atividade se transformou em um projeto de extensão no IFRN campus SPP. Subsidiaram esse trabalho os estudos acerca dos gêneros discursivos do Círculo de Bakhtin (2010); sobre os gêneros jornalísticos, Marques de Melo (2015); os estudos de Adam (2011), no que concerne à responsabilidade enunciativa e o ponto de vista (PdV); estudos sobre o uso do jornal na escola, segundo Faria e Zanchetta Jr. (2002), Baltar (2006). Como resultado, temos a apreciação positiva de nossos discentes, que apontam um maior envolvimento nas aulas de língua portuguesa e, em especial, na elaboração, na interpretação de textos e no aprimoramento de suas redações, estando mais atentos ao atendimento do gênero discursivo solicitado, à responsabilidade autoral na produção de informações e na “conquista” do público-alvo. Além disso, observam com outro olhar (mais crítico) a atividade jornalística e os meios de comunicação de massa.

Palavras-chave: Produção textual; Gêneros discursivos jornalísticos; Comunicação social; Projeto de extensão.

 

Minibiografias:

Elis Betânia Guedes da Costa é doutora em Linguística Aplicada. Professora efetiva do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), coordena projeto de extensão InFoRmaNdo, no IFRN.

Kéfora Janaína de Medeiros é mestra em Linguística Aplicada. Professora efetiva do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), coordena o projeto de extensão InFoRmaNdo, no IFRN – campus São Paulo do Potengi. 


Comunicação 21

O ensino da Língua Portuguesa no ensino técnico-profissional: perspectivas dos alunos sobre o aprendizado e o mundo do trabalho

Autora:

Wilma Maria Pereira – Instituto Federal do Norte de Minas – wilma.pereira@ifnmg.edu.br

 

Resumo:

O conhecimento da língua oral e escrita tem se tornado um dos requisitos básicos para o ingresso no mercado de trabalho, sobretudo, com as exigências do universo corporativo em relação à eficiência na comunicação institucional. Por isso, são cada vez mais comuns os processos de seleção em que as habilidades linguísticas são testadas a fim de selecionar os indivíduos que melhor atendam às especificidades do mercado. Com isso, o ensino da Língua Portuguesa tornou-se disciplina obrigatória e está presente nos currículos dos cursos técnico/profissionalizantes sob a denominação de Português Instrumental ou Português Técnico com o objetivo de atender às especificidades de cada profissão. Mas, o que pensam os alunos – futuros profissionais – a respeito do ensino da Língua Portuguesa? Este artigo traz os resultados de uma pesquisa realizada com alunos de cursos técnico/profissionalizantes do Instituto Federal de Educação do Norte de Minas/IFNMG que buscou investigar as crenças (BARCELOS 1995, 2004, 2006 e VIEIRA-ABRAHÃO 2004, 2006) e as perspectivas dos alunos em relação ao processo de aprendizagem da LP para fins profissionais. Para isso, foram utilizadas narrativas dos alunos a fim de apreender se as experiências de aprendizagem são caracterizadas como significativas e determinantes para a sua profissão.  As experiências relatadas são diversas e apontam para a necessidade de se promover discussões mais pontuais em relação a essa modalidade de ensino a fim de se buscar métodos mais eficientes de ensino e metodologias que efetivamente atenda às demandas dos alunos e do mercado de trabalho.

Palavras-chave: Linguística Aplicada; Crenças; Ensino Profissional.

 

Minibiografia:

Wilma Maria Pereira é graduada em Letras e Especialista em Linguística pela Universidade Federal de Uberlândia. Mestre em Letras pela Universidade Federal de Viçosa. Atualmente é Professora efetiva do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais e membro do Grupo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares do IFNMG/Campus Pirapora. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Linguística Aplicada e Análise do Discurso. 


Comunicação 22

O viés discursivo das concepções de ensino de Língua Portuguesa nos documentos oficiais do Instituto Federal Goiano

 

Autores:

Ana Maria Alves Pereira dos Santos – Universidade Federal de Goiás – maryabelly89@gmail.com

Alexandre Ferreira da Costa – Universidade Federal de Goiás – alexandrecostaufg@gmail.com

 

Resumo:

A comunicação visa apresentar uma investigação embasada em conceitos da Análise do discurso, os quais estabelecem uma relação do discurso com suas exterioridades. Partindo desse pressuposto acerca da discursividade, averiguamos por meio de uma cadeia textual documental, como os discursos materializados que norteiam e definem o ensino técnico, compreendem o ensino de Língua Portuguesa dentro do ensino tecnicista, observando quais os paradigmas que devem nortear o ensino de LP nessa ordem do discurso de ensino técnico ofertada pelo Instituto Federal Goiano. Os pressupostos teóricos de Foucault (1999) discorrem sobre os processos de exclusão e os mecanismos de estruturação do saber como forma de manter o controle social, assim, pensar os gêneros que estabilizam as práticas sociais como discursos constituídos sob a forma de documentos oficiais que regulamentam o ensino técnico e analisar a estruturação e objetivação do ensino de língua portuguesa na práxis do ensino técnico, sob a ótica desses postulados significa buscar compreender como os enunciados de tais discursos abordam as concepções de língua portuguesa, como propõem a efetivação do ensino dessa disciplina e se há uma adequação do ensino de língua portuguesa para que culminem nos objetivos propostos de um curso técnico. Como essa modalidade de ensino tem se expandido no país, e estabelece uma intrínseca relação com o social utilizou-se ainda a metodologia de análise do discurso desenvolvida por Fairclough (2001), levando em consideração que este discurso de ensino técnico, foi concebido a partir de questões de mudança social e cultural que permitiram sua fomentação. Portanto, essa pesquisa objetivou compreender se o ensino de Língua Portuguesa no âmbito técnico atua como colaborador para que os sujeitos se tornem reflexivos ou como mecanismo controlador de um sistema tecnicista, atuando de forma a manter a alienação dos sujeitos em sociedade.

Palavras-chave: Ensino técnico; Discurso; Mudanças sociais; Gêneros.

 

Minibiografias:

Ana Maria Alves Pereira dos Santos é Graduada em Letras pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), especialista em Linguagem, Transversalidade e Interdisciplinaridade pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestranda em Letras e Linguística pelo programa de Pós-graduação em Letras e Linguística da UFG.

Alexandre Ferreira da Costa é Doutor em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas.Professor da Universidade Federal de Goiás, atua na formação de professores, com  pesquisas e orientações que concentram-se na implementação da educação integrada no Brasil, seus aspectos discursivos, transversais e interdisciplinares. É líder do Grupo de Estudos Transdisciplinares e Aplicados à Formação de Educadores (GRUPO PORTOS – UFG/CNPq).  


Comunicação 23

Um estudo do rendimento escolar em Língua Portuguesa de estudantes de curso técnico integrado do IFMG – Campus Ouro Branco: análise estatística do desempenho de alunos cotistas versus não cotistas

Autor:

Claudiney Nunes de Lima – Universidade São João del-Rei – pleudiney@ufsj.edu.br

 

Resumo:

Ações afirmativas constituem um conjunto de políticas públicas e privadas que têm como objetivo atender ao princípio constitucional de igualdade material entre indivíduos e grupos, combatendo a sub-representação de minorias nas instituições sociais, garantindo o acesso a determinados espaços socialmente privilegiados, a exemplo de universidades e determinadas ocupações no mercado de trabalho (OLIVEN, 2011).  A discussão da inclusão social nas instituições públicas de ensino tem sido pensada principalmente em termos de ampliação do acesso e/ou de diversificação na política de admissão de alunos (SCHWARTZMAN, 2008). Nesse quadro, uma pesquisa desenvolvida em parceria entre pesquisadores da UFSJ (Universidade Federal de São João del-Rey/Campus Alto Paraopeba) e do IFMG (Instituto Federal Minas Gerais/Campus Ouro Branco) pretende apresentar uma análise do desempenho escolar de estudantes de nível médio integrado ao técnico dessa segunda instituição relativamente ao seu perfil de cotista ou não cotista e sua relação com índices de repetência e evasão escolar, com vistas a elencar dados que possam contribuir para a melhoria do ensino e o sucesso escolar dos estudantes e, consequentemente, com a sua progressão e permanência na escola. Nesta comunicação, especificamente, pretende-se apresentar um recorte que focalize os dados coletados quanto ao desempenho dos estudantes na disciplina Língua Portuguesa e suas possíveis relações com dados de outras disciplinas, procurando elencar hipóteses e/ou constatações relativamente ao papel que o ensino de Língua Portuguesa pode desempenhar nesse contexto. Objetiva-se, nesse sentido, apresentar uma análise estatística descritiva de algumas medidas de posição, dispersão e outras que forem necessárias referentes aos rendimentos dos alunos cotistas e não cotistas dos cursos técnicos integrados da referida instituição, quais sejam: Administração, Informática e Metalurgia; fazer um estudo de algumas variáveis de interesse da instituição no período de desenvolvimento e execução do projeto, além de aplicação de testes estatísticos ou outras inferências quando for necessário; analisar a evasão de cotistas e de não cotistas, considerando o rendimento no curso dos alunos que ingressaram em 2013 e em 2014; no caso dos cotistas, tomando em conta também aspectos do seu perfil socioeconômico. Para tanto, é feita uma Estatística Descritiva para fins de organização, sumarização, descrição e obtenção de gráficos dos conjuntos de dados dos coeficientes de rendimento. Espera-se, ao fim, que esta pesquisa possa trazer contribuições significativas para as políticas públicas afirmativas, para o ensino em geral, e para o ensino de Língua Portuguesa, especificamente.

Palavras-chave: Rendimento Escolar; Estatística Descritiva; Políticas Afirmativas; Língua Portuguesa.

 

Minibiografia:

Claudiney Nunes de Lima é professor de Estatística da Universidade Federal de São João del-Rei. Possui graduação em Matemática (UFV), Mestrado e Doutorado em Estatística (UFLA).


Póster 1

A acentuação gráfica nas produções escritas de alunos do ensino médio integrado ao técnico: constatações e proposições didáticas

Autores:

Saymon Menezes de Souza  – Instituto Federal de Minas Gerais/ Universidade São João del-Rei – souzasaymonm@gmail.com

Adilson Ribeiro de Oliveira – Instituto Federal de Minas Gerais – adilsoncefetop@yahoo.com.br

 

Resumo:

O presente estudo, fruto de um projeto de iniciação científica na modalidade PIBIC-Júnior (Programa de Bolsas de Iniciação Científica Júnior) do Instituto Federal Minas Gerais (IFMG) apresenta os resultados de uma pesquisa sobre a escrita de alunos do Ensino Médio. A metodologia que foi utilizada para registro e análise dos dados dos textos é predominantemente quantitativa, mas há incursões descritivistas e interpretativistas. Foram identificadas as ocorrências de acentuação em produções escritas, apontando correções e incorreções para propor possíveis soluções. Percebe-se que muitos alunos ainda têm dúvidas quanto à acentuação de palavras. Nesse quadro, são apresentadas algumas proposições que podem contribuir didaticamente para a melhoria do desempenho dos estudantes relativamente o objeto estudado. A pesquisa apresentou resultados relevantes, pois pode contribuir para a melhoria do trabalho em sala de aula de Língua Portuguesa, especificamente no que diz respeito à acentuação.

Palavras-chave: Acentuação; Ensino Médio; Escrita.

 

Minibiografias:

Saymon Menezes de Souza cursou Metalurgia no Instituto Federal Minas Gerais (IFMG), onde foi bolsista de iniciação científica orientado pelo professor Adilson Ribeiro de Oliveira. Atualmente, é aluno do curso de Engenharia de Bioprocessos na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

Adilson Ribeiro de Oliveira é Professor do Instituto Federal Minas Gerais (IFMG). Possui graduação em Letras (UNIFEG), mestrado em Pedagogia Profissional (ISPTP – Cuba) e doutorado em Letras (PUC Minas).