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Simpósio 66

SIMPÓSIO 66 – PESQUISAS EM LÍNGUA PORTUGUESA, LINGUÍSTICA E OUTRAS LINGUAGENS DO ESTADO DO TOCANTINS, BRASIL

 

Coordenadores:

Karylleila dos Santos Andrade | PPFL/UFT | karylleila@gmail.com

Daniel Marra da Silva | IFTO/PPGL/UFT | delmarra2004@hotmail.com

 

Resumo:

O estado do Tocantins tem 28 anos, está localizado na região norte do país e possui diversos povos tradicionais, dentre eles: 7 (sete) grupos indígenas, 32 (trinta e duas) comunidades remanescentes de quilombolas, já reconhecidas pela Fundação Palmares, ribeirinhos e outros. Este simpósio tem como objetivo divulgar pesquisas concluídas e/ou em andamento nas áreas do ensino de Língua Portuguesa, Linguística e outras Linguagens do estado do Tocantins, desenvolvidas em instituições superiores da região. São recentes os estudos de cunho científico na área das diversas linguagens, principalmente os que atendem a um enfoque mais voltado ao contexto da educação básica, como também, aqueles que priorizam pesquisas com grupos minoritários.

Palavras-chave: Língua Portuguesa, Linguagens, Povos Tradicionais, Estado do Tocantins, Brasil.

 

Minibiografias:

Karylleila dos Santos Andrade

Doutora e Mestre em Linguística pela Universidade de São Paulo. Graduada em Letras pela UNITINS – Universidade do Tocantins. Atualmente é professora associada do curso de Teatro e do Programa de Pós-Graduação em Letras, câmpus de Araguaína e de Porto Nacional, da Universidade Federal do Tocantins. É líder do grupo de pesquisa intitulado “Atlas Toponímico do Tocantins”. Atua na área do Léxico aplicado ao ensino, estudos Onomásticos/Toponímicos e Antropologia Linguística. É coordenadora do projeto “Software toponímico como inovação pedagógica: um estudo sob a ótica de professores de geografia do ensino fundamental”, financiado pelo CNPq.

 

Daniel Marra da Silva

Doutor em Letras e Linguística – UFG (2012), Mestre em Letras e Linguística – UFG (2009) e Licenciado em Letras – Português e Inglês – UFT (2007). Professor EBTT do Instituto Federal do Tocantins, Campus – Palmas. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase e Sociolinguística Variacionista, Sociolinguística Cognitiva e Historiografia Linguística. Lidera o Núcleo de Pesquisa em Linguagens e Artes – (IFTO) e coordena o projeto “O estudo da língua como um fato sociocultural e cognitivo”, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da UFT – Campus de Porto Nacional, onde atua como professor colaborador.

 

 

Resumos dos trabalhos aprovados

Comunicação 1

Aspectos onomástico-toponímicos e efeitos de sentido na (re)nomeação de escolas públicas no Maranhão

Autores:

André da Silva Santos – Instituição: Universidade Federal do Tocantins (UFT) / Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) –  andre.santos@ifma.edu.br

Deijeane Gomes Morais – Instituição: Universidade Federal do Tocantins (UFT) – deijeane.morais@gmail.com

 

Resumo:

O objetivo do trabalho é discutir aspectos onomástico-toponímicos da renomeação de escolas da rede pública de ensino do Estado do Maranhão (região Nordeste do Brasil), ocorrida em 2015, a partir de decreto governamental por meio do qual passou a ser vedada a denominação de bens públicos com o nome de pessoas vivas e de sujeitos responsáveis pela violação de direitos humanos durante o regime militar no Brasil. Esse decreto se deu após a posse no governo de lideranças políticas que chegaram à representação do estado com uma eleição, em 2014, que interrompeu o exercício de poder por um grupo que comandava o governo do Maranhão por mais de quatro décadas. A renomeação desses centros de ensino demonstra uma diferença de percepção entre os sujeitos que ora assumem a representação do estado e os que deixaram de exercer tal papel. Além disso, indica a intenção de que, a partir do processo de renomeação, haja outros efeitos de sentido na recepção dessas novas denominações pelo leitor. Levando em conta essa variação de efeitos de sentido pela mudança de quem está no poder do referido estado, justifica-se este trabalho por se tratar de uma discussão que envolve sujeitos, ideologia, sociedade e percepção de leitura enunciativa. O estudo tem como base a teoria do discurso de Bakhtin, envolvendo, sobretudo, o conceito de responsividade, levando em conta os sujeitos na produção da enunciação. O corpus da pesquisa é formado pelo documento do referido decreto e pela lista de escolas com nomes alterados.  Nesse sentido, o trabalho é norteado por pesquisa documental, que abrange o decreto governamental e a lista de escolas renomeadas; e pesquisa bibliográfica, versando sobre aspectos teóricos acerca da toponímia, onomasiologia, bem como da teoria bakhtiniana sobre responsividade.

Palavras-chave: onomasiologia; toponímia; responsividade.

 

Minibiografias:

Autor 01 –  André da Silva Santos – Mestrando em Letras pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Especialista em Linguística e Ensino e graduado em Letras pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Professor de Língua Portuguesa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) e da Rede Estadual de Ensino do Maranhão.

Autora 02 – Deijeane Gomes Morais – Mestranda em Letras pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Graduada em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade Federal do Maranhão e em Letras – Português / Literatura Brasileira e Portuguesa pela Universidade Estadual do Maranhão. É professora de língua portuguesa no ensino fundamental na Prefeitura Municipal de Imperatriz, Maranhão (Brasil) e trabalha com assessoria de imprensa.


Comunicação 2

Preconceito e discriminação contra povos indígenas: análise desituações de preconceito vivenciados por índios do Parque Indígena do Xingu

 

Autoras:

Andressa Batista Farias – Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Campus Universitário de Sinop – andressafariasabf@gmail.com

Josilene Pereira dos Santos – Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Campus Universitário de Sinop – josilenesnp12@gmail.com

 

Resumo:

Esta pesquisa trata-se de um estudo de campo realizado com indígenas de diferentes etnias do Parque Indígena do Xingu – situado no Estado de Mato Grosso, Brasil. A pesquisa foi desenvolvida para a disciplina de Diversidade e Variação Linguística, que compõem a matriz curricular do Programa de Pós Graduação em Letras (PPGLetras) da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) Campus Universitário de Sinop-MT. O objetivo deste trabalho é discutir sobre situações de preconceito, discriminação e a intolerância vivenciados por povos indígenas, o trabalho perpassa um pouco da sua história, dasua cultura e a percepção que esses índios têm sobre o que, de que forma, como são considerados, vistos e tratados peloo não-índio. Os dados foram coletados através de entrevistas semiestruturadas na Casa de Apoio à Saúde do Índio – CASAI de Sinop – MT, foram entrevistados 5 (cinco) índios de distintas etnias: Yudjá (Juruna), Kaiabi (Kawaiweté) eTxikão (Ikpeng);dentre estes, 4 (quatro) vivem em diferentes aldeias noParque Indígena do Xingu, sendo elas: a Aldeia Tuba-Tuba,a Aldeia Tuiararé, a Aldeia Tupara e a Aldeia Três Vizinhos,também faz parte do corpus coletado,um indígena (da  etnia Kayabi)que vive no centro urbano eque reside na cidade de Sinop-MT. Este estudo se fundamenta nos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística, pois investiga o fenômeno do preconceito e abarca sobre a sociodiversidade dos povos indígenas. A pesquisa tem como principais pontos de ancoragem as noções de Gomes (2014, 2005), de Cunha (1992), de Cardoso (1981), dentre outros. Por meio das investigações aqui realizadas, nota-se que os índios sentem-se discriminados, rejeitados e estereotipados pelo não-índio, observa-se também nesta pesquisa, o preconceito, a não aceitação e a não satisfação, por parte dos índios com a aproximação e a inserção do não-índio as suas comunidades.

Palavras-chave: Preconceito; Discriminação; Indígenas; Parque Indígena do Xingu; Diversidade.

 

Minibiografias:

Autora 01: Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGLetras) da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) Campus Universitário de Sinop-MT. Graduada em Licenciatura Plena em Letras – Português/Inglês pela mesma Universidade.

Autora 02: Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGLetras) da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) Campus Universitário de Sinop-MT e Graduada em Licenciatura Plena em Letras – Português/Inglês pela mesma Universidade.


Comunicação 3

Os nomes de lugares e sua relação com o ensino de história no ensino fundamental

Autoras:

Anna Inez Alexandre Reis – Universidade Federal do Tocantins (PPGL/UFT) – annainezar@gmail.com

Karylleila dos Santos Andrade – Universidade Federal do Tocantins (PPGL/UFT) – karylleila@gmail.com

 

Resumo:

Pode-se pensar que a Toponímia estabelece o sentido de unidade diante dos diversos saberes. Nesse sentido, esta propostaapresenta o estudo dos nomes de lugares (elementos humanos e físicos) e a sua relação com o ensino de História no Ensino Fundamental a partir dos livros didáticos de História do 8º e 9º ano, tendo em vista o contexto da interdisciplinaridade.  Partindo de um enfoque interpretativo descritivo, buscou-se identificar de que forma os nomes de lugares (topônimos) estão apresentados nos livros didáticos com o objetivo de discutir, de forma preliminar, uma proposta pedagógica utilizando os topônimos numa perspectiva interdisciplinar. Assim, vincula-se o estudo da Toponímia ao contexto do ensino, considerando a teoria da interdisciplinaridade, a partir da qual visualiza-se um caminho possível para a colaboração dessa disciplina no processo de enriquecimento e ampliação do conhecimento sóciohistórico e cultural.

Palavras-chave: toponímia, ensino de história, interdisciplinaridade.

