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Simpósio 43

SIMPÓSIO 43 – ENSINO DE LEITURA E A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DA PROFICIÊNCIA LEITORA

 

Coordenador:

Robson Santos de Carvalho | Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL-MG | robson.carvalho@unifal-mg.edu.br

 

Resumo:

O presente simpósio pretende discutir alguns conceitos acerca do Ensino da Leitura e sobre a avaliação da leitura em ambiente escolar. Em especial, abordará o conceito da Avaliação Diagnóstica das Habilidades de Leitura, componentes da chamada proficiência leitora, e suas relações com o ensino da leitura nas aulas de português, na Educação Básica, no Brasil.

Pretende ainda, acolher outros estudos sobre ensino da leitura em Língua Portuguesa e Avaliação desenvolvidos por colegas de instituições várias.

Mais que um conceito, a Avaliação Diagnóstica de Habilidades de Leitura (CARVALHO, 2014) traduz-se em uma nova forma de agir no interior da ação pedagógica, com vistas à verificação da aprendizagem da leitura.

Assim, buscar-se-á debater acerca das habilidades (que podem ser entendidas como saberes específicos do ato de ler) e que são mobilizadas por alunos da educação básica nas ocasiões das provas e/ou atividades de interpretação de textos. Desse modo, serão compartilhados, neste simpósio, trabalhos que evidenciem as avaliações externas e internas e concebam a avaliação como elemento norteador de ações pedagógicas desenvolvidas para o domínio das habilidades de leitura. As habilidades de leitura referidas no presente simpósio relacionam-se a recursos de construção textual como as relações lógico-discursivas, as repetições ou retomadas e outros recursos de referenciação, as inferências globais e as inferências de sentido de palavras ou expressões contextualmente, dentre outras. Tais habilidades compõem ainda as Matrizes de Referência dos principais sistemas de avaliação sistêmica do Brasil e, por isso, as habilidades de leitura avaliadas nos testes podem ser discutidas no simpósio, além de focalizar o desempenho dos alunos nas provas. Sustentarão as análises, as concepções de gênero, textualidade e textualização, advindas da Linguística Textual, além de referenciais teóricos sobre Avaliação, Leitura, e Ensino da Leitura.

Palavras-chave: Leitura, Habilidades, Competência, Ensino, Avaliação.

 

Minibiografia:

Robson Santos de Carvalho

Doutor em Linguística do Texto e do Discurso pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professor Adjunto do Departamento de Letras da UNIFAL-MG. Membro titular do Comitê de Assessoramento do INEP, e da Comissão de Assessoramento Técnico-Pedagógica da DAEB/INEP. Organizou o livro “O Texto na Aula de Língua: o que ensinamos e como avaliamos” (2013). Publicou o livro “Produzir Textos na Educação Básica: o que saber, como fazer” (2015), em coautoria com o Prof. Dr. Celso Ferrarezi Jr..

 

 

Resumos dos trabalhos aprovados

Comunicação 1

A Literatura Infantil na Formação de Professores do bairro Coroadinho

Autoras:

Erika Nunes da Silva – Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) – erikanunes9@hotmail.com

Auristélia dos Santos Sodré – Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) – aury.ssodre@hotmail.com

 

Resumo:

A presente comunicação trata de um projeto de extensão da Universidade Estadual do Maranhão, voltados para a formação de professores de língua portuguesa, a partir da Literatura em seu recorte infantil a fim de oportunizar aos professores das escolas de ensino fundamental, em especial no bairro do Coroadinho, São Luís-MA (BR), a melhoria das suas práticas pedagógicas com o texto literário. Em parceria com a Rede Leitora (rede de bibliotecas e escolas comunitárias), que articulam ações de mediação de leitura e políticas públicas que envolvem livro, leitura, literatura e bibliotecas tornou-se possível a efetividade do projeto. Nesta perspectiva, a leitura é fundamental para a construção de conhecimentos e para o desenvolvimento intelectual, ético e estético do ser desde a infância. Objetiva-se nesse trabalho estimular os professores de Língua Portuguesa do bairro do Coroadinho a desenvolverem ações voltadas para a melhoria e a qualidade da aquisição da língua materna, por meio da literatura infantil. Tem-se por fundamentação teórica que o ensino e a aprendizagem engajam-se como forma de enriquecimento dos saberes por meio de pesquisas e essas, situam-se na Teoria da Literatura, vertente socio-cognitiva que trata da inter-relação das categorias discurso, sociedade e cognição; bem como da Linguística Textual. A metodologia utilizada é teórico-analítica-aplicada, cujos professores puderam refletir acerca das estratégicas de aprimoramento da leitura na sua prática pedagógica. Diante do exposto, a academia é importante para a formação profissional e cidadã desses professores da comunidade local e por isso é imprescindível que a escola juntamente com o professor crie possibilidades que oportunizem o desenvolvimento do gosto pela leitura por intermédio de texto literário que sejam significativos para os alunos.

Palavras-chave: Formação de Professor; Literatura Infantil; Coroadinho.

 

Minibiografias:

Erika Nunes da SILVA é graduanda do curso de Letras/ inglês e respectivas literaturas na Universidade Estadual do Maranhão, em São Luís, MA; extensionista via PIBEX, com experiência em Literatura infantil por meio de projetos que tratam da formação de professores que envolvem leitura, letramento e escrita. Ao longo de sua vida participou de várias atividades voltadas para projetos sócios- religiosos com jovens e adolescentes, em sua comunidade.

Auristélia dos Santos SODRÉ tem graduação em Turismo pela Faculdade Estácio de Sá, São Luís-MA (2012); graduanda em Letras da Universidade Estadual do Maranhão. Atuou no desenvolvimento de projetos Turismo na Escola visando o conhecimento do potencial turístico da cidade de São Luís e sua história. Tendo por reflexão à intersecção de ensino de língua, leitura, letramento, cultura e pesquisa na formação educacional.


Comunicação 2

Desculpe a nossa falha, de Ricardo Ramos, e a Fuga de Edgar, de Edgar J. Hyde: um olhar sobre certas obras e certos leitores da literatura juvenil contemporânea

Autora:

Liliane Lenz dos Santos – Universidade Estadual do Mato Grosso (UNEMAT) – lililenz10@hotmail.com

 

Resumo:

O presente artigo objetivou ponderar sobre duas obras ficcionais e sobre o horizonte de expectativas de um grupo de alunos com idade entre 13 e 15 anos, pertencentes ao oitavo ano de uma escola de periferia, na cidade de Juara, estado de Mato Grosso. Para atingir tal fim,  oferecemos a obra que disseram lhes agradar, A fuga de Edgar, de Edgar J. Hyde, e, posteriormente, oferecemos uma obra reputada como literatura esteticamente elaborada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, Desculpe a nossa falha, de Ricardo Ramos, visando perceber se tais textos ficcionais quebrariam e/ou ampliariam o horizonte de expectativas desses estudantes, como também perceber se estes perceberiam a estrutura ausente e os vazios do texto e, por fim, se esses educandos conseguiriam discernir aspectos de uma obra mercadológica ou de uma obra emancipatória. Para isso, nos utilizamos do Método Recepcional, que está embasado na Estética da Recepção, e, como suporte teórico, nos fundamentamos em autores como: Jauss (2003); Iser (1996); Lima (2001); Eco (1932); Candido (2011); Bordini (1993), entre outros. Nos utilizamos ainda de questionários, leitura e debate dos livros supracitados. A partir da análise dos materiais colhidos junto aos sujeitos da pesquisa e do estudo da teoria, pudemos perceber que os alunos não sabem avaliar o que gostam, pois não distinguem nem mesmo os gêneros literários e não têm conhecimento da variedade de obras existentes na biblioteca. Por isso, a observação de seu real horizonte de expectativas, fica prejudicado porque esbarram em questões primárias, ou seja, eles demonstraram não apreciar aquilo que escolheram e gostaram da obra que acharam não ter interesse. Diante de tal situação, parece que a escola não tem cumprido o seu papel como promotora da leitura na sociedade.

Palavras-chave: Literatura juvenil; Estética da Recepção; Humanização; Esteticidade.

 

Minibiografia:

Liliane Lens dos Santos é Mestre em estudos Literários pela Universidade do estado do Mato Grosso/UNEMAT – Campus Tangará da Serra (2015). Especialista em Educação Especial e Educação Inclusiva pelo Centro Universitário Internacional/UNINTER (2012) e Ensino da Língua Portuguesa e Literatura pelo Instituto Cuiabano de Educação/ICE (2006). Licenciada em Letras pelo Centro Universitário de Várzea Grande/UNIVAG (2004) e Pedagogia pela Faculdade Varzeagrandense de Ciências Humanas/IVE (2001). Professora efetiva de Língua Portuguesa da Educação Básica do Estado do Mato Grosso e professora contratada na Universidade do Estado do Mato Grosso/UNEMAT – campus Juara. Pesquisadora da UNEMAT (Acervo de Ricardo Ramos: segunda e terceira etapa – a literatura juvenil do autor, coordenado pelo Proº Dr. Aroldo José Abreu Pinto e LIPP – Literatura Infantojuvenil: Poesia e Prosa, coordenado pela Profª Drª Cecília França). Possui vários artigos publicados em periódicos. Os termos mais frequentes na sua produção científica são: Estética da Recepção, Humanização, Emancipação do leitor e Literatura de Massa e Mercadológica.


 Comunicação 3

Problemática da dificuldade de leitura do surdo na perspectiva da teoria do duplo canal

 

Autora:

Soraia Rodrigues – Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias – rsoraiar@gmail.com

 

Resumo:

Pretende-se neste breve relato, analisar a problemática da dificuldade de leitura do surdo, na tentativa de verificar, através da teoria do duplo canal (Clotheart, 1978; Morton & Patterson, 1980; Sousa, 1999), um dos modelos a traduzir os passos e processos em ouvintes, quais etapas aplicam-se aos surdos. Esta teoria propõe um processamento da informação gráfica através de duas vias distintas, a não lexical ou fonológica e a lexical ou direta. Na via não lexical, verifica-se que esta é responsável pela tradução de um código grafémico de uma palavra num código fonológico, através da utilização de regras de correspondência grafemas-fonema. A conversão resulta em uma unidade grafemas isolados ou unidades mais alargadas constituídas por mais que um grafema. De posse da versão fonológica da palavra escrita o leitor acessa ao armazém semântico que lhe fornecerá a significação como se de uma palavra falada se tratasse. Esta via permite leitura de palavras, pseudo-palavras ou não-palavras, com ortografia regular e enfrenta problemas com palavras irregulares. Neste ponto, podemos verificar, que esta via é impraticável para o surdo sem domínio do código fonológico, dificultando o acesso ao seu armazém semântico, e consequentemente a leitura, caso adote essa via, diferentemente dos ouvintes. A via lexical, em contrapartida, vale-se das características visuais da palavra escrita, para encontrar diretamente a representação lexical que lhe corresponde. Sousa (1999) explica que no  processo ou o leitor capta a palavra na sua globalidade como um logograma ou reconhece as letras que a compõem, recorrendo a um código grafémico abstracto de origem lexical (Hamphreys & Evett, 1985).  Esta via pode ser aplicada a leitura de palavras frequentes e conhecidas, irregulares, do que a menos frequentes, a pseudo-palavras ou a não-palavras e facilitar o processo de leitura de surdos, não envolvendo a necessidade do código fonológico.

Palavras-chave: Surdez; Dificuldade de leitura; Duplo canal.

 

Minibiografia:

Soraia Rodrigues é Estudante de mestrado do curso de Ciências da Educação, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia, de Lisboa (Portugal). Formada em Licenciatura em Química, pela Universidade de Brasília (Brasil). Professora de surdos, há 8 anos, em rede pública de ensino no Distrito Federal (Brasília/Brasil) e actua como intérprete e tradutora de Língua Brasileira de Sinais, desde 2010.


Comunicação 4

Os limites entre a competência e a criticidade no processo de leitura do aluno cego

Autora:

Gabriela de Souza Marques – Universidade Estadual de Maringá, UEM-PR – gsmarqueslp@gmail.com

 

Resumo:

A inclusão de alunos cegos no ensino regular destina-lhes as exigências de desenvolvimento de competências e habilidades expressas em documentos oficiais. No Brasil, os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998), por exemplo, salientam que um dos objetivos do Ensino Fundamental é permitir que esses  alunos sejam capazes de posicionar-se criticamente em diferentes contextos. Em se tratando de Língua Portuguesa, um dos intuitos é que adquiram competência em relação à linguagem, que deve ser demonstrada pela compreensão e pela interpretação de textos orais e escritos. A leitura, porém, entendida como um processo que se dá em diferentes etapas (SOLÉ, 1998; MENEGASSI, 2010), concebe a compreensão e a interpretação como níveis distintos, embora possam coexistir. A compreensão textual diz respeito à captação do tema de um texto, ao passo que a interpretação tange ao posicionamento crítico do leitor frente a esse texto. Um leitor competente, conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Língua Portuguesa, é aquele que compreende de maneira global aquilo que lê e que expressa, criticamente, uma opinião frente ao que foi lido. Para fins de um único objetivo, nesse documento, o leitor competente é, por conseguinte, um leitor crítico. Este trabalho propõe-se a mostrar, por meio de um estudo de caso realizado com uma aluna cega matriculada no 5º ano do Ensino Fundamental, que o leitor pode ser competente – porque compreende o que leu –, mas não ser crítico – porque não se posiciona criticamente diante dos textos. Há, portanto, limites entre a competência e a criticidade do aluno cego, uma vez que o êxito na etapa de compreensão não implica, necessariamente, que ele se posicione criticamente diante do que lê, e os insucessos na interpretação não definem a sua competência leitora, isto é, não impedem que se atinjam outros objetivos elencados pelos PCN para o ensino de Língua Portuguesa.

Palavras-chave: Ensino de Língua Portuguesa; Cegos; Competência leitora; Criticidade.

 

Minibiografia:

Gabriela de Souza Marques é mestranda em Letras do Programa de Pós-graduação em Letras (PLE) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), com bolsa financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É licenciada em Letras Português, habilitação única, também pela UEM. Durante a graduação, desenvolveu uma pesquisa de iniciação científica na área de Linguística Aplicada, foi bolsista do Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID), fomentado pela CAPES e integrou dois projetos de extensão relacionados à inclusão digital.


Comunicação 5

Ensino de leitura em um curso de pedagogia: crises, contradições e ressignificações

Autora:

Viviane Letícia Silva Carrijo – Bolsista Capes – vivinice@gmail.com

 

Resumo:

O objetivo geral deste trabalho é discutir propostas elaboradas para a formação leitora de alunas de um curso de Pedagogia. Especificamente, visa: 1) descrever a introdução de mudanças na organização das propostas; 2) identificar as contradições sobre o ensino-aprendizagem de leitura em formação de pedagogo.  Dados do Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF, 2016) revela que a maioria da população pesquisada no Ensino Superior permanece nos níveis Elementar (32%) e Intermediário (42%), enquanto 22% possuem condição de leitor proficiente. Desde a criação dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (BRASIL, 1997, 1998), surgiram estudos referentes à formação do professor quanto a novas metodologias de ensino para desenvolvendo da competência leitora de alunos da Educação Básica. Esse cenário pressupõe que os professores já dominam os processos envolvidos na leitura, por isso o foco em metodologias de ensino. Contudo, tomando como base os dados do INAF (2016), o preparo insuficiente dos professores para ensinar os conteúdos de ler pode ser decorrente do nível de proficiência da leitura do profissional. Nessa direção, é que, nesta pesquisa, foram desenvolvidas propostas de leitura a fim de auxiliar no desenvolvimento da competência leitora das futuras professoras. Este estudo pauta-se na Teoria da Atividade Sócio-Histórico-Cultural (Vygotsky, 1930/1988; 1934/2001; Liberali, 2009). Central, nessa discussão, está a organização da linguagem colaborativo-crítica (MAGALHÃES, 2011, 2012, 2016), reveladora das contradições (ENGESTRÖM e SANNINO, 2011) que possibilitam a compreensão de quais são as necessidades da formação leitora na Pedagogia. A metodologia utilizada insere-se no quadro da Pesquisa Crítica de Colaboração (MAGALHÃES, 2011). Participaram desta investigação a professora-pesquisadora e 17 alunas do curso de Pedagogia de uma Instituição de Ensino Superior Privada, situada na Zona Leste de São Paulo. Os dados videogravados foram analisados a partir das marcas enunciativas, discursivas e linguísticas da Argumentação Colaborativa (LIBERALI, 2013; NININ, 2013, 2016).

Palavras-chave: Contradição; Propostas de Leitura; Competência Leitora; Curso de Pedagogia.

 

Minibiografia:

Viviane Letícia Silva Carrijo é Doutoranda em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Bolsista CAPES.  Experiência no ensino-aprendizagem de leitura e escrita na formação inicial de pedagogo e professores de Língua Portuguesa.


Comunicação 6

Leitura em Sala de Aula: Compromisso de Todas as Disciplinas

Autora:

Vanusia Amorim Pereira dos Santos – Instituto Federal de Alagoas (IFAL)/Campus Palmeira Dos Índios – vanusia.amorim@yahoo.com

 

Resumo:

Este trabalho pretende apresentar a importância de se incorporar a prática da leitura em todas as disciplinas. O norte é a ideia de que a leitura é uma atividade basilar para qualquer área do conhecimento, pois contribui com a formação do homem, do cidadão, sendo consenso que ela colabora decisivamente para que os indivíduos obtenham sucesso em vários aspectos. Promover o fomento à leitura é um compromisso que todos os professores devem empreender, pois o letramento é algo que precisa ser construído. O leitor deve ser estimulado, preparado para o mundo da leitura, para obtenção de competência de leitura e para alfabetização plena. Na última aferição do Pisa – Programa Internacional de Avaliação de Alunos -, em 2012, o desempenho dos estudantes brasileiros em leitura se agravou em relação ao ano de 2009 e o país ocupa agora a 55ª. posição no ranking. A posição em si não é tão preocupante, mas o que ela traduz é. E muito. De acordo com o Pisa 49,2% dos nossos estudantes sabem apenas o básico em leitura; somente um em cada 200 alunos conseguiu competência máxima, que significa compreender textos diversos e conteúdos sofisticados e fazer reflexões. Percebe-se então, que as escolas brasileiras têm falhado em seu papel de mediadora de leitura. Práticas educativas equivocadas, falta de estrutura, professores sem qualificação e outros entraves são usados para justificar o fracasso. Urgente é a necessidade de incorporar o próprio ato de ler ao dia a dia da escola e ao cotidiano de todas as disciplinas. O fomento à leitura em sala de aula é compromisso de todo professor, não apenas os de língua portuguesa, posto que o ensino, na escola, não existe sem a leitura. As escolas precisam promover a qualificação de seus docentes e assumir a lei leitura como projeto pedagógico institucional.

Palavras-chave: Leitura; Interdicisplinaridade; Sala de Aula; Formação Docente.

 

Minibiografia:

Vanusia Amorim Pereira dos Santos é Mestre em Letras pela Universidade Federal de Alagoas – UFAL, especialista em Ensino De língua Portuguesa e Literatura de Línguas Portuguesa pela Fundação Jayme de Altavilla. Professora de Língua Portuguesa e Comunicação e Expressão nos cursos de nível médio e superior do Instituto Federal de Alagoas – Campus Palmeira dos Índios. Pesquisadora na área de Leitura e Literatura.


Comunicação 7

O ensino da leitura e seus suportes: papel e digital

Autores:

Celso Leopoldo Pagnna – Universidade Norte do Paraná (Unopar) – celso.pagnan@unopar.br

Eliane Provate Queirós Martins – Universidade Norte do Paraná (Unopar) –  eliprovate@gmail.com

 

Resumo:

Algumas pesquisas pioneiras (Mangen; Walgermo; Brønnick, 2012) têm destacado o modo de ler textos em geral ou livros inteiros em dois suportes: o digital e o papel. Com base nos dados coletados por tais pesquisas, bem como na aplicação de testes em alunos de graduação do ensino presencial conectado, o presente trabalho parte do pressuposto de que o nível de percepção dos leitores pode ser diferente conforme o suporte utilizado. Como metodologia, selecionamos trinta alunos do ensino médio, para lerem textos curtos em um tablet e respondererem a questões de compreensão sobre tais textos; esses mesmos alunos responderam a outras questões em suporte papel. O objetivo é o de aferir se o nível de intelecção é diferente conforme o suporte utilizado resultado esperado é que revelem modos diferentes de compreensão dos textos. Outro objetivo da pesquisa é o de revelar as preferências do suporte por parte dos jovens leitores. Há uma suposição de que os jovens tendem a preferir a leitura digital a no suporte papel, porém pode ser não ser uma verdade absoluta, conforme atestam outras pesquisas (Pew Research Center, 2014).

Palavras-chave: Leitura; Suporte digital; Suporte papel; Cognição.

 

Minibiografias:

Celso Leopoldo Pagnan é Graduado em Letras Franco Portuguesas pela Universidade Estadual de Londrina (1991), Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (1997) e Doutor em Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002). Atualmente é professor – Colégio Maxi e professor titular da Unopar, onde atua na graduação e no Programa de Mestrado em Metodologias para o Ensino de Linguagens e suas Tecnologias. Atua principalmente nos seguintes temas: ensino, literatura e práticas de leitura.

Eliane Provate tem graduação em Letras pela Universidade Paranaense (2000), Especialização em TESOL- Teaching English to Speakers of other Languages e mestrado em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina (2007), com ênfase na formação do professor de língua inglesa. Atualmente, é professora adjunta de português e inglês das Universidades Unopar e Ahanguera e Coordenadora Pedagógica de Língua Estrangeiras Modernas do Núcleo Regional de Educação de Londrina ( SEED- Secretaria de Estado de Educação do Paraná). Está envolvida em pesquisas sobre Tecnologia e Educação, Novos Letramentos e Ensino de Língua Inglesa para o desenvolvimento da competência Intercultural do Educando.


Comunicação 8

Leitura proficiente e compreensão leitora: um estudo no sexto ano do Ensino Fundamental

Autora:

Ana Cristina Pinheiro – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) – anacpinheiro68@gmail.com

 

Resumo:

A importância da leitura na vida do homem se espraia para além dos muros da escola. Não lemos porque ler é algo que aprendemos e precisamos pôr em prática; lemos porque nossa sociedade é atravessada pela escrita. Governos do mundo inteiro, preocupados com o desenvolvimento de seus países, se comprometem com a promoção da alfabetização plena de seus cidadãos. No Brasil, as provas oficiais aplicadas para medir o nível das habilidades de leitura e compreensão dos alunos mostram que o país tem níveis muito aquém do desejável nessas questões. O sexto ano é considerado um dos gargalos de repetência segundo os PCN “…por não conseguir garantir o uso eficaz da linguagem, condição para que os alunos possam continuar a progredir até, pelo menos, o fim da oitava série.” (PCN, p.19). Porque aprendemos a ler e passamos a ler para aprender. Em nossa pesquisa, constatamos através de testes (Cloze e outros) que alunos após seis anos de escolaridade formal, apesar de saberem ler e dominarem o código alfabético, apresentam leitura lenta, difícil e compreensão incipiente. Sobre a dificuldade observada nesses alunos, Morais afirma que “Quanto mais rápida é a identificação de cada palavra, mais resta memória de trabalho a ser consagrada às operações de análise sintática, de integração semântica dos constituintes da frase e de integração das frases na organização textual” (Morais, 1996, p.163). A decodificação rápida e eficaz das palavras é um propulsor à leitura proficiente e a compreensão depende, também, de certa velocidade na leitura. Nossa pesquisa aponta o obstáculo que a leitura lenta representa na compreensão de textos para uma grande parcela de alunos do sexto ano e demonstra a importância de ações metodológicas diversificadas que visam o desenvolvimento da leitura proficiente e os resultados delas para o desenvolvimento da compreensão em leitura na vida escolar desses alunos.

Palavras-chave: Leitura proficiente;, Leitura e compreensão; Ensino fundamental.

 

Minibiografia:

Ana Cristina Pinheiro é Mestranda do Programa ProfLetras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Especialização em Literatura (UFRJ/1991). Extensão em leitura e redação (PUC/SP-2004)  Licenciatura em Letras com habilitação em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira (Universidade Federal Fluminense/ 1990). Professora de Língua Portuguesa, Literatura e Redação no segundo segmento do Ensino Fundamental em rede pública no Estado do Rio de Janeiro (RJ).


Comunicação 9

A Percepção sobre Leitura Midiática de Alunos da Terceira Série do Ensino Médio

Autora:

Ana Flávia Alves Silva – Universidade Federal de Goiás (UFG) – anaflaviaalvessilva059@gmail.com

 

Resumo:

A prática de leitura é estimulada ainda quando criança em casa e no ambiente familiar, após determinado tempo, a criança e o adolescente começam a ter autonomia e interesse pela leitura, seja ela obrigatória ou não. Algo que possivelmente os professores não conseguem trabalhar, acabam excluindo e caracterizando estes como “não leitores”. No entanto, os mesmos jovens que são caracterizados como “não leitores”, são os mesmos que utilizam: celulares, computadores, e-books, kindle, entre outros para auxiliarem as práticas de Leitura. Com esse avanço da tecnologia, os educadores começam a ter inúmeros suportes que contribuem para o desenvolvimento das práticas de leitura dentro e fora de sala. O projeto analisa sobre a tecnologia e seus avanços, a sua possível interferência ou contribuição no processo de leitura. Com isso, pretende entender o papel do livro didático na formação do aluno leitor, a sua interferência e os tipos de leitura que ele sugere. Identificar a percepção dos alunos sobre a leitura digital e reconhecer a preferência por qual suporte (digital ou impresso), e o que motiva essa preferência. Aponta quais os tipos de leituras adotados e preferidos por estes alunos, analisando a preferência de leitura dos mesmos no contexto midiático, e suas possíveis contribuições para o processo seletivo ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Para a realização da pesquisa e seus possíveis resultados, foi realizada aplicação de um questionário para todos os alunos da 3ª série do Ensino Médio pertencentes a um colégio da rede Estadual de Goiás. Utilizando como referencial teórico: Boudier (1983), Bordini E Aguiar (1988), Chartier (1996), Chartier (2007), Freire (1990). Os PCNs (Paramentos Curriculares Nacionais), OCNs (Orientação Curriculares para o Ensino Médio), e a matriz escolar.

Palavras-chave: Prática de Leitura; Tecnologia; Leitura Digital.

 

Minibiografia:

Ana Flávia Alves Silva é graduada em Letras – Português, pela Universidade Federal de Goiás, onde realizou projetos de pesquisa no Pibid e Pacto pela Alfabetização na Idade Certa. Apresentou diversos trabalhos em congressos e eventos nacionais durante a graduação.


Comunicação 10

Práticas Escolares de Leitura e de Compreensão de Texto no Livro Didático: Perspectiva Cognitivista

Autora:

Maria do Rosario Roxo – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) – mroxo@ufrrj.br

 

Resumo:

Este trabalho destina-se à análise das atividades de leitura no livro didático, especificamente as que são dedicadas à compreensão do texto opinativo no nono ano do Ensino Fundamental II. Ancorado nos pressupostos teóricos das Ciências Cognitivas, adota-se a ideia de que o ensino da língua na escola pressupõe o enquadramento das práticas pedagógicas em termos de uma perspectiva conceptual de que o aprendizado se efetua na dinâmica das atividades pedagógicas em que o aluno é um aprendiz num tempo e espaço determinados, abandonando pressuposições universalistas e cristalizadas do que é aprendizado e do que é ser aprendiz (SINHA, 1999). Outro fator a ressaltar é que determinados comportamentos cognitivos relacionados à leitura (APPLEGATE et al, 2002) envolvem os sujeitos e o objeto de ensino-aprendizagem numa perspectiva triádica (TREVARTHEN, 1979; GERHARDT, 2013), configurando que a maneira de pensar inclui uma semiose de fatores constitutivos das relações sociais e que, portanto, essa relação não é estática, isolada ou previamente moldada. Como metodologia deste trabalho, selecionamos do livro didático Português: Linguagens (CEREJA & MAGALHÃES, 2009) os textos de natureza opinativa para categorizar as questões de interpretação de texto, de acordo com o níveis de leitura desenvolvidos por Applegate et al (2002). Em se tratando de práticas escolares de leitura, justifica-se a relevância desta pesquisa pelo fato de se constatar que os materiais didáticos contribuem pouco para o desenvolvimento da formação do aluno como leitor, comprometendo a qualidade do aprendizado escolar quando não se integram às práticas didáticas a perspectiva cognitivo-processual a fim de se desenvolver na sala de aula o como se constrói significado com a linguagem. Em termos de resultados preliminares, temos verificado que as perguntas de compreensão de texto se restringem a questões objetivas de decodificação ou a questões de informações de pouca relevância para o aluno e para o próprio texto.

Palavras-chave: Cognição; Leitura; Ensino; Aprendizado.

 

Minibiografia:

Maria do Rosario Roxo é Doutora em Linguística (UFRJ, 2006). Atualmente é Professor Adjunto do Departamento de Letras e Comunicação (DLC) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). No Ensino, atua na Graduação e Pós-Graduação: Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS-UFRRJ). É líder do Diretório de Pesquisa intitulado “Grupo de Pesquisa em Cognição e Linguagem – CogLing”. Na pesquisa, desenvolve estudos sobre práticas pedagógicas ligadas à leitura, texto e gramática em programas institucionais.


Comunicação 11

Leitura multimodal: uma proposta de avaliação das capacidades de leitura em sala de aula

Autora:

Flaviane Faria Carvalho – Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) –  flavianefc@hotmail.com

 

Resumo:

O avanço das tecnologias multimídia provocou mudanças significativas nas formas de representar e comunicar significados na sociedade contemporânea. Esse novo contexto tem demandado novas habilidades de leitura e escrita, calcadas na competência para interpretar e comunicar o que se é visualizado. Hoje, a concepção que orienta a avaliação em Língua Portuguesa é a de linguagem como modo de interação entre locutor e interlocutor. É por meio de textos verbais e não verbais que essa interação se estabelece, razão pela qual o foco da avaliação em Língua Portuguesa coloca-se na atividade de leitura. Consequentemente, são objetos de avaliação as habilidades consideradas essenciais à formação de um leitor capaz de interagir satisfatoriamente com diferentes tipologias e gêneros textuais (MINAS GERAIS, 2009, p.22). Sob o enfoque desta perspectiva, o presente trabalho insere-se no Simpósio Ensino de Leitura e Avaliação Diagnóstica da Proficiência Leitora, visando propor um método para avaliar o processo cognitivo de desenvolvimento da leitura dos textos que aliam a materialidade visual à escrita. O referencial teórico-metodológico contempla a interface entre a Semiótica Social (KRESS & VAN LEEUWEN 1996; MACHIN, 2007) e a Avaliação Diagnóstica (CARVALHO, 2016). A Semiótica Social parte da dimensão social para entender a estrutura, o processamento, e o uso da linguagem, e postula que nenhum modo semiótico pode ser estudado isoladamente, razão pela qual desenvolve novas formas de analisar os outros recursos semióticos que acompanham o modo semiótico verbal (som, imagem, gesto, postura, infográficos, cores, tipografia, etc.) – a chamada abordagem multimodal. A Avaliação Diagnóstica, por sua vez, busca medir habilidades ou capacidades do aluno, tais como analisar, aplicar, correlacionar, identificar, inferir ou sintetizar, permitindo ao professor verificar em que etapa do processo de construção do conhecimento se encontra o aluno, bem como orientar as intervenções pedagógicas necessárias para estimular o progresso do estudante.

Palavras-chave: Leitura Multimodal; Semiótica Social; Competência; Ensino; Avaliação.

 

Minibiografia:

Flaviane Faria de Carvalho é Doutora em Linguística pela Universidade de Lisboa. Atuou como Analista de Treinamento na área de Gestão de Aprendizagem do Grupo UOL Educação e como Professora do SENAC-MG. Atualmente é Professora da Unifal-MG. Investigadora do Centro de Estudos Anglísticos (Universidade de Lisboa), onde já lecionou como professora conferencista, e também do Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (UnB). É autora do livro Temas Contemporâneos em Semiótica Visual.


Comunicação 12

Avaliação diagnóstica da proficiência leitora no exame Celpe-Bras

Autor:

Wagner Barros Teixeira – Universidade Federal do Amazonas (UFAM) – wagbarteixeira@hotmail.com

 

Resumo:

O Certificado de Proficiência para em Língua Portuguesa para Estrangeiros – Celpe-Bras – é uma avaliação diagnóstica de proficiência outorgada desde o início da década de 90 pelo governo brasileiro, utilizada para diversos fins, tais como o ingresso em cursos de graduação, a validação de diplomas estrangeiros, e a inscrição profissional em algumas entidades de classe, como o Conselho Federal de Medicina. É um exame de desempenho, que busca aferir o uso adequado da língua portuguesa de acordo com determinadas atividades, considerando o contexto, o propósito comunicativo e os atores envolvidos no processo interacional. As habilidades discursivas são avaliadas de forma integrada, seguindo a visão sociocomunicativa da língua. Em consonância com os objetivos do Simpósio “Ensino de leitura e a avaliação diagnóstica da proficiência leitora”, este trabalho faz um recorte, concentrando sua atenção sobre apenas uma dessas habilidades. Assim, busca discutir de que formas a proficiência leitora é aferida pelo exame em questão, podendo se tornar relevante contribuição para futuras investigações sobre a temática e para a preparação do ensino da compreensão leitora  para possíveis candidatos ao exame. Norteiam teoricamente as investigações postulados sobre o processo de leitura e formação de leitores de investigadores como Kato (1985), Kleiman (2004), Koch (1987), entre outros, e sobre o Celpe-Bras, com foco em documentos emitidos pelo INEP (BRASIL, 2015) e em estudos de investigadores sobre o exame.

Palavras-chave: Celpe-Bras; Avaliação diagnóstica; Proficiência leitora; Ensino de leitura.

 

Minibiografia:

Wagner Barros Teixeira é mestre e doutor em Letras Neolatinas, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É professor adjunto na Universidade Federal do Amazonas. Suas investigações abordam questões sobre ensino de línguas, políticas linguísticas, formação de professores de línguas e estudos linguísticos. Desde 2011, integra o grupo de colaboradores para a área de Linguagens junto ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).


Comunicação 13

Experiências e Representações na Formação de Professores: PIBID e a Formação de Leitores na Escola

Autoras:

Liz Daiana Tito Azeredo da Silva – Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF/RJ) – lizdaiana@ig.com.br

Eliana Crispim França Luquetti – Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF/RJ) – elinafff@gmail.com

 

Resumo:

O presente trabalho tem como objetivo apresentar os resultados encontrados através da política de formação de professores nas licenciaturas, especificamente o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) no curso de licenciatura em pedagogia na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Verificou-se de que forma o PIBID influencia a atuação desses bolsistas, como também, a sua realização em duas escolas municipais de Campos dos Goytacazes/RJ, parceiras do PIBID/Pedagogia, demonstrando que há diversos fatores que contribuem para a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. O trabalho apontou sobre a importância tanto da formação quanto da atuação docente, em que preenchemos as lacunas do problema central desta pesquisa referente aos impactos do PIBID para a formação dos bolsistas. E nos valemos como hipótese, em que acreditamos que o programa auxilia a formação continuada, apresentando o nível de satisfação, com intercorrência inicial da ausência de recursos materiais e pedagógicos adequados.

Palavras-chave: Formação docente; Práticas pedagógicas; Linguagem.

 

Minibiografias:

Liz Daiana Tito Azeredo da Silva é graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (2011), MESTRADO em Cognição e Linguagem pela UENF (2014), foi Diretora da ESCOLA MUNICIPAL FRANCISCO DE ASSIS (2009 a 2011), professor II da Escola Municipal Sebastião Ribeiro de Deus (2013 a 2014), atuou como Coordenadora Pedagógica do Centro Educacional Kissila Neves. É Tutora à Distancia das disciplinas Educação Infantil I e Prática de Ensino III (CEDERJ). Pedagoga da Associação do Imaculado Coração de Maria (Casa de recuperação de dependentes químicos). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Práticas Pedagógicas e Gestão Escolar.

Eliana Crispim França Luquetti é Doutora e Mestra em Linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Licenciada e Bacharela em Português/Latim, também pela UFRJ. Atualmente é professora associada da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). Tem experiência na área de Letras e Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: linguagem, mudança linguística; sociolinguística, linguística centrada no uso, linguística aplicada ao ensino de línguas, variação, formação de professores, letramento, ensino de leitura, livro didático e seus usos, léxico e gêneros textuais.


Comunicação 14

Práticas Pedagógicas no Ensino de Leitura em Língua Portuguesa: um Estudo dos Resultados da Avaliação da Proficiência Leitora no Ensino Médio

Autoras:

Andréia Teixeira – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – andreia.teixeiranl@hotmail.com

Suzana dos Santos Gomes – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – suzanasgomes@fae.ufmg.br

 

Resumo:

O objetivo deste artigo é apresentar os resultados do PROEB 2012 e 2013 de Língua Portuguesa do 3º ano do Ensino Médio em duas escolas públicas da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais, investigadas no ano de 2015. Para realizar o estudo, optou-se pela utilização de pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Os procedimentos adotados foram aplicação de questionários e entrevistas semiestruturadas. A fundamentação teórico-metodológica advém das contribuições bakhtinianas e de autores que discutem linguagem, proficiência leitora e avaliação. Trata-se de um estudo que estimula as pesquisas no campo da avaliação e da linguagem, a partir do contexto atual de ensino de Língua Portuguesa, em consonância com os principais indicadores das avaliações externas. Os resultados da pesquisa evidenciam demandas de investimentos em ações formativas docentes e políticas públicas de leitura voltadas para a melhoria da proficiência leitora no Ensino Médio.

Palavras-chave: Leitura; Proficiência Leitora; Avaliação; Ensino Médio; Políticas Públicas.

 

Minibiografias:

Andréia Teixeira é Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da UFMG. Membro da Linha de Pesquisa Educação Tecnológica e Sociedade. Graduada em Letras com licenciatura plena em Português e Espanhol pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Especialista em Língua Portuguesa, Leitura e Produção de Textos pela UNI-BH. Investiga proficiência leitora, letramentos, TDICs e avaliação educacional.  Possui experiência no ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa nas redes pública e particular desde o ano de 2004.

Suzana dos Santos Gomes tem doutorado em Educação. Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FaE/UFMG). Pesquisadora do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais (GAME). Professora e Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Educação: Conhecimento e Inclusão Social. Desenvolve pesquisas e estudos sobre políticas públicas, avaliação educacional, gestão pedagógica, formação de professores, tecnologias digitais e letramentos.


Comunicação 15

Estratégias de Leitura: uma contribuição para desenvolver a competência leitora dos alunos de forma crítica e autônoma

Autora:

Elisângela Cristina do Nascimento – Profletras/UFRN – brancacrist@gmail.com

 

Resumo:

No contexto contemporâneo, com a evolução dos recursos tecnológicos de comunicação, a interação humana voltou-se, preponderantemente, para a leitura, e o conhecimento sistematizado e as ações cotidianas disseminadas e realizadas por meio da escrita. Desta forma, a leitura configura-se como uma prática social indispensável ao homem para compreender a vida, as pessoas, as relações sociais, as imagens e dar-lhes sentido. Considerando as dificuldades de compreensão observadas ao longo das aulas, e por estarmos cientes do papel social da escola, desenvolvemos uma pesquisa-ação em um contexto de escola pública. Partimos do questionamento: pode-se construir uma intervenção pedagógica que possa favorecer a formação do leitor crítico e autônomo nas séries finais do ensino fundamental? Levantamos a hipótese que seria possível contribuir para a formação dos leitores trabalhando com textos de diversos gêneros. Para tanto, elaboramos uma sequência didática de gêneros com o propósito de desenvolver estratégias de leitura, cujos protagonistas foram alunos do 6º ano, com baixo desempenho em habilidades leitoras. Estabelecemos como objetivo geral a meta de contribuir na formação do leitor crítico e autônomo por meio da aplicação de estratégias de leitura, bem como desenvolver as habilidades leitoras e alterar a compreensão do ato de ler como simples decodificação em prática social. Assim como, escolher material didático que favorecerá na formação do leitor enquanto sujeito reflexivo. De modo geral, a aplicação da sequência didática de gêneros, envolvendo as estratégias de leitura, provocou no aluno, sujeito-leitor, uma mobilização para a leitura autônoma e critica acerca de si, do texto, do outro, da diversidade e do mundo. Respaldamo-nos nos estudos de Chartier (1998), Manguel (2012), kleiman (1999, 2008, 2011, 2012), Orlandi (2012, 1999, 1983), Solé (2009), Geraldi (2011), Antunes (2003, 2009), Freire (1992), Ferreiro (1987), e os Parâmetros Curriculares Nacionais.

Palavras-chave: Estrátegias de leitura. Leitor critico e autônomo. Sequência didática de gêneros.

 

Minibiografia:

Elisângela Cristina do Nascimento é mestranda pelo programa de Pós-graduação em Letras – ProfLetras/UFRN, especialista em Ensino/Aprendizagem de língua Portuguesa: Aspectos Teóricos e Práticos(UFRN), graduada em Letras – Língua Portuguesa (UEPB), atualmente é professora de Língua Portuguesa, efetiva da Rede Municipal e Estadual de Educação do Rio Grande do Norte.


Comunicação 16

Compreensão leitora na Prova Brasil e no Pisa

Autora:

Adriana de Oliveira Barbosa – de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) – adribarbosa19@gmail.com

 

Resumo:

No Brasil, há diversas avaliações externas em larga escala voltadas aos sistemas de educação básica. No que se refere à avaliação de Leitura, tem-se, no nível nacional, a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Prova Brasil), base para a avaliação da qualidade educacional dos sistemas de ensino público brasileiro. Essa avaliação é bianual e censitária para os alunos dos anos finais da educação básica e compreende um teste de desempenho em língua portuguesa (com foco em leitura), além da resolução de problemas em matemática. Foi criada em consonância com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), documento norteador para os currículos brasileiros, porém sem força de lei. No nível internacional, destaca-se a participação do país, desde 2000, no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Neste trabalho, propomos um olhar sobre essas duas avaliações, partindo da análise de suas concepções sobre leitura, seus formatos de teste e suas escalas de proficiência. Com base na concepção interacionista da linguagem, base dos PCN, questionamo-nos sobre como se apresenta a dimensão social da leitura nas duas avaliações – bastante explícita no Pisa e pouco explícita na Prova Brasil. Para isso, focalizaremos o 9° ano do ensino fundamental, mesmo público-alvo de ambas avaliações. São questões norteadoras: quais habilidades da Prova Brasil aproximam-se das habilidades de leitura propostas pelo Pisa? Há reflexo do formato das questões nas habilidades? A hipótese inicial é de que o formato questões fechadas de múltipla escolha da Prova Brasil é bastante limitador para medir processos relacionados à dimensão social da leitura, uma vez que isso exigiria por parte do estudante, um papel mais ativo na demonstração de seus conhecimentos, o que pressuporia questões em formato aberto.

Palavras-chave: Avaliação externa; Compreensão leitora; Prova Brasil; Pisa.

 

Minibiografia:

Adriana de Oliveira Barbosa possui graduação em Letras Português e Francês pela Universidade de Brasília; Mestrado em Linguística pela Universidade de Campinas, onde iniciou seus estudos de Doutorado no ano de 2016 sobre a Prova Brasil e seus efeitos retroativos. Atua profissionalmente na área de avaliação como servidora no Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira desde 2008, na educação básica.


Póster 1

Efeito da Tutoria Instrucional a professores para aplicação de Programa de RTI para decodificação leitora

Autoras:

Danielle Dutenhefner de Aquino – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – danielleaquino.psico@gmail.com

Adriana de Souza Batista Kida – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) –  adrianabatista@gmail.com

 

Resumo:

Programas de Resposta à Intervenção (“Response to Intervention” – RTI) são modelos de atuação educacional multinível, em que a estimulação de habilidades permite favorecer e monitorar o progresso do aprendiz de modo sensível, identificando escolares em risco para o aprendizado (Gersten et al.,2008). Com vistas a avaliar riscos para transtornos da leitura e empregar estratégias que favoreçam seu aprendizado, esse projeto estudará o efeito de dois modelos de Tutoria Instrucional que capacite professores de 1º e 2º anos do Ensino Fundamental para aplicação desse programa (camada universal). O Núcleo de Estudos e Assistência em Escrita e Leitura (UNIFESP) desenvolveu um programa de estimulação visando promover a decodificação e reconhecimento automático de palavras. Sua elaboração baseou-se no reconhecimento de que o aprendizado do código gráfico depende de habilidades e competências implicadas no processamento fonológico, como, discriminação auditiva, memória fonológica de trabalho, acesso fonológico ao léxico e consciência fonológica (Hoover & Gough 1990) e buscou selecionar estratégias eficientes para estimulação (Ehri et al., 2007, Carroll et al., 2011). Em curso, a pesquisa possui resultados da eficiência do Programa e desenvolverá dois modelos de tutoria aos professores para seu uso: I. Capacitação Teórica, desenvolvida por meio de reuniões teórico-explicativas; II. Capacitação Teórico-Prática, que contemplará além das reuniões, modelos de atuação sob observação do professor. Acredita-se que professores capacitados pelo modelo Teórico-Prático promovam melhores ganhos na estimulação da leitura dos escolares. Resultados Preliminares: Dados do estudo de eficiência da RTI indicam incrementos significantemente maiores nos parâmetros de fluência leitora (itens isolados) por escolares que passaram pela intervenção (GP) quando comparados aos que não a receberam (GC), considerando a avaliação pré e pós-intervenção (10 ano: TAXA GP/GC: aumento médio: 5,91 (dp=7,8)/1,57(3,5), p=0,020; ACURÁCIA GP/GC: aumento médio: 1,96(dp=2,4)/0,72(dp=2,3), p=0,023, 20 ano: TAXA GP/GC: aumento médio: 7,24(dp=6,1)/3,20(dp=4,4), p=0,028; ACURÁCIA GP/GC: aumento médio: 8,65(dp=7,3)/1,94(dp=3,5), p=0,002 – Teste Mann-Whitney).

Palavras-chave: Leitura; Intervenção Precoce; Programa Instrucional.

 

Minibiografias:

Danielle Dutenhefner de Aquino – Pós-graduada em Psicopedagogia pela UNISA e em Relações Interpessoais pela Universidade de Franca, graduada em pedagogia pela Universidade Paulista, atualmente integro o grupo de pesquisa de Transtornos de Leitura e Escrita vinculado ao Núcleo de Ensino, Assistência e Pesquisa em Escrita e Leitura da Universidade Federal de São Paulo.

Adriana de Souza Batista Kida – Fonoaudióloga, Pós-Doutora pela Universidade Estadual Paulista (UNESP – Marília) – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Doutora em Ciências – Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pesquisadora do Núcleo de Ensino, Assistência e Pesquisa em Escrita e Leitura (NEAPEL) do Departamento de Fonoaudiologia (UNIFESP).