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Simpósio 41

 SIMPÓSIO 41 – FORMAÇÃO DE PROFESSORES – PRÁTICAS DE AVALIAÇÃO DO ENSINO E DA APRENDIZAGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA

 

Coordenadora:

Ana Rita Salgueiro Gorgulho |Universidade de Aveiro / Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF)  | anarita_gorgulho@hotmail.com

 

Resumo:

O atual contexto de formação de professores, tanto inicial como contínua, constitui um fator de reflexão constante, pois os desafios apresentados à Escola exigem do trabalho educativo um elevado patamar profissional (Gomes, 2011). Associada à formação de professores e ao próprio ato educativo encontra-se a questão de avaliação. A reflexão em torno da avaliação, enquanto fenómeno complexo, dependente das conceções de sociedade, de educação e de ser Professor, é uma temática em que é necessário investigar e investir, conduzindo formadores e formandos a refletir sobre as práticas adotadas.

Encarando a avaliação como uma componente constante da ação pedagógica e não apenas como um momento específico da mesma (Veiga Simão, 2008), é objetivo deste simpósio conduzir a uma reflexão sobre as práticas de avaliação, nomeadamente no que refere ao ensino da língua portuguesa. Efetivamente, o sucesso do ensino passa, indiscutivelmente, pelo conhecimento linguístico dos professores, mas também pela sua capacidade de avaliar, de se avaliar e regular a sua prática docente.

Atendendo, ainda, a que o desenvolvimento se constitui como uma preocupação comum e de responsabilidade partilhada (Ferreira, Faria & Cardoso, 2015), pretende-se que as comunicações apresentadas a este simpósio possam contribuir para uma reflexão estratégica no setor da cooperação para o desenvolvimento, no que respeita à avaliação de aprendizagens dos alunos, que é intrínseca à formação de professores.

Será um contributo fundamental conhecer realidades escolares diversas, (também) diferentes da Portuguesa, no que diz respeito à avaliação que é feita ao processo de ensino e de aprendizagem da língua portuguesa, num contexto em que se assiste, em Portugal, a um aumento crescente de alunos vindos de outros países.

 

Palavras-chave: Formação de professores, Ensino e aprendizagem, Língua portuguesa, Avaliação.

 

Referências bibliográficas:

Ferreira, P. M., Faria, F., & Cardoso, F. J. (2015). O Papel de Portugal na Arquitetura Global do Desenvolvimento: Opções para o Futuro da Cooperação Portuguesa. (http://www.imvf.org/ficheiros/file/estudocooperacaoportuguesa_net.pdf, acesso em julho 2016)

Gomes, R. C. M. (2011). A formação dos professores no contexto atual. Revista de Educação, 14 (18), 103-125.

Veiga Simão, A. M. (2008). Reforçar o valor regulador, formativo e formador da avaliação das aprendizagens. In M. P. Alves, & E. A. Machado (org.), Avaliação com sentido(s): Contributos e Questionamentos (pp. 125-151). Santo Tirso: De Facto Editores.

                                                          

Minibiografia:

Ana Rita Gorgulho é formada em Educação Básica, fez mestrado em Ensino do 1.º e do 2.º ciclos do Ensino Básico, na Escola Superior de Educação de Santarém. Lecionou no 1.º ciclo do Ensino Básico e exerceu funções de assistente convidada na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém, integrando o Departamento de Línguas e Literaturas. Atualmente encontra-se a fazer doutoramento em Educação, no ramo da Supervisão e Avaliação, na Universidade de Aveiro, sendo bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

 

Resumos dos trabalhos aprovados

Comunicação 1

O uso do Laboratório Gramatical no Ensino e Aprendizagem da Escrita e da Gramática – Uma experiência na Formação Inicial de Professores

Autoras:

Ana Rita Gorgulho – Universidade de Aveiro / Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) – anarita_gorgulho@hotmail.com

Madalena Teixeira – ESE – Instituto Politécnico de Santarém / CEAUL – Universidade de Lisboa – madalena.dt@gmail.com

Sandra Lopes – ESE – Instituto Politécnico de Santarém – sandrafilipalopes@gmail.com

 

Resumo:

O tema desta comunicação resulta da experiência de Prática de Ensino Supervisionada (PES) que ocorreu durante a formação inicial de professores, num curso de Mestrado em Ensino do 1º e do 2º Ciclos do Ensino Básico, numa instituição de ensino superior portuguesa. O trabalho versa sobre a relação entre o conhecimento gramatical e a expressão escrita, no 2.º Ciclo do Ensino Básico, incidindo sobre a utilização do laboratório gramatical como recurso pedagógico.

Realizada uma avaliação diagnóstica, verificou-se que os alunos apresentavam dificuldades ao nível da escrita, e após uma análise mais aprofundada das suas produções textuais, compreendemos que essas dificuldades se prendiam com lacunas ao nível da compreensão e aplicação de aspetos gramaticais. Considerando que o desenvolvimento da competência de escrita assume particular relevo na vida de qualquer cidadão, na medida em que é uma atividade diária que o indivíduo tem que dominar para melhor se integrar nessa comunidade (Travaglia, 2009), e estando cientes da importância conferida à aprendizagem dos domínios da Gramática e da Escrita pelos documentos norteadores do ensino (MEC, 2015), concebemos os seguintes objetivos para este estudo: i) analisar o Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Básico (2015), no que refere ao ensino da Escrita e da Gramática; ii) evidenciar, através de uma revisão de literatura, a relação existente entre os dois domínios e as suas vantagens para a aprendizagem; iii) propor o laboratório gramatical como metodologia para o ensino-aprendizagem articulado da gramática e da escrita; iv) analisar os resultados da aplicação dos laboratórios gramaticais, no 5.º ano de escolaridade; v) refletir sobre práticas de avaliação em contexto de estágio pedagógico, nomeadamente o laboratório gramatical . Os procedimentos metodológicos utilizados para o efeito consistem numa abordagem de natureza qualitativa, sendo a investigação na prática o nosso eixo norteador.

Palavras-chave: Escrita; Gramática; Laboratório gramatical; Sucesso na aprendizagem; Formação inicial de professores.

 

Referências bibliográficas:

Portugal. Ministério da Educação e Ciência [MEC] (2015). Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Básico. Lisboa: MEC.

Travaglia, L. C. (2009). Gramática e Interação: Uma Proposta para o Ensino da Gramática. São Paulo: Cortez Editora.

 

Minibiografias:

Ana Rita Gorgulho é formada em Educação Básica, com mestrado em Ensino do 1.º e do 2.º ciclos do Ensino Básico, pela Escola Superior de Educação de Santarém. Lecionou no 1.º ciclo do Ensino Básico e exerceu funções de assistente convidada na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém, integrando o Departamento de Línguas e Literaturas. Atualmente encontra-se a fazer doutoramento em Educação, no ramo da Supervisão e Avaliação, na Universidade de Aveiro, sendo bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Madalena Teixeira é professora adjunta, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém, e coordenadora dos cursos de mestrado em Didática do Português e Ensino do 1º CEB e Português, História e Geografia de Portugal do 2º CEB. Fez pós-doutoramento, na Universidade Federal de Goiás, doutoramento na Universidade de Lisboa, mestrado na Universidade do Minho. É investigadora na Universidade de Lisboa. Tem-se dedicado ao ensino da Língua Portuguesa.

Sandra Lopes é licenciada em Educação Básica e mestranda em Ensino do 1ª e 2ª Ciclos do Ensino Básico, pela Escola Superior de Educação de Santarém. Os seus interesses de investigação incidem sobretudo sobre a avaliação de manuais escolares de português, nomeadamente no que respeita ao ensino da gramática.


Comunicação 2

Avaliação descritiva no ensino de Língua Portuguesa: letramento profissional de professores da rede municipal de Campinas (SP)

Autor:

Wladimir Stempniak Mesko – Unicamp (Brasil – SP) – wmesko@gmail.com

 

Resumo:

Esta pesquisa investiga a prática profissional denominada “descrição de saberes” de professores de Língua Portuguesa nos anos finais do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Campinas (Brasil – SP). Trata-se de um tipo de avaliação descritiva que deve embasar o planejamento docente a partir da definição de “grupos de saber”, correspondentes aos “níveis de saberes” dos alunos. Nosso objetivo é compreender como se constitui a descrição de saberes enquanto letramento profissional, aqui entendido como prática socioinstitucional em que a atividade voltada ao trabalho depende do uso da escrita. Neste trabalho, oferecemos alguns parâmetros para a inteligibilidade (MOITA LOPES, 2006) desta prática a partir de seus componentes históricos, interacionais e linguístico-discursivos investigados, respectivamente, em documentos institucionais, discussões de professores e no conjunto das descrições de saberes dos anos finais do Ensino Fundamental de Língua Portuguesa de 2015. Nossos dados foram produzidos a partir da atuação do pesquisador como coordenador pedagógico desta rede durante seis anos, cargo que participa do desenho de políticas educacionais e de estratégias para sua implementação. Atravessando diferentes governos e atingindo a marca de dez anos de existência, tal inovação (SIGNORINI, 2007) continua impondo uma pauta de discussão sobre o sentido da avaliação descritiva para o trabalho pedagógico e as possibilidades de sua efetiva realização. Seus impasses e contradições parecem confirmar a complexidade da prática de avaliação numa perspectiva sistêmica, particularmente evidente ao se tentar instituir uma avaliação mais formativa que classificatória, alinhada à busca por dispositivos de diferenciação pedagógica (PERRENOUD, 1999, 2000). Tal perspectiva tensiona elementos da cultura escolar (FRAGO, 2001), traduzida nos tempos, espaços, recursos, tradições e rituais de cada instituição, uma vez que “não se pode melhorar a avaliação sem tocar no conjunto do sistema didático e do sistema escolar” (PERRENOUD, 1999, p. 10-11).

Palavras-chave: avaliação; saberes; inovação; letramento.

 

Referências bibliográficas:

FRAGO, A. V. Fracasan las reformas educativas? La respuesta de un historiador. In Sociedade Brasileira de História da Educação (Org.). Educação no Brasil: História e historiografia (p. 21-52). Campinas, SP: Autores Associados, 2001.

MOITA LOPES, L. P. Uma Lingüística Aplicada mestiça e ideológica: interrogando o campo como linguista aplicado. In: MOITA LOPES, L. P. (org.). Por uma Lingüística Aplicada Indisciplinar. São Paulo: Parábola, 2006.

PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógicas. Trad. De Patrícia Ramos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

PERRENOUD, P. Pedagogia Diferenciada: das intenções à ação. Trad. Patrícia Chittoni Ramos. Porto alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

SIGNORINI, I. Letramento e inovação no ensino e na formação do professor de Língua Portuguesa. In: SIGNORINI, I. (org.). Significados da inovação no ensino de Língua Portuguesa e na formação de professores. Campinas-SP: Mercado de Letras, 2007.

 

Minibiografia:

O autor deste trabalho é mestre em educação na área de avaliação, ensino e formação de professores pela Faculdade de Educação da Unicamp (Brasil – SP) e doutorando em Linguística Aplicada no Instituto de Estudos da Linguagem desta mesma universidade. Também atua como Coordenador Pedagógico na Rede Municipal de Ensino de Campinas no âmbito da Coordenadoria de Educação Básica da Secretaria Municipal de Educação.


Comunicação 3

Avaliação Colaborativa da Produção Textual Acadêmica no Ensino e na Aprendizagem da Língua Portuguesa na Formação de Professores

Autor:

Silvagne Vasconcelos Duarte – UnB/UNIFAP – ventrueic@bol.com.br / silvagne_duarte@unifap.br

 

Resumo:

A comunicação “Avaliação Colaborativa da Produção Textual Acadêmica no Ensino e na Aprendizagem da Língua Portuguesa na Formação de Professores” visa mostrar a(s) contribuição(ões) para o ensino e a aprendizagem de produção textual como um processo de reflexão de uso e adequação da língua conforme o gênero textual produzido, possibilitando que o professor avalie e ressignifique sua prática docente e que o aluno possa se letrar nas práticas acadêmicas, bem como ter subsídios teóricos e metodológicos para desenvolver as atividades inerentes a sua profissão. Neste sentido, o embasamento teórico foi construído na discussão dos seguintes construtos: avaliação colaborativa (QUARESMA, 2001); produção textual acadêmica (MOTTA-ROTH; HENDGES, 2013); formação de professores (SILVA, 2010). A referida pesquisa se enquadra nos preceitos da pesquisa-ação de caráter etnográfico e cunho qualitativo ao longo da experiência e da prática do professor-pesquisador. Os insumos da análise de dados permite vislumbrar que tal prática tem oportunizado um crescimento contínuo do domínio da escrita pelos discentes que participam do processo ensino-aprendizagem da língua portuguesa.

Palavras-chave: Avaliação Colaborativa; Produção de Gêneros Textuais; Formação de Professores; Ensino/Aprendizagem; Língua Portuguesa.

 

Referências bibliográficas:

FIGUEIREDO, Francisco José Quaresma de. Correção com os pares: Os efeitos do processo da correção dialogada na aprendizagem da escrita em língua inglesa. Tese de Doutorado. Belo Horizonte: UFMG, 2001.

MOTTA-ROTH, Désirée; HENDGES, Graciela H. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2013.
SILVA, Kléber Aparecido; SALOMÃO, Ana Cristina Biondo (Org.). A Formação de Professores de Línguas: Novos Olhares. Vol. I. São Paulo: Pontes, 2010.

 

Minibiografia:

Silvagne Vasconcelos DUARTE é mestrando em Linguística Aplicada pela UnB. Professor Auxiliar de Estudos da Linguagem na Unifap, atuando nas disciplinas: Língua Portuguesa, Introdução aos Estudos Linguísticos, Fonética e Fonologia, Morfologia, Sintaxe, Sociolinguística, Semântica e Pragmática, Psicolinguística. Coordenador do Curso de Licenciatura em Letras Português/Inglês na Unifap.


Comunicação 4

Políticas linguísticas e ensino de PLE/PLA: (trans)formação docente na UnB e na UFRJ

Autores:

Kleber Aparecido da Silva – Universidade de Brasília (UnB) – kleberaparecidodasilva@gmail.com / kleberunicamp@yahoo.com.br

Davidson Martins Viana Alves – Universidade Federal Fluminense (UFF) / Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – alves.dmv@gmail.com

 

Resumo:

A trans/internacionalização crítica e as práticas de avaliação fazem parte da agenda atual das instituições de ensino superior (FINARDI, 2016; SARMENTO & ABREU-E-LIMA, 2016; ROCHA, BRAGA & CALDAS, 2015; RAJAGOPALAN, 2013; NICOLAIDES, SILVA, TÍLIO & ROCHA, 2013).  Nesse contexto, as universidades buscam formas de atrair estudantes do exterior, bem como firmar convênios para intercâmbios de estudantes, professores e pesquisadores. À parte os aspectos positivos desse cenário – como a troca de informações e a preparação de profissionais aptos a lidar com mudanças ininterruptas em diversas realidades culturais –, é preciso que atitudes bilaterais façam parte desses acordos. Além disso, não se pode abrir mão da qualidade e da avaliação da formação oferecida. Comprometida com essas questões, esta comunicação discute temas de relevância para as práticas de avaliação da formação educacional internacionalizada, a partir da Linguística Aplicada Crítica e da Pedagogia Crítica (RAJAGOPALAN, 2015; PENNYCOOK, 2001; FREIRE, 1970) e tendo como escopo um olhar avaliativo e crítico das nossas próprias experiências acadêmico-profissionais em dois loci de ensino e de pesquisa na área de português como língua estrangeira/adicional, a saber: a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Assim, as experiências e as reflexões que interfacearão esta comunicação pretendem contribuir para que a internacionalização não seja assumida de forma subserviente, com os países avançados ditando as regras do que julgam que deve ser feito na ciência (NÓBREGA, 2016). Nesta perspectiva, por fim, observa-se que ações pedagógicas mais contundentes que asseguram a qualidade educacional nas práticas de avaliação – não apenas de correção – relacionam-se, sobretudo, à criticidade. A partir disto, profissionais envolvidos no ensino-aprendizagem têm condições de esboçar uma política propositiva pautada no ensino e na formação de professores, como, por exemplo, de português como língua estrangeira/adicional em contextos de globalização e de internacionalização crítica.

Palavras-chave: Políticas linguísticas; ensino de português como PLE/PLA; práticas de avaliação; globalização e internacionalização crítica; (trans)formação docente.

 

Referências bibliográficas:

FINARDI, K. R. (Orgs) English in Brazil: views, policies and programs. Londrina, EDUEL, 2016.

FREIRE, P.Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1970.

NICOLAIDES, C.; SILVA, K. A.; TÍLIO, R.; ROCHA, C. H. (Orgs). Política e Políticas Linguísticas. 1. ed. Campinas -SP: Pontes Editores, 2013.

NÓBREGA, M. H. Políticas linguísticas e internacionalização da língua portuguesa: desafios para a inovação. Revista de Estudos da Linguagem, v. 24, p. 417-445, 2016.

PENNYCOOK. A. Critical Applied Linguistics: a critical introduction. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, 2001.

RAJAGOPALAN, K. Review of What is a context? Linguistic approaches and challenges. Language (Baltimore), v. 00, p. 00-00, 2013. RAJAGOPALAN, K. A geopolítica da língua inglesa e seus reflexos no brasil: por uma política prudente e propositiva. In: LACOSTE, Y. (Org.). A geopolítica do Inglês. São Paulo – SP: Parábola, 2005, p. 135-159. ROCHA, C. H.; BRAGA, D. B. ; CALDAS, R. R. (Orgs) Políticas linguísticas, ensino de línguas e formação docente: desafios em tempos de globalização e internacionalização. 1. ed. Campinas: Pontes Editores, 2015.

SARMENTO, S.; ABREU-E-LIMA, D. M; MORAES FIlHO, W. B. (Orgs). Do inglês sem fronteiras ao Idiomas sem fronteiras: na construção de uma política linguística para a internacionalização. Belo Horizonte. Editora da UFMG, 2016.

 

Minibiografias:

Kleber Aparecido da Silva é Pós-Doutor em Linguística Aplicada pela UNICAMP. Professor Adjunto III do Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (LIP) e orientador/pesquisador da PPG em Linguística da UnB e do PPG em Letras: Cultura, Educação e Linguagens da UESB. É o líder do Grupo de Pesquisa “Estudos Críticos e Avançados em Linguagem“. É o vice-presidente do GELCO. É o representante oficial do DF nas Olimpíadas de LP (MEC/Itaú Cultural e SENPEC).

Davidson Martins Viana Alves é mestrando em Estudos de Linguagem da Universidade Federal Fluminense, bolsista CNPq, licenciando em Letras: Português/Francês e licenciado em Letras: Português/Espanhol pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014), onde foi bolsista de Iniciação Científica da FAPERJ. Dedica-se à pesquisa sobre ensino-aprendizagem, aquisição, política e contato entre línguas e/ou variedades linguísticas.


Comunicação 5

Uso de TICs  no ensino de Língua Portuguesa: dificuldades e desafios no ensino superior

Autora:

Leonor Werneck dos Santos – UFRJ – leonorwerneck@gmail.com

 

Resumo:

Neste trabalho, proponho uma reflexão a respeito de experiência que engendrei na UFRJ (Brasil), utilizando Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) no ensino de Língua Portuguesa, em turmas de Comunicação Social e Letras. Somos professores em constante formação, por isso minhas reflexões apontam para as dificuldades e os desafios que encontrei, desde o planejamento das atividades até a organização das avaliações, utilizando os componentes online. Parte desta experiência por mim vivenciada tenho compartilhado em cursos de formação de professores, para estimulá-los a utilizar as TICs em suas aulas. O uso de AVA exige atividades adaptadas a variados recursos e ferramentas, por isso as mudanças são perceptíveis na dinâmica das aulas e das avaliações: maior interação entre professores e alunos, por exemplo, por meio de fóruns nos quais os alunos discutem entre si e com o professor temas concernentes aos temas abordados, o que faz com que alunos escrevam mais do que o normal; maior autonomia discente, uma vez que as tarefas podem ser feitas fora de sala de aula; possibilidade de solicitar, por exemplo, seminários em vídeo e resumos de debates dos fóruns, como tipos de avaliação. Meu objetivo principal, nesta apresentação, é discutir as estratégias didático-pedagógicas que elaborei ao usar plataformas e sites, como Moodle, Facebook, Wixsite, Edmodo e Youtube, em cursos presenciais, tomando como fundamentação teórica Lévy (2000), Barreto (2003, 2004), Moran (2004), Tavares (2007), Haguenauer (2010), Paiva (2013), Ramos, Alves Filho e Santos (2017, no prelo), dentre outros autores. As conclusões preliminares a respeito desta experiência destacam a necessidade de criar uma cultura de uso de TICs entre os alunos e nas instituições envolvidas, a importância de elaborar atividades específicas (quanto à forma e ao conteúdo) e a relevância de uma autoavaliação crítica, por parte de professores e demais envolvidos, quanto ao processo de ensino-aprendizagem.

Palavras-chave: língua portuguesa; ensino; tecnologia; AVA.

 

Referências bibliográficas:

BARRETO, R. G. Tecnologias na formação de professores: o discurso do MEC.

Educação e Pesquisa, São Paulo, v.29, n.2, p. 271-286, jul./dez., 2003.

BARRETO, R.G. Tecnologia e educação: trabalho e formação docente. Educação  Sociedade, Campinas, vol. 25, n. 89, p. 1181-1201, Set./Dez. 2004.  Disponível em <http://www.cedes.unicamp.br>

HAGUENAUER , C. Uso da plataforma Moodle no apoio ao ensino presencial: um estudo de caso. Revista digital Educaonline – UFRJ. V.4, janeiro/ abril de 2010. p. 1-16.

LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2000.

MORAN, J. M. Ensino e aprendizagem inovadora com tecnologias audiovisuais e telemáticas. In: Moran, J. M.; MASETTO, M. T.; BEHRENS, M. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 8. ed. Campinas: Papirus, 2004. p. 11-63.

PAIVA, V. L. M . O. A formação do professor para uso da tecnologia. In: SILVA, K.. A.; DANIEL, F. G.; KANEKO-MARQUES, S. M.; SALOMÃO, A. C. B. (Orgs). A formação de professores de línguas: Novos Olhares. v. 2. Campinas/SP: Pontes, 2013. p. 209-230.

RAMOS, P.; ALVES FILHO, F.; SANTOS, L.W.dos. Gêneros digitais: muito além do hipertexto. In: MARQUESI, S.; ELIAS, V.; PAULIUKONIS, M.A. (org.). Linguística de Texto e ensino. 2017. [no prelo]

TAVARES, K. A formação do professor on-line: de listas de recomendações à reflexão crítica. II Seminário de Estudos em Linguagem, Educação e Tecnologia, Faculdade de Letras, UFRJ, de 21 a 31 de maio de 2007.

 

Minibiografia:

Mestrado e Doutorado em Língua Portuguesa, pela UFRJ, onde atua como docente desde 1995. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Linguística de Texto, gêneros textuais, referenciação, articulação textual, literatura infantil e juvenil e ensino de leitura. Estágio de Pós-Doutoramento sob a supervisão da Profa. Dra. Mônica Cavalcante/UFC, com Bolsa Pós-Doutorado Sênior do CNPq. Site: http://leonorwerneck.wixsite.com/leonor


Comunicação 6

Políticas de (trans)formação docente e os seus impactos em Mato Grosso/Brasil

 

Autores:

Helenice J. Roque-Faria – UNEMAT- Sinop/MT – helenicefariaj@gmail.com

Kleber Aparecido da Silva – Universidade de Brasília (UnB) – kleberaparecidodasilva@gmail.com / kleberunicamp@yahoo.com.br

 

Resumo:

Dentre os diversos assuntos sobre a educação brasileira e que se espraiam na atualidade,  a  (trans)formação e avaliação  docente constitui tema recorrente nas agendas públicas colocando em cena os atores sociais professores (GIL e Vieira-Abrahão, 2006), consequentemente os alunos. Observamos que os programas emergidos na atualidade versam instrumentalizar, qualificar