 

Minibiografias:

Autora 01 – Graduada em Letras pela UFT – Universidade Federal do Tocantins. Atualmente é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Letras, UFT (Câmpus de Porto Nacional) e professora da educação básica na rede estadual de ensino do estado do Tocantins.

Autora 02 – Doutora e Mestre em Linguística pela Universidade de São Paulo. Graduada em Letras pela UNITINS – Universidade do Tocantins. Atualmente é professora associada do curso de Teatro e do Programa de Pós-Graduação em Letras, Câmpus de Araguaína e de Porto Nacional, da Universidade Federal do Tocantins. É líder do grupo de pesquisa intitulado “Atlas Toponímico do Tocantins”. Atua na área do Léxico aplicado ao ensino, estudos Onomásticos/Toponímicos e Antropologia Linguística.


Comunicação 4

A gramaticografia no Brasil, a techné grammatiké e os “jogos da linguagem”

Autores:

Antonio Cilírio da Silva Neto – Universidade Federal do Tocantins – acilirio@bol.com.br

Luiz Roberto Peel Furtado de Oliveira – Universidade Federal do Tocantins –  PPGL/UFT – luizpeel@mail.uft.edu.br

 

Resumo:      

Esta comunicação tem por objetivo refletir sobre a gramaticografia no Brasil, estabelecendo relações entre gramática, normatividade e jogos de linguagem, com base em Wittgenstein (1980, 1994). Examinaremos a prática do jogo gramatical a partir de quatro gramáticas, Bagno (2011), Neves (2012), Castilho (2012) e Cunha e Cintra (2007), comparando, sempre que necessário, esses compêndios com teorias linguísticas atuais. Essa prática foi desenvolvida nas aulas de Línguística e Ensino, no curso de mestrado da Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus Araguaína, para atender a um enfoque voltado ao contexto de ensino de língua materna na educação básica do estado. Espera-se que, a partir desse entendimento, possamos estabelecer novas perspectivas para a compreensão do que seja o aprendizado de normatividade gramatical e de sua multiplicidade de usos. O uso da linguagem gramatical, como forma dinâmica do jogo, precisa considerar os elementos histórico-sociais na construção e na enunciação dos códigos linguísticos, por isso a nossa referência ao tratado de Dionísio Trácio e a historiografia gramatical. Urge, para esse esforço, a recuperação das noções de normatividade, de jogos de linguagem e de gramática apresentadas por Wittgenstein. Como ponto de partida metodológico nos fiaremos em pesquisas bibliográficas, exploratórias e outros meios que estão direcionados às investigações de cunho filosófico.

Palavras-chave: Gramaticografia; Língua Portuguesa; Wittgenstein; Historiografia Linguística.

 

Minibiografias:

Autor 01 – Doutorando e Mestre em Letras: Ensino de Língua e Literatura no programa de Pós Graduação em Letras: PPGL – UFT. Licenciado em Letras – Português/Inglês – UEMA e Professor da Educação Básica.

Autor 02 – Doutor em Letras Clássicas (Universidade de São Paulo); Pós-Doutor em Língua Portuguesa (Universidade da Beira Interior – Portugal) e em Letras Clássicas (Universidade Federal da Paraíba). Atualmente é professor, no campus de Araguaína, da Universidade Federal do Tocantins e do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL/UFT).


Comunicação 5

O alçamento das vogais médias pretônicas na comunidade de fala de Porto Nacional, Tocantins, Brasil

Autores:

Erika de Souza Luz – FTO/UFT- erika@ifto.edu.br

Daniel Marra da Silva- IFTO/UFT –danielmarra@ifto.edu.br

 

Resumo:

Em consideração ao aspecto dinâmico e heterogêneo da língua, esta proposta de pesquisa propõe investigar o alçamento das vogais médias pretônicas no falar dos habitantes da cidade de Porto Nacional-Tocantins. A sociolinguística estuda a língua em uso no seio das comunidades de fala, voltando sua atenção para um tipo de investigação que correlaciona aspectos linguísticos e sociais. Nesse sentido, será abordado o fenômeno da variação e mudança linguísticas e suas influências nas formas de uso do objeto em investigação. O interesse pela pesquisa decorre do Projeto de Pesquisa “Construção do Acervo Audiovisual da Língua Falada no Tocantins” e “Demonstração das Normas Linguísticas Escrita e Falada no Tocantins” e busca apresentar uma fotografia linguística do falar portuense em relação à elevação das vogais médias pretônicas. O trabalho será fundamentado nos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista e será desenvolvido nas seguintes etapas: geração, transcrição e análise quantitativa dos dados.

Palavras-chave: Sociolinguística; Vogais Médias; Pretônicas; Alçamento; Mudança Linguística.

 

Minibiografias:

Autora 01- Erika de Souza Luz: Especialista em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e Pós-graduada em Educação, Desenvolvimento e Políticas Educativas. Professora do EBTT do Instituto Federal do Tocantins, Campus Palmas. Docente do Curso de Licenciatura em Letras. Cursa o Mestrado em Letras na Universidade Federal do Tocantins-Porto Nacional.

Autor 02 – Daniel Marra da Silva: Doutor em Letras e Linguística – UFG (2012), Mestre em Letras e Linguística – UFG (2009) e Licenciado em Letras – Português e Inglês – UFT (2007). Professor EBTT do Instituto Federal do Tocantins, Campus – Palmas. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Sociolinguística Variacionista, Sociolinguística Cognitiva e Historiografia Linguística.


Comunicação 6

O sagrado e a toponímia na região sudeste do estado de Tocantins

 

Autora:

Franciele Rodovalho Ferreira – Universidade Federal do Tocantins – franciele.rodovalho@hotmail.com

 

Resumo:

A disciplina que se ocupa em estudar os topônimosé denominada de Toponímia e tem por objetivo a compreensãodas influências de natureza física e humana que atuam no processo designativo. No que concernem as influências de caráter humano, podem-se considerar as crenças, costumes, tradições e religiões de um povo e sendo possíveis de seremmaterializada no léxico toponímico de uma região. Neste trabalho serão analisados os nomes de lugares motivados pela a religiosidade, mais precisamente os topônimos dos elementos geográficos humanos das propriedades rurais dos municípios pertencentes à região sudeste do Estado de Tocantins. Serão considerados os municípios datados em meado do século XIX, período de seu povoamento pelos colonizadores portugueses. Seguindo os caminhos metodológicos dos estudos toponímicos brasileiros, estes topônimos serãoclassificados da seguinte maneira, os topônimos pertencentes aos nomes sagrados de diferentes crenças serão denominados como hierotopônimos, esta taxionomia é subdividida entre os hagiotopônimos (topônimos referentes aos santos e santas do hagiológio da Igreja Católica) e mitotopônimos (topônimos relativos às entidades mitológicas). A fonte de pesquisa dos dados serão as cartas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na escala de 1:150.000 e o banco de dados do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Inicialmente, este trabalho seguirá os preceitos teóricos- metodológicos da Prof.ª Dr.ª Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick (1990a, 1990b, 2006, 2010).De modo preliminar, é possível observa que os mitopônimos são de pouca ocorrência em solo brasileiro, devido à influência do cristianismo trazida pelos portugueses no século XVI e, quando ocorrem, são entidades mitológicas pertencentes à cultura indígena e africana, além dos movimentos protestantes intensificados desde o século XX que podem exercer novas influências no ato designativo, outrora de direito do catolicismo.

Palavras- chaves: Linguística; Onomástica; Toponímia; Nomes sagrados.

 

Minibiografia:

Graduada em Letras: Português/Inglês na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul/UUC (2016). Atualmente, é Mestranda em Linguística pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Tocantins/ CPN


Comunicação 7

Cantigas de Lindô do Quilombo Cocalinho: Estudo do Léxico em Sala de Aula

Autoras:

Jane Guimarães Sousa – Universidade Federal do Tocantins UFT – jainegs@yahoo.com.br

Karylleila Andrade – Universidade Federal do Tocantins PPGL/UFT – karylleila@gmail.com

 

Resumo:

O presente trabalho, parte integrante de uma pesquisa em andamento, é de caráter preliminar e tem como objetivo apresentar o estudo do léxico, atrelado às cantigas de Lindô nas aulas de língua materna, como elemento linguístico para ampliação do acervo léxico-cultural dos alunos quilombolas da comunidade de Cocalinho. Para tanto, este estudo se baseará nos pressupostos metodológicos da pesquisa qualitativa de cunho etnográfico e nas bases teóricas da Lexicologia, tendo como fundamento as discussões de Biderman (2001), Antunes (2012) e Guerra e Andrade (2012). O Quilombo Cocalinho está localizado no Estado do Tocantins, no Município de Santa Fé, e foi reconhecido pela Fundação Palmares em 20 de janeiro de 2006. Diferentes manifestações culturais fazem parte da identidade dessa comunidade, mas é a Dança de Lindô, com suas passadas, pisadas, seus cantos e vestimenta, a que possui maior prestígio cultural entre os membros da comunidade.  Sendo assim, consideramos importante propor reflexões a respeito do ensino do léxico, dialogado com o Lindô, por acreditar que o inventário lexical, constituído nas cantigas, pode servir como ponto de partida para o ensino de língua materna dentro da escola da comunidade.

Palavras-chave: Quilombo Cocalinho; Cantigas de Lindô; Estudo do Léxico; Ensino de Língua Materna.

 

Minibiografias:

Autora 01 – Possui graduação em Letras (2009), é mestre e doutorandaem Ensino de Língua e Literatura, pela Universidade Federal do Tocantins (2013). Atualmente é professora parcialdos cursos de Odontologia e Administração e Coordenadora do Curso de Especialização em Psicopedagogia da FACIT (Faculdade de Ciências do Tocantins). Além disso, leciona na UNITINS (Universidade Estadual do Tocantins), no curso de Letras.

Autora 02 – Graduação em Letras pela Universidade do Tocantins (1993), mestrado (2000) e doutorado (2006) em Linguística pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professora adjunta do curso de Teatro e do Programa de Pós-Graduação em Letras, Mestrado e Doutorado em Ensino de Língua e Literatura, da Universidade Federal do Tocantins. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase no ensino do Léxico e em Onomástica/Toponímia. Bolsista Produtividade da UFT.


Comunicação 8

Gramática, contextualização e ensino: conflitos de professores e graduandos

Autora:

Janete Silva dos Santos – Universidade Federal do Tocantins PPGL/UFT – Janetesantos35@yahoo.com.br

 

Resumo:

Esta apresentação divulga parte de minha pesquisa, realizada no estado do Tocantins, que analisa discurso de graduandos do curso de Letras da UFT e de docentes da rede pública de ensino da cidade de Araguaína, onde fica o campus da universidade onde trabalho. A análise objetivou verificar e problematizar, em enunciados de professores do ensino básico e de graduandos do curso de Letras, como se discursiviza o ensino de gramática contextualizada, não apenas pelo que dizem ser este objeto, mas também pelas atividades que apontam propor aos alunos. Esta investigação, sob o enfoque do linguista aplicado, problematiza questões sociais envolvendo a linguagem, delimitando contexto de análise e considerando a impossibilidade de neutralidade ideológica quanto à escolha do problema, geração e análise do corpus, levando em conta, assim, as variáveis extraescolares que impactam o objeto em discussão. Por conta disso, e sendo o objeto língua e discurso, o olhar tem viés interdisciplinar, dadas as variáveis que constroem o objeto tangerem diferentes redes do saber, além da AD proposta por Pêcheux, aqui utilizada como uma das bases teóricas e como metodologia de análise. Isso nos respalda a afirmar também que o resultado das reflexões ora apresentadas não são generalizações fechadas, conclusivas, mas resultados sempre sujeitos a reelaborações.

Palavras-chave: Discurso; formação docente; ensino; gramática contextualizada.

 

Minibiografia:

Mestre e doutora em linguística aplicada pela Unicamp; licenciada em Letras pela UFPA; líder do grupo de pesquisa Linguagem, educação e sustentabilidade (LES). Docente do curso de Letras e do PPGL-UFT. Bolsista de produtividade em pesquisa (UFT) de 2014-1 a 2015.


Comunicação 9

Linguagem Jurídica: Os desafios impostos por construções lexicais que desafiam o diálogo e a efetividade da comunicação

 

Autores:

José Armando da Silva – Universidade Federal do Tocantins UFT – facodireitoagora@gmail.com

Rubens Martins da Silva – Universidade Federal do Tocantins UFT – rubensliteratura@gmail.com

 

Resumo:

A lexicologia é a área do conhecimento que se entrelaça com conceitos de diferentes subáreas da linguística para produzir a textura da língua (LORENTE, 2004).Enquanto disciplina, se ocupa do léxico das línguas de maneira integrada. O léxico posiciona-se na interseção linguística que absorve informações de diferentes rotas: fonética, fonologia, semântica, morfologia, sintaxe e da pragmática.O objeto de estudo da lexicologia é a palavra (BIDERMAN, 2001). A partir dela criamos frases e textos, efetuamos a escrita. A palavra é elemento fundante na língua e se realiza através da linguagem.Para Moreno (1976), a relação entre o Direito e a linguagem é de vinculação essencial. Não existe o Direito forada linguagem, da mesma maneira que não existe o pensamento sem linguagem. O discurso jurídico somente pode ser reconhecido se ostentar, recorrentemente, determinado número de propriedades estruturais que o façam diverso dos discursos cotidianos de qualquer natureza e de outros discursos.A proposta deste estudo é analisar petições iniciais de todas as áreas do Direito produzidas por alunos do primeiro e último períodos do Núcleo de Prática Jurídica do Curso de Direito da Faculdade Católica Dom Orione nos anos de 2014/2015, tendo por referência a Linguagem Jurídica. A metodologia escolhida foi a pesquisa qualitativa(FLICK, 2009),do tipodescritivo. A pesquisa é documental e a coleta de dados será realizada nos documentos acima mencionados e em outros, sendo que esses documentos comporão o corpus da pesquisa. Os resultados preliminares apontam para a confirmação da hipótese de que a Linguagem Jurídica padece de efetividade enquanto instrumento de comunicação e diálogo, exatamente em razão da utilização de construções lexicais voltadas a fortalecer o poder e o pedantismo.

Palavras-Chave: Linguagem jurídica;  Construções lexicais ; Efetividade.

 

Minibiografias:

Autor 01 – Graduado em Letras pela Universidade Federal do Tocantins-UFT. Graduado em Direito pela Faculdade Católica Dom Orione. Pós Graduado em Direito Administrativo, Tributário e Constitucional pela Faculdade ITOP. Pós Graduado em Direito Constitucional Comparado pela Faculdade Damásio de Jesus. MBA em Gestão Empresarial pela UFT. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Letras Ensino de Língua e Literatura pela UFT.

Autor 02 – Doutorando em Letras pela UFT/Câmpus de Araguaína. Mestre em Letras pela PUC Goiás. Graduado em Letras pela UNITINS. Atualmente é professor assistente nos cursos de Sistemas de Informação e Direito da UNITINS em Palmas. É, também, professor da educação básica do Tocantins. É pesquisador da literatura tocantinense e de professores em formação inicial e continuada com suporte no programa PIBID de Letras da UFT/Araguaína. 


Comunicação 10

Em prosa e versos: as trovas barrocas do Giro da Folia das Festas do Divino Espírito Santo do Tocantins

 

Autoras:

Kátia Maia Flores – Universidade Federal do Tocantins UFT – katia@uft.edu.br

Marinalva Barros – Dinter UNESP /UFT – barrosnalva@gmail.com

 

Resumo:

Os foliões andam em procissão pelos sertões do Tocantins nos 40 dias que antecedem a festa do Divino Espírito Santo. De pouso em pouso, evangelizam, recebem donativos para a festa e encenam a céu aberto o mais autêntico teatro barroco popular sertanejo.  Na frente do cortejo de cavalheiros o caixeiro toca incessantemente anunciando a aproximação do exército do Divino. Segue o alferes imponente, vestido solenemente de terno e lenço vermelho amarrado ao pescoço, portando e tremulando a bandeira do Divino Espírito Santo. Atrás, o cortejo de foliões, violeiros e puxadores dos versos e os que responderão os refrãos, acompanhados dos pandeiros. No final do dia os foliões chegam ao pouso e ainda montados e perfilados à frente da casa entoam o primeiro canto onde pedem licença para que o Divino Espírito Santo tenha pouso naquela noite:Faz a vênia meu alferes na porta do fazendeiro (bis) /Pro que chegou meu Divino, ai hoje veio visitar êêêê (bis).Segue-se um conjunto de rituais rigorosamente demarcados pela batida frenética da caixa, dos pandeiros e das violas que darão ritmo aos versos entonados pelos foliões. Assim como os trovadores medievais que cantavam suas poesias acompanhadas do som da flauta, viola ou alaúde, há sempre o compositor dos versos que circularão no giro, sejam eles de cunho religioso ou os profanos que comporão as rodas.O presente artigo tem como proposta oferecer leituras sobre o giro das folias que ocorrem no contexto das festas do Divino Espirito Santo que vieram para o interior do Brasil na esteira da colonização portuguesa e que, através das festas ligadas ao catolicismo popular perpetuaram os aspectos mais conservadores do barroco europeu que para a colônia transmudou e se reinventou no decorrer do tempo, segundo Theodoro (1992).Os procedimentos metodológicos utilizados foram a pesquisa de campo, com observação participante junto aos giros nos anos de 2013 e 2014 e pesquisa bibliográfica subsidiada por autores como Maravall (1997), Theodoro (1992), Villari (1995), Sarduy, (1975), Cremades & Turina (2001). Em particular, uma compreensão do conteúdo dos cantos entoados pelos foliões, pois são essenciais para o cumprimento da teatralidade, da evangelização e da sociabilidade propostas pelas folias.

Palavras-chave: Festas barrocas; Cultura barroca; Trovadorismo.

 

Minibiografias:

Autora 01 – Doutora em História pela Universidade Federal do Tocantins/UFT. Mestre em História pela Universidade Federal de Pernambuco.Professora do Curso de Artes da Universidade Federal do Tocantins/UFT. Pesquisadora em Cultura popular e festas tradicionais.

Autora 02 – Doutoranda em Artes pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” /UNESP. Mestre em Educação pela Universidade de Brasília / UNB. Especialização emHistória Econômica. Graduada em História pela UNITINS – TO.Tem experiência nas áreas de História e de Educação, com atuação nos seguintes temas: educação, interdisciplinaridade, representações sociais, subjetividade, formação de professores, cultura popular e complexidade. Trabalhou na Fundação Universidade do Tocantins, UNITINS, de 2007 a 2016. Professora da Universidade Aberta do Brasil (UAB Brasil) desde 2012. Pesquisadora na Universidade Federal do Tocantins, UFT.


Comunicação 11

Sistema de Avaliação, Monitoramento e Valorização da Educação do Estado do Tocantins (SALTO): análise dos descritores da prova de Língua Portuguesa

Autoras:

Kyldes Batista Vicente – Unitins – kyldesv@gmail.com

Liliane Scarpin da Silva Storniolo – Unitins – liliane.sss@uol.com.br

 

Resumo:

De acordo com o Plano de Desenvolvimento da Educação, a Matriz de Referência de Língua Portuguesa é composta por tópicos relacionados, especialmente, aos procedimentos de leitura, interpretação de textos e variação linguística. Este artigo faz parte de um projeto de pesquisa que foi desenvolvido na Universidade Estadual do Tocantins que verificou, nas avaliações de Língua Portuguesa do SALTO do 5º ano, do 9º ano e da 3ª série do Ensino Médio, quais são os descritores em que os alunos obtiveram baixo rendimento; comparou se os mesmos descritores são recorrentes nas três séries; analisoucontrastivamente se são os mesmos descritores que o aluno do Ensino Superior do curso de Letras apresenta dificuldades e, finalmente,  indicou possíveis ações a serem desencadeadas na universidade, a partir dos dados da pesquisa.

Palavras-chave: Políticas públicas de avaliação;  Avaliação externa; Descritores.

 

Minibiografias:

Autora 01 – Possui Graduação em Letras pela Universidade Federal de Goiás (1996), Mestrado em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás (2002) e Doutorado em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (2012). Atualmente é professora da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) e do Instituto Tocantinense de Educação Superior e Pesquisa (ITOP).

Autora 02 – Possui graduação em Letras pela Universidade do Sagrado Coração (USC) (1994), graduação em Pedagogia: Habilitação em administração escolar pela Faculdade São Luís (1996), Especialização em Linguística e Literatura pela Universidade de São Paulo (UNESP) e Mestrado em comunicação pela UNIMAR- Universidade de Marília (2006). Atualmente é professora Mestre Ido curso de Letras na UNITINS (Universidade Estadual do Tocantins) e doutoranda em Artes no Dinter UNESP/UFT. 


Comunicação 12

Crenças e atitudes linguísticas: a percepção dos acadêmicos das licenciaturas do IFTO, campus Palmas, sobre o próprio uso da língua

Autores:

Mairo Cândido Rodrigues – IFTO/UFT – mairo.cr@gmail.com

Daniel Marra Da Silva – IFTO/UFT (Orientador) – delmarra2004@hotmail.com
Resumo: A sociolinguística analisa a língua e a sociedade a partir dos laços que as unem, sendo a língua o fato social por excelência, que torna possível as relações sociais. Este trabalho propõe uma análise sociolinguística a partir da identificação das crenças e atitudes linguísticas dos acadêmicos das licenciaturas do IFTO, campus Palmas. O objeto de estudo são as crenças e atitudes linguísticas que os participantes da pesquisa possuem sobre o próprio uso da língua. Optou-se por uma pesquisa quali-quantitativa do tipo descritiva. O procedimento técnico a ser utilizado será um estudo de caso. Dentro dessa abordagem, será realizada antecipadamente uma pesquisa bibliográfica, e, nos passos metodológicos da pesquisa, os dados serão gerados através de entrevistas semiestruturadas, a partir da estratificação na escolha dos participantes, estabelecidos metodologicamente por Tarallo (2007). Como fundamentação teórica inicial temos as pesquisas realizadas por Willian Labov na cidade de Nova Iorque, ainda na década de 1960. Labov percebeu a influência de classes sociais sobre outras e os comportamentos dos indivíduos a partir da percepção de suas crenças e consequentes atitudes. A pesquisa busca entender ainda quais influências linguísticas os indivíduos participantes adquirem de sua origem regional, socioeconômica, diageracional, diassexual, entre outras. Pretende ainda identificar se, de que forma, a academia influencia positivamente e/ou negativamente nas crenças e atitudes, na forma como os participantes utilizam a língua em suas interações cotidianas.

Palavras-chave: Crenças; Atitudes; Sociolinguística.

 

Minibiografias:

Autor 01 – Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus de Porto Nacional. Especialista em Orientação, Gestão e Supervisão Escolar (Suldamérica – 2012). Licenciado em Pedagogia pela Fundação Universidade do Tocantins (2007). Professor Substituto do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins, campus Palmas.

Autor 02 – Doutor em Letras e Linguística – UFG (2012), Mestre em Letras e Linguística – UFG (2009) e Licenciado em Letras – Português e Inglês – UFT (2007). Professor EBTT do Instituto Federal do Tocantins, Campus – Palmas. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase e Sociolinguística Variacionista, Sociolinguística Cognitiva e Historiografia Linguística. Lidera o Núcleo de Pesquisa em Linguagens e Artes – (IFTO) e coordena o projeto “O estudo da língua como um fato sociocultural e cognitivo”, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da UFT – Campus de Porto Nacional, onde atua como professor colaborador. 


 Comunicação 13

Léxico, sujeito e livro didático de línguaportuguesa: um olhar sociodiscursivo

 

Autoras:

Márcia Suany Dias Cavalcante – Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão – UEMASUL – marciasuany@gmail.com

Karylleila dos Santos Andrade – Universidade Federal do Tocantins UFT – karylleila@gmail.com

 

Resumo:

O presente trabalho tem por objetivo verificar o papel que o léxico ocupa na escola, especificamente, nas aulas de Língua Portuguesa. Para isso, é feito um estudo do livro didático por este constituir muitas vezes o único material de apoio do aluno e do professor. A obra investigada integra uma das coleções selecionadas pelo Programa Nacional do Livro Didático – PNLD (2015 a 2017), na qual se procurou perceber as funções que o léxico tem para o aprimoramento das competências e habilidades linguísticas do aluno / sujeito do Ensino Médio, buscando compreender as características desse nível de ensino, a função da disciplina de Língua Portuguesa e o perfil dos discentes/usuários. Com isso, pretendeu-se evidenciar a importância da escolha do livro didático, que deve ser motivada e oriunda de um intenso processo de discussão. Contribuíram para esta pesquisa os estudos de Lexicologia do português de Basílio (1980, 1991, 2006), Vilela (1994), Barbosa (1981, 2001), Biderman (2001), Henriques (2011) e Antunes (2012) e os documentos oficiais – LDB, OCN, PCN, PCNEM e Base Nacional Comum Curricular. Observa-se que a recolha e análise do corpus coletado pretendem ser, antes de qualquer coisa, o início para reflexões sobre o ensino do léxico e o sujeito da aprendizagem numa perspectiva sociodiscursiva da língua.

Palavras-chave: Léxico; Ensino Médio; Livro Didático; Língua Portuguesa.

 

Minibiografias:

Autora 01: Doutora em Ensino de Língua e Literatura pela Universidade Federal do Tocantins – UFT, Mestra em Língua Portuguesa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Professora de Língua Portuguesa do Departamento de Letras da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA.

Autora 02: Doutora em Linguística e professora do Programa de Pós-Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura da Universidade Federal do Tocantins – UFT.


Comunicação 14

O ensino da metáfora nos Livros Didáticos: Cognição ou Ornamento?

Autora:

Noelma Oliveira Barbosa – Universidade Federal do Tocantins (UFT) – noelma_barbosa@hotmail.com

 

Resumo:

Os avanços da Linguística Cognitiva, ocorridos nas últimas décadas, vêm colocando a metáfora no foco das pesquisas e incorporando novas exigências às questões de ensino-aprendizagem dos aspectos linguísticos, no sentido de desenvolver habilidades inferenciais contextualizadas, requeridas pela dinâmica social e processos de conhecimentos inerentes a esta.O presente trabalho analisa como a metáfora está sendo abordada em Livros Didáticos do Ensino Médio, avaliados no âmbito do Plano Nacional do Livro Didático – PNLDe adotados no Estado do Tocantins. O corpus constitui-se de quatro exemplares utilizados no período de vigência do Programa para essa etapa de ensino: um manual de 2004, marcando a sua primeira versão, e os demais representando os triênios 2009-2011, 2012-2014 e 2015-2017, quando ocorreu a participação dos professoresna escolha desse material, orientada pelo Guia do Livro Didático – GLD. Analisa-se, por meio dos conceitos e exemplos dados à metáfora, os seguintes aspectos: atualização teórico-metodológica;natureza da abordagem;diálogo entre conceito e ilustração, e; observância dos critérios linguístico-metodológicos orientados pelo PNLD para avaliação do material. Constituíram-se aporte teórico-discursivo para a abordagem metafóricaas investigações de Amaral (2009), Andrade (2016), Fossile (2015), Leezenberg (2015), Moura (2012), Moschem (2011), Ricoeur (2000) e Souza (2004); para os estudos sobre o Livro Didático, os trabalhos de Bunzen (2009),Rodrigues-Silva (2015), Witzel (2002) e GLD (2009, 2012, 2015). A análise do corpus possibilitou verificar que, ainda que a abordagem metafórica tradicional se presentifique de alguma maneira na explanação sobre o assunto,há avanços. Oespaço de disputa entre o ensino tradicional e o estudo da cognitivada metáforavem cedendo lugar ao potencial sociocognitivo, criativo e crítico de produção da linguagem. Os manuais vêm trazendo abordagens mais contextualizadas e, quase sempre, consideram as estratégias didático-metodológicas de construção/apreensão dos sentidos,orientadas pelos avanços do conhecimento linguístico ecritérios de avaliação do PNLD.

Palavras-chave: Metáfora; Cognição; Livro Didático; Linguístico; Didático-pedagógico.

 

Minibiografia:

Mestranda em Ensino de Língua e Literatura (Linguística) pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), onde desenvolve a pesquisa “A Metáfora no Livro Didático: antes e após a avaliação do PNLD”. Especialista Psicopedagogia pelo Instituto de Educação Superior Unyahna. Graduada em Letras pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Professora da Rede de Educação Básica do Estado da Bahia (em estudos). Participa do Grupo de Estudos da Metáfora (GEM), coordenado pela prof. DieysaFossile (UFT).


Comunicação 15

A Onomasiologia das Letras e a Ordem Alfabética na Lexicografia

 

Autor:

Reginaldo Nascimento Neto – Universidade Federal do Tocantins – UFT – nadynhu@ifma.edu.br

 

Resumo:

Nesse artigo, apresenta-se um vislumbre das fases do desenvolvimento da escrita e o longo processo onomasiológico de algumas letras do alfabeto. Trata-se de uma pesquisa de cunho bibliográfico na área da Lexicologia e pretende investigar a origem onomasiológica das letras do alfabeto e da ordem alfabética na lexicografia. Optou-se pela inserção de exemplos de iconografias atuais e suas associações com a língua inglesa e portuguesa para maior clareza da exposição dos métodos adotados pelos antigos na confecção das inscrições mnemônicas nos tabletes cuneiformes e papiros. Em seguida, pela exposição dos achados arqueológicos, pretende-se evidenciar que a utilização de escrita alfabética era praticada paralela à hieróglifa e que os ancestrais dos fenícios, nos tempos de Moisés, já dominavam os princípios acrofônicos e a escrita alfabética. Traça-se então, um paralelo entre elementos significantes e seus significados para a produção do termo Alfabeto, descortinando um breve panorama das fases pictográfica, ideográfica e protossilábica na construção de significantes que faziam inferir significados conforme o imaginário coletivo social das comunidades de falantes em referência. Dessa forma, este artigo intenta mostrar que o léxico usado na nomeação das letras decorreu de associações com os sons segmentados de elementos iconográficos, e que, embora os dicionários mais habitualmente usam-se de entradas classificadas por ordem alfabética, dada a maior praticidade e rigor que  os dicionários onomasiológicos, não se chegou ainda a conclusões repaldadas sobre qual foi a origem da ordem alfabética entre os fenícios e como essa mesma ordem perpetuou-se no hebraico, grego e latim a despeito  das diferenças entre eles. Para tanto, ancora-se na base teórica de Diringer (1982), Zauner (1903), Biderman (2003), Carvalhinhos (2007).

Palavras-chave:  Escrita; léxico; onomasiologia do alfabeto.

 

Minibiografia:

Reginaldo Nascimento Neto, nasceu em São Paulo, no ano de 1963. Graduou-se em Letras  em 1989. Assessorou a NASA no Projeto Guará no Brasil em 1994. Concluiu seu Mestrado em 2008, com a dissertação inferências: a força persuasiva do dito pelo não dito no estabelecimento de comportamentos sociais.   Foi bolsista da CAPES e da Fundação Fullright em programa de  estudos na University of Florida – USA. É doutorando da linha de léxico na Universidade Federal do Tocantins sob orientação da Dra. Karylleila Andrade Klimger.


Comunicação 16

Reflexões sobre a proposta de um software toponímico: compreendendo o topônimo numa perspectiva inovadora e interdisciplinar para o ensino fundamental

Autores:

Rodrigo Vieira do Nascimento – PPGL-UFT – rdrgviera@hotmail.com

Karylleila dos Santos Andrade – PPGL-UFT – karylleila@gmail.com

 

Resumo:

Este trabalho é parte integrante da dissertação “INOVAÇÃO PEDAGÓGICA: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A PROPOSTA DE UM SOFTWARE TOPONÍMICO NAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL”apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura (PPGL), Mestrado em Letras: Ensino de Língua e Literatura – MELL, da Universidade Federal do Tocantins – UFT, Campus Universitário de Araguaína, em que se busca apresentar uma proposta preliminar de estudo dos elementos da toponímia (origem, etimologia, dados históricos, informações adicionais) aplicado ao ensino fundamental, considerando, principalmente, o conceito de inovação pedagógica, numa perspectiva interdisciplinar. O objetivo geral da proposta é estudar de queforma  informações toponímicas, de cunho socioculturais, históricas, geográficas, antropológicas, ideológicas e etimológicas, a respeito de elementos geográficos físicos e humanos, disponibilizadas em um suporte lógico de dados, podem promover, otimizar e/ou ampliar o conhecimento do alunado no que tange o léxico toponímico tocantinense. Pretende-se ainda discutir o software toponímico como uma prática pedagógica inovadora e interdisciplinar e pensar a aplicação do banco de dados toponímico do Tocantins com um recurso didático-pedagógico para o ensino fundamental para o ensino de Geografia.

Palavras-chave: Inovação Pedagógica; Toponímia; Software.

 

Minibiografias:

Autora 01 – Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura (PPGL), da Universidade Federal do Tocantins – UFT. Graduado em Letras: Língua Portuguesa e suas respectivas Literaturas. Atualmente é bolsista de Mestrado da CAPES.

Autora 02 – Doutora e Mestre em Linguística pela Universidade de São Paulo. Graduada em Letras pela UNITINS – Universidade do Tocantins. Atualmente é professora associada do curso de Teatro e do Programa de Pós-Graduação em Letras, câmpus de Araguaína e de Porto Nacional, da Universidade Federal do Tocantins. 


Comunicação 17

A cena artística contemporânea em Palmas – TO: a presença do pós-dramático em processos criativos e poético

Autoras:

Roseli Bodnar – UFT/PUCRS – roseliteratura@hotmail.com

Fátima Salvador – UFT – fatimasalvador@hotmail.com

 

Resumo:
A cena cultural palmense tem recebido alguns espetáculos pós-dramáticosde artistas criadores ligados à pesquisa e ao ensino do curso de Licenciatura em Teatro, da Universidade Federal do Tocantins – UFT, e tem se tornado um interessante celeiro de produção contemporânea.O presente trabalho visa, a partir de pressupostos teóricos ligados ao conceito de pós-dramático, traçar uma linha de recepção crítica de três espetáculos, a saber:O homem da terra, de Juliano Casimiro; Morte ao mágico de Oz, de Marcial Asevedo; Este breve e belo sonho torto, de Heitor Oliveira.Os espetáculos são criados a partir de pesquisas individuais e coletivas que buscam refletir acerca da teatralidade, da performance teatral e musical, como também aspectos visuais e gestuais ligados à construção da cena. São espetáculos autorreferenciais, pois se voltam para si mesmos, refletindo sobre o processo de criação do ator/músico, revelando seus caminhos e escolhas estéticas. Verifica-se que a performance e a improvisação, em maiores ou menores graus, são procedimentos comuns a todos, como experiências de encenação teatral/musical, ao experimentar a criação, usando seus corpos por meio do jogo. Igualmente marcante é a presença da desconstrução verbal/musical e da pesquisa em diálogo com outras linguagens artísticas como a dança, o canto, a pantomima, o vídeo e as artes visuais. A partir disso, conclui-se que são espetáculos querequerem do espectador um mergulho na imaginação, convidando-o para fazer associações e criar múltiplos diálogos, ao adentrar em um mundo de experimentações cênico-musicais e de poéticas visuais.

Palavras-chave: Cena cultural palmense; Espetáculos pós-dramáticos; Performance e improvisação teatral e musical.

 

Minibiografias:

Autora 01 – Graduação em Letras – Português/Inglês pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória – PR (atual UNESPAR), especialização em Língua Portuguesa e Literatura, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória – PR (Convênio com Universidade Estadual de Londrina – UEL) e mestrado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e doutoranda em Letras, área de concentração Teoria da Literatura na PUCRS. Atualmente é professora adjunta do Curso de Licenciatura em Teatro. Tem experiência docente na área de Letras, com ênfase em Teoria da Literatura e Teatro.

Autora 02 – Aluna graduanda do curso de Teatro da Universidade Federal do Tocantins, Brasil.


Comunicação 18

A língua portuguesa falada pelos Akwén-Xerente (Jê)

 

Autor:

Sinval Martins de Sousa Filho – Universidade Federal de Goiás – sinvalfilho7@gmail.com

 

Resumo:

No Brasil, conforme Sousa Filho (2010), há quase duzentas línguas indígenas faladas cotidianamente em seu território. Segundo o IBGE (2010), as línguas indígenas brasileiras totalizam 274 sistemas linguísticos distintos do português e quase todas as etnias são, no mínimo, bilíngues em língua indígena e língua portuguesa.  Juntamente com suas línguas originárias, algumas etnias indígenas fazem uso de uma variedade singular da língua portuguesa. Geralmente, essa variedade étnica do português exibe traços da língua indígena. Além disso, a variedade étnica da língua portuguesa, normalmente, traz também características regionais, isto é, apresenta traços de fala da sociedade circundante às aldeias e/ou sociedades indígenas. Sendo assim, nesse estudo, objetivo descrever e analisar a variedade da língua portuguesa falada pelos Akwén-Xerente (Jê). Para tanto, descrevo aspectos da língua Xerente e da língua portuguesa falada no Estado do Tocantins, especificamente do português falado em Miracema- TO em Tocantínia, municípios onde se localizam as terras indígenas dos Xerente. A Metodologia adotada é a pesquisa qualitativa de cunho etnográfico. A coleta de dados tem sido feita desde o meu primeiro contanto com os Xerente em 1997. No desenvolvimento do estudo, parto das discussões sociolinguísticas sobre o português indígena feitas por Braggio (2015) e Amado (2016). A partir dos resultados do estudo, espero fornecer subsídios para as atividades escolares das escolas das aldeias Xerente e das cidades de Tocantínia e Miracema, além de contribuir com as discussões sobre as variedades étnicas da língua portuguesa falada no Brasil.

Palavras-chave: Sociolinguística; Variedade Étnica do Português Indígena; Akwén-Xerente (Jê). Educação Escolar.

 

Minibiografia:

Professor Associado (DE) na Faculdade de Letras – UFG. É Pós-Doutor em Psicolinguística, Mestre e Doutor em Letras e Linguística. Atua nas seguintes áreas temáticas: educação escolar, Língua Portuguesa, Língua Xerente, educação intercultural, educação bilíngue, gêneros textuais/discursivos e análise linguística, letramento, léxico e sintaxe, estudos tipológicos-funcionais e funcionalismo linguístico. É subcoordenador do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da UFG e Conselheiro do Museu Antropológico da UFG. 


Comunicação 19

Toponímia e ensino: os nomes de lugares no LD de geografia do 7º ano do ensino fundamental

Autora:

Verônica Ramalho Nunes – Universidade Federal do Tocantins UFT –

vevethin@gmail.com

 

Resumo:

A Toponímia é a disciplina que estuda os topônimos, ou seja, os nomes próprios de lugares. É considerada parte da linguística e possui relações intrínsecas com a Geografia, História, Antropologia e outras áreas do saber. Esta pesquisa consiste em estudar os nomes de origem indígena presentes no livro didático de Geografia do 7º ano do ensino fundamental, considerando uma perspectiva toponímica e interdisciplinar. Como percurso metodológico, optou-se por uma pesquisa qualitativa do tipo descritiva. Dentro dessa abordagem, realizou-se uma pesquisa do tipo documental, posto que o instrumento utilizado para análise documental e coleta de dados é o livro didático LD. Como resultado da pesquisa realizada no LD de Geografia do 7º ano do ensino fundamental, foram identificados 85 topônimos de origem indígena, os quais compõem o corpus da pesquisa. Na análise, buscou-se compreender, a partir da identificação, descrição e etimologia desses nomes, as possíveis motivações acerca da nomeação dos topônimos indígenas, bem como, em que contexto esses nomes são apresentados no LD de Geografia. Os resultados obtidos apontam que os aspectos físico-naturais, como flora, fauna, hidrografia e características do solo foram as principais fontes motivacionais para o denominador. O estudo dos nomes de lugares, aplicado ao contexto do ensino, possibilitará a ampliação de informações nas diferentes áreas do conhecimento no que concerne o processo ensino-aprendizagem do aluno.

Palavras-Chave: Toponímia; Nomes indígenas; Livro didático; Geografia.

 

Minibiografia:

Graduada em Letras Português/Inglês e Respectivas Literaturas pela UFT em (2012). Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Letras Ensino de Língua e Literatura pela UFT em (2015); Atualmente, Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Letras Ensino de Língua e Literatura pela UFT. Possui experiência na área de Linguística, com ênfase em estudos da Onomástica/Toponímia.


Comunicação 20

Análise da alternância dos pronomes tu/você na fala

De porto nacional (to) à luz da sociolinguística cognitiva

Autores:

Maria Rilda Alves da Silva Martins – IFTO/UFT – rilda_gestar@ifto.edu.br

Carine Haupt – PPGL/UFT – C ARINEH@uft.edu.br

Daniel Marra da Silva – IFTO/UFT – danielmarra@ifto.edu.br

 

Resumo:

Nesta investigação, analisamos a alternância dos pronomes tu/você e suas variantes na fala da comunidade urbana de Porto Nacional – Tocantins – Brasil. Partimos da hipótese de que um mesmo falante utilizava duas ou mais variantes em seu discurso e que essas alternâncias não são aleatórias, mas condicionadas por fatores linguísticos, sociais e cognitivos. A fim de compreendermos o processo de alternância dessas variantes, bem com a percepção que os próprios falantes têm da variação, buscamos amparo no novo viés teórico-metodológico proposto pela sociolinguística cognitiva, que propõe estudar amplamente a natureza experiencial do significado, levando em consideração que as escolhas linguísticas que os utentes fazem no discurso são determinadas por diferentes fatores: escolhas lexicais de conceitos específicos determinados pela situação sócio discursiva e outras escolhas lexicais que tem a ver, não com diferenças de conceitos, mas com diferenças sociolinguísticas, estilísticas ou pragmáticas (SOARES DA SILVA, 2009). A partir do diálogo com a sociolinguística variacionista (LABOV, 1972 [2008]), com a sociolinguística cognitiva (MORENO, 2012; SOARES DA SILVA, 2009), com a pragmática/discursiva (DIJK, 2012) e com a semântica cognitiva (GEERAERTES, 2006; SOARES DA SILVA, 2009), analisamos a alternância da segunda pessoa do singular no falar portuense. Para a constituição do corpus, selecionamos 54 falantes estratificados conforme o sexo, a escolaridade e a faixa estaria. Para a análise quantitativa dos dados, utilizamos o programa GOLDVARD X.

Palavras-chave: Alternância dos pronomes tu/você; Comunidade de fala de Porto Nacional, Tocantins – Brasil; Variação Linguística.

 

Minibiografias:

Autora 01– Mestranda em Letras – Estudos Linguísticos pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e professora no Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Campus Palmas.

Autora 02 – Doutora em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina e professora efetiva da Universidade Federal do Tocantins, UFT, no curso de graduação e mestrado, no campus de Porto Nacional, e de mestrado e doutorado, no campus de Araguaína-TO.

Autor 03- Doutor em Letras – Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Goiás – UFG e Professor na Universidade Federal do Tocantins Campus Porto Nacional e Instituto Federal do Tocantins Campus Palmas.


Comunicação 21

As histórias da colonização de Goiás e do Tocantins

Autor:

Sebastião Elias Milani – PPGLL/UFG – sebaselias37@hotmail.com

 

Resumo:

A divisão do estado de Goiás não separou linguisticamente o território, porque não apagou a historiografia-linguística da formação do povo e da língua. Nesse trabalho se discorrerá, a partir dos dados do Acervo Audiovisual da Fala Goiana, a respeito de como se formou a cultura da região fronteiriça de Goiás e do Tocantins. O Acervo foi construído nos anos de 2012, 2013 e 2014, por meio de entrevistas gravadas em oitenta cidades do estado de Goiás, com vistas a fazer principalmente o ALINGO – Atlas Linguístico de Goiás (Barra Livros, 2015). Na fronteira de Goiás foram selecionadas as cidades de São Miguel do Araguaia, Porangatu e Campos Belos pela localização topográfica. Nas entrevistas, quando era possível, pelo tempo e local da entrevista e o informante fosse conhecedor da história da cidade e da região, se deixava que ele contasse como reconhecia o desenvolvimento da região e da cidade e como ele participara desse movimento. A historiografia-linguística se interessa pelo modo como os indivíduos, sujeitos das transformações que a efervescência cultural faz acontecer, observaram e participaram disso tudo. Quatro senhores entrevistados, dois homens e duas mulheres, uma em São Miguel e outra em Campos Belos e os dois em Porangatu, contaram como viveram os últimos 70 anos nessas localidades, como criaram os filhos, como participaram das transformações que essas localidades assimilaram. Os resultados são que a língua nesses locais tem as marcas do caldeirão de vozes humanas que por ali passaram, ficaram e partiram: uma mistura de traços fonéticos, lexicais e prosódicos das mais diversas origens brasileiras: nortista, nordestina, sudestina e sulista.

Palavras-chave: Alingo; Acervo; Fala Goiana.

 

Minibiografia:

Possui graduação em Letras – Português e Francês pela Universidade Estadual Paulista – Campus de Assis (1989), graduação em Ciências Contábeis pela Faculdade de ciências econômicas de Presidente Prudente (1985), mestrado em Lingüística pela Universidade de São Paulo (1994), subárea Historiografia Lingüística, e doutorado em Semiótica e Lingüística geral, subárea Historiografia Lingüística, pela Universidade de São Paulo (2000). Atualmente é estatutário DE – associado III da Universidade Federal de Goiás – UFG. Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Historiografia-Lingüística, atuando principalmente nos seguintes temas: na graduação em Letras, Lingüística geral, Fonologia, Morfologia, Semântica, Linguística Diacrônica, Sociolingüística e Teoria Semiótica, e na pós-graduação em Lingüística, Historiografia-Lingüística. É líder do grupo de pesquisa em Historiografia-Lingüística – IMAGO e da Rede de pesquisa LINGGO cadastrada na FAPEG.


Comunicação 22

Perífrases durativas gerúndio e infinitivo gerundivo em português europeu e português brasileiro: um estudo diacrônico

Autores:

Luiz Arthur Blamires – IFTO – lablamires@clstranslations.com;

Daniel da Silva Marra – IFTO – delmarra2004@hotmail.com;

 

Resumo:

Este estudo propõe-se a analisar dados existentes sobre as perífrases durativas gerúndio, usado no Brasil, e infinitivo gerundivo, usado em Portugal, escritos e orais do século XV até os nossos dias a fim de aproximarmos das razões que influenciaram as divergências de emprego das locuções nesses dois países. Nossa busca diacrônica aponta que em Portugal usava-se o gerúndio até o século XVIII. Em Camões não há traços de infinitivo gerundivo, no início do século XIX, ainda que pouco usado, o infinitivo gerundivo começa a aparecer em jornais e livros da época para consolidar-se no início do século XX. Além dos estudos linguísticos diacrônicos, sondamos também o contexto histórico da época no qual o uso do infinitivo gerundivo passou a se popularizar, início do século XIX. Notamos que nessa época a Península Ibérica estava em guerra e Portugal, por pouco mais de um ano, foi ocupado pelos franceses. O fato de na língua francesa algumas perífrases durativas se assemelharem bastante com o infinitivo gerundivo faz crer que tais características linguísticas tenham sido tomadas de empréstimo dessa língua.

Palavras-chave: Perífrases durativas; gerúndio; infinitivo gerundivo; português brasileiro/europeu; estudo diacrônico.

 

Minibiografias:

Autor 01 – Estudante de graduação do 4° período do curso de Letras do Instituto Federal do Tocantins, Brasil – Campus Palmas.

Autor 02 – Doutor em Letras e Linguística (Universidade Federal de Goiás), professor efetivo do Instituto Federal do Tocantins, Brasil – Campus Palmas.


Comunicação 23

O ensino da arte na Comunidade Indígena Xerente no Estado do Tocantins: possibilidades de abordagem intercultural no Currículo

Autoras:

Adriana dos Reis Martins – Dinter UNESP/UFT -adrianaarte@mail.uft.edu.br

Raquel Castilho Souza – Dinter UNESP/UFT – raquelcastilho@uft.edu.br

 

Resumo:

Os povos indígenas têm sua trajetória marcada por lutas, escravidão, doenças, etnocídios e outros males. Essas experiências contribuíram para o enfraquecimento de suas marcas identitárias e da dinâmica da vida tradicional, bem como fomentaram a criação de uma visão preconceituosa em relação aos modos próprios de viverem. As práticas vividas nas comunidades perpassam pelo ciclo de vida de seus integrantes. E o processo formativo na educação tradicional dos povos indígenas, no Brasil, nos faz perceber as diferenças existentes entre a educação tradicional e escolar ofertada pelo Estado desde a chegada dos primeiros portugueses no país. Essas discussões vêm ganhando força principalmente quando o assunto são escolas indígenas, e uma das justificativas para tais diálogos trata-se justamente por acreditar que a perspectiva intercultural pode ser possibilidade real para o respeito à educação indígena, atendendo ao previsto no Plano Nacional de Educação como também poderá contribuir para o reavivamento do sentimento de pertencimento dos povos indígenas. O presente artigo objetiva apontar considerações a respeito da abordagem da interculturalidade no currículo de arte em escolas indígenas no Estado do Tocantins, especificamente da Etnia Xerente.  A proposta é pensar como seria um currículo de arte, isto é, de que forma se iniciaria tal currículo pautado por ações interculturais, considerando as especificados do Estado do Tocantins em relação à educação direcionada para os povos indígenas. Apresenta uma discussão teórica, a partir de uma pesquisa bibliográfica e documental a respeito dos conceitos de interculturalidade e educação intercultural subsidiada por autores como Almeida (2012), Arroyo(2011), Candau (2006; 2008), Fleuri (2000; 2001), Moreira e Candau (2008), Sacristán (2013), Santos (2005; 2009), como nos termos legais. Nesse tocante, buscamos, então, refletir sobre uma educação intercultural no ensino das artes que dialogue com as diferentes esferas de vida dos povos indígenas encontrados nos rituais, nas cerimônias, nas práticas guerreiras, na dança, na música, no desenho, na pintura, na escultura, nas gravuras, entre outros, considerando a política indígena. E, ao pensar no currículo de arte, o desafio se relaciona a trazer a proposta de interculturalidade reconhecendo os sujeitos e evidenciando que é possível construir novos caminhos, mostrando que etnias diferentes são tão somente diferentes, nem melhores nem piores, apenas diferentes.

Palavras-chave: Currículo de arte; Educação Intercultural; Estado do Tocantins; Indígena.

 

Minibiografias:

Autora 01 – Doutoranda em Artes pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” /UNESP. Mestre em Música pela Universidade Federal de Goiás.  Especialista em Musicoterapia na educação especial. Graduada em Licenciatura em Educação Artística pela Universidade Federal de Goiás. Atualmente é Professora Assistente, da Universidade Federal do Tocantins – UFT, Palmas – TO. Pesquisadora da área de Currículo e Política para o ensino de artes, tendo uma das linhas de pesquisa o ensino de Artes na Educação Básica.

Autora 02 – Doutoranda em Artes pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” /UNESP. Mestre em Educação pela Universidade de Brasília (2009). Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Atualmente é Professora Auxiliar, da Universidade Federal do Tocantins – UFT, Palmas – TO. Tem experiência na área de Psicologia e Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, interdisciplinaridade, desenvolvimento e aprendizagem humana, didática na educação, processos artísticos, experiências educacionais, mediação cultural e trabalho de conclusão de curso.


Comunicação 24

Léxico, sujeito e livro didático de língua portuguesa: um olhar sociodiscursivo

Autoras:

Márcia Suany Dias Cavalcante – UEMA/UFT – marciasuany@gmail.com

Karylleila dos Santos Andrade  – PPGL/UFT – karylleila@gmail.com

 

Resumo:

O presente trabalho tem por objetivo verificar o papel que o léxico ocupa na escola, especificamente, nas aulas de Língua Portuguesa. Para isso, é feito um estudo do livro didático por este constituir muitas vezes o único material de apoio do aluno e do professor. A obra investigada integra uma das coleções selecionadas pelo Programa Nacional do Livro Didático – PNLD (2015 a 2017), na qual se procurou perceber as funções que o léxico tem para o aprimoramento das competências e habilidades linguísticas do aluno / sujeito do Ensino Médio, buscando compreender as características desse nível de ensino, a função da disciplina de Língua Portuguesa e o perfil dos discentes/usuários. Com isso, pretendeu-se evidenciar a importância da escolha do livro didático, que deve ser motivada e oriunda de um intenso processo de discussão. Contribuíram para esta pesquisa os estudos de Lexicologia do português de Basílio (1980, 1991, 2006), Vilela (1994), Barbosa (1981, 2001), Biderman (2001), Henriques (2011) e Antunes (2012) e os documentos oficiais – LDB, OCN, PCN, PCNEM e Base Nacional Comum Curricular. Observa-se que a recolha e análise do corpus coletado pretendem ser, antes de qualquer coisa, o início para reflexões sobre o ensino do léxico e o sujeito da aprendizagem numa perspectiva sociodiscursiva da língua.

Palavras-chave: Léxico; Ensino Médio; Livro Didático; Língua Portuguesa.

 

Minibiografias:

Autora 01: Doutoranda em Ensino de Língua e Literatura pela Universidade Federal do Tocantins – UFT, Mestra em Língua Portuguesa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Professora de Língua Portuguesa do Departamento de Letras da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA.

Autora 02: Doutora em Linguística e professora do Programa de Pós-Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura da Universidade Federal do Tocantins – UFT.


Comunicação 25

As estratégias voltadas para a construção e destruição de territórios de poder através de uma sucessão de discursos lógico-dialéticos

Autor:

José Manoel Miranda de Oliveira – Universidade Federal do Tocantins UFT – jmiranda@uft.edu.br

 

Resumo:

Neste texto, discutem-se as alterações espaciais determinadas por uma política de desterritorialização e sua posterior territorialização, proporcionada por um conjunto de intervenções técnicas, políticas e culturais, com a finalidade de reconfiguração da noção do tempo proporcionada por uma sucessão de alterações de natureza espacial e territorial. Considerando que a noção de mudança em termos da produção de poder, segundo as teorias de Boaventura (1988, 1999, 2004, 2013 e 2014, pode ser derivada de duas formas: do trabalho ou da política desenvolvidas a partir da constituição de um discurso lógico-dialético determinado pela reconfiguração da lógica de poder. Neste caso, a noção de poder, cultura e desenvolvimento tem a finalidade de localização teórica de dois objetivos, primeiro das intervenções efetivadas a partir do Paralelo 13, voltadas para a destruição da cultura autóctone para facilitar a criaçãode novos espaços de consumo, tendo como objeto, a (des) territorialização da região norte de Goiás para a criação do Estado do Tocantins; segundo, associado aos objetos da (des)territorialização ocorrida em Goiás,  estuda-se as possibilidades de (des) territorialização dacultural de Portugal desenvolvida no âmbito de uma resistência acadêmica no contexto do acordo ortográfico entre os países lusófonos.

Palavras-chave: Lusófono; Espaço; Tempo; Território; Estado do Tocantins.

 

Minibiografia:

José Manoel Miranda de Oliveira. Doutor em Geografia UFU, Mestre em Educação UFPE. Professor do Curso de Filosofia da Fundação Universidade Federal do Tocantins e do mestrado profissional em Filosofia UFPR/UFT/CAPES. Membro dos grupos de pesquisa Estudos Filosóficos sobre a Formação Humana e Estudo e Pesquisa Práxis Socioeducativa e Cultural/CNPQ.


 Comunicação 26

Toponímia e Geografia: diálogos no contexto da teoria da interdisciplinaridade

Autoras:

Carla Bastiani – UFT -carlabastiani@gmail.com

Karylleila dos Santos Andrade – PPGL/UFT – karylleila@gmail.com

 

Resumo:

Neste estudo, é discutida uma proposta de ampliação semântica e conceitual da noção de lugar nos estudos toponímicos por meio de um diálogo interdisciplinar da Toponímia com as correntes da Geografia Humanista e da Geografia Crítica. Essas correntes foram subsídios para que a compreensão do lugar fosse redimensionado e passasse a ser entendido como um espaço vivido e uma construção socioespacial, partindo da relação identitária estabelecida entre o indivíduo e o lugar, tendo como balizadoras dessa relação as noções de pertencimento e de identidade, levando em consideração os laços existentes entre o lugar, o seu nome e os indivíduos que interagem nesse espaço. Para apreender o lugar dessa forma é necessário contextualizá-lo em duas acepções teóricas. Assim, busca-se neste trabalho um ponto de convergência entre as correntes da Geografia Humanista e da Geografia Crítica. Importa mencionar que cada uma dessas correntes teórico-metodológicas aborda o lugar por meio da consideração de características diferentes, o que, absolutamente, não significa que sejam excludentes, mas, sim, que podem ser pensadas como sendo perspectivas complementares. Para a realização deste estudo, foi feita uma pesquisa bibliográfica, com foco em Dick (1990), Fazenda (1993), Holzer (1996), Klinger (2015), Moraes (2011), Morin (2008), Moreira e Hespanhol (2007), Santos (1999, 2008), Seabra (2006) e Tonucci Filho (2013).  Assim, por meio das teorias e conceitos desenvolvidos por esses e demais autores consultados, foram organizadas as informações e elaborados os apontamentos deste estudo.

Palavras-chave: Toponímia; Geografia; Interdisciplinaridade.

 

Minibiografias:

Autora 01 – Graduada em Letras pela Universidade Federal do Tocantins – UFT (2012). Especialista em Metodologia do Ensino na Educação Superior – UNINTER (2014). Mestre em Ensino de Língua e Literatura – PPGL/UFT (2016). É pesquisadora na área de Linguística, ênfase em Onomástica/Toponímia.

Autora 02 – Doutora e Mestre em Linguística pela Universidade de São Paulo. Graduada em Letras pela UNITINS – Universidade do Tocantins. Atualmente é professora associada do curso de Teatro e do Programa de Pós-Graduação em Letras, câmpus de Araguaína e de Porto Nacional, da Universidade Federal do Tocantins. É líder do grupo de pesquisa intitulado “Atlas Toponímico do Tocantins”. Atua na área do Léxico aplicado ao ensino, estudos Onomásticos/Toponímicos e Antropologia Linguística. É coordenadora do projeto “Software toponímico como inovação pedagógica: um estudo sob a ótica de professores de geografia do ensino fundamental”, financiado pelo CNPq.


Póster 1

O Exame Nacional do Ensino Médio reformulado e o ensino de Língua Portuguesa

Autora:

Helda Núbia Rosa – Secretaria de Educação (SEDUCE/GO) – heldanrosa@gmail.com

 

Resumo:

Mesmo nas aulas de Língua Portuguesa, aleitura sempre ficou relegada a segundo plano e a escrita sempre foi cerceada de censura. Isso significa que, de uma forma ou de outra, tanto a língua, quanto o ensino sempre serviram como forma de dominação. Um povo é dominado a partir do momento em que ele é regulado e, para esse fim, temos a gramática normativa e normatizadora que regulamenta o certo e o errado. Os estudos de Língua Portuguesa seguiram o propósito da gramática normativa até 2009 quando, por força da reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio, a partir de seis documentos: Diretrizes Nacionais do Ensino Médio (1998); PCN do Ensino Médio (2000); Matriz de referência do SAEB (2001); PCN do Ensino Médio (2002); Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006); Matriz de referência do Novo Ensino Médio (2009), sofreram uma modificação bastante significativa. O ENEM, criado em 1998, a partir dessa reformulação, serviria inclusive como ingresso para universidades públicas. Isto exigiria mudanças no que se refere ao ensino de língua portuguesa e, desse modo, não foi uma opção, mas uma obrigação que deixasse de lado a descrição pura da língua e contemplasse aulas de leitura e interpretação, prevendo um aluno participativo, autônomo e competente para a vida em sociedade. Com base no aparato metodológico da Historiografia Linguística e também nos teóricos Antunes (2007), Neves (2002), Campos (2009), Dewey (2010), pretende-se com essa comunicação entender até que ponto o ensino de língua portuguesa deixou de ser gramatiqueiro e foi reformulado pelas novas exigências do ENEM.

Palavras-chave: Ensino; Língua Portuguesa; Exame Nacional do Ensino Médio; Ideologia.

 

Minibiografia:

Mestre em Linguística pela Universidade Federal de Goiás. Graduada pela PUC Goiás. Atualmente é professora de Língua Portuguesa pela Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte do Estado de Goiás (SEDUCE). Tem experiência na área de Linguística e Língua Portuguesa. 


Póster 2

Terminologia: Uma reflexão sobre a onomasiologia e semasiologia para a produção terminológica

 

Autores:

José Armando da Silva – Universidade Federal do Tocantins – facodireitoagora@gmail.com

Cleia Dias Teixeira de Souza– Universidade Federal do Tocantins – cleia_uft@hotmail.com

 

Resumo:

Durante muito tempo a frequência e a ocorrência dos termos na literatura eram as bases para a produção daqueles que comporiam a linguagem documentária de um tesauro, por exemplo. Por conseguinte, as relações lógico-semânticas eram legitimadas pela literatura. Ressalte-se que as bases pincipiológicas e metodológicas são a essência das normas terminológicas, e, portanto, da terminologia que assume compromisso com a entrega de referências concretas para descrever os termos e as definições que representarão o compartilhamento teórico e designacional da especialidade.Eugene Wüster propôs, por meio da Teoria Geral da Terminologia, as primeiras apropriações da terminologia pela documentação. Ele, juntamente com Rudolf Carnap, desejava produzir uma linguagem mais precisa. Para eles a comunicação deveria ser inequívoca e sem ambiguidades acerca dos termos especializados. Segundo Lara (2006), a terminologia deve ofertar linguagem unívoca, homogênea e universal, diversa da linguagem comum. Sendo dela a obrigação de dispensar os conceitos como constructos mentais anteriores e independentes da linguagem. Para Talamo (2007) e Lara (2009), a orientação onomasiológica é importante para a Terminologia porque fornece embasamento para a prescrição da relação conceito-termo. Ainda para os mesmos autores, a orientação semasiológica dispõe de etapas: uma diz respeito aos contextos em que aparece a unidade e, em seguida, a sua inserção em paradigmas. Se ao processo de significação, corresponde a transformação das ideias em discursos – parte do conceito -, a interpretação chega ao conceito a partir do signo. O estudo deseja produzir uma reflexão sobre a onomasiologia e semasiologia e a indispensabilidade da orientação onomasiológica para a produção terminológica. A metodologia escolhida foi a pesquisa qualitativado tipo descritivo. A pesquisa é bibliográfica.

Palavras-Chave: Onomasiológico; Semasiológico; Terminologia.

 

Minibiografias:

Autor 1 – Graduado em Letras pela Universidade Federal do Tocantins-UFT (2002). Graduado em Direito pela Faculdade Católica Dom Orione (2012). Pós-Graduado em Direito Administrativo, Tributário e Constitucional pela Faculdade ITOP (2013). Pós-Graduado em Direito Constitucional Comparado pela Faculdade Damásio de Jesus (2014). MBA em Gestão Empresarial pela UFT (2016). Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Letras Ensino de Língua e Literatura pela UFT.

Autora 2 – Graduada em Letras pela Universidade Federal do Tocantins-UFT (2012).


Póster 3

Os caminhos da discursividade fitotopônima no vocabulário onomástico-toponímico de um Bairro em Araguaína-TO

Autores:

Rubens Martins da Silva – SEDUC /PPGL-UFT – rubensliteratura@gmail.com

José Armando da Silva  –  /PPGL-UFT – facodireitoagora@gmail.com

 

Resumo:

O contexto dos estudos toponímicos congrega, a partir da nomeação estabelecida pela Onomástica, a análise dos sentidos atribuídos, por exemplo, aos nomes das ruas. Nesse sentido. O presente trabalho analisa, a partir da fitotoponímia, os sentidos estabelecidos nos caminhos históricos, geográficos e discursivos que resultaram na constituição do vocabulário onomástico-toponímico do Bairro Jardim das Flores, cujo nome foi dado pelos moradores das margens da Avenida Filadélfia em Araguaína-TO.Abase teórica desta investigação no contexto da Toponímia, ciência que estudo os estudos dos nomes de lugares, em recorte fitotopônimo, segue os caminhos da discursividade nos pressupostos onomásticos estabelecidos por Dick (1990; 1997), Pereira (2009) e pelos sentidos dos discursos instituídos por Pêcheux (2010) e Orlandi (2015). Metodologicamente, a investigação é de cunho qualitativo (FLICK, 2009), buscando respostas para: O que significa os nomes dados às ruas do bairro em epígrafe? Qual a discursividade presente nestes nomes em relação ao local de deslocamento e agora de ocupação pelos moradores do lugar anterior? De que forma a nominação fitotopônima contribui para a constituição de discursos aos sentidos da Toponímia, enquanto disciplina que investiga o estudo dos nomes de lugares? Analisando os nomes do lugar de mudança, a Avenida Filadélfia, e os nomes das ruas, num total de 11, a saber: Rua das Malvas, Rua das Violetas, Rua dos Lírios, Rua Ipê Amarelo, Rua das Tulipas, Rua dos Hibiscos, Rua dos Gerânios, Avenida Jasmin e, talvez por contraste, as Ruas “A”, “B” e “Um”. Diante do exposto, o presente estudo reflete, a partir da fitotoponímia, os aspectos de contexto histórico, geográfico e discursivos que os estudos da língua portuguesa dão ao conhecimento da relação entre o ser humano e seu lugar de ocupação, desde a constituição proposital ou por deslocamento ao lugar do (des)sentido.

Palavras-chave: Onomástica; Toponímia; Fitotoponímia;  Discursividade.

 

Minibiografias:

Autor 01 – Doutorando em Letras pela UFT/Câmpus de Araguaína. Mestre em Letras pela PUC Goiás. Graduado em Letras pela UNITINS. Atualmente é professor assistente nos cursos de Sistemas de Informação e Direito da UNITINS em Palmas. É, também, professor da educação básica do Tocantins. É pesquisador da literatura tocantinense e de professores em formação inicial e continuada com suporte no programa PIBID de Letras da UFT/Araguaína.

Autor 02 – Graduado em Letras pela Universidade Federal do Tocantins-UFT. Graduado em Direito pela Faculdade Católica Dom Orione. Pós-graduado em Direito Administrativo, Tributário e Constitucional pela Faculdade ITOP. Pós-graduado em Direito Constitucional Comparado pela Faculdade Damásio de Jesus. MBA em Gestão Empresarial pela UFT. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Letras – Ensino de Língua e Literatura pela UFT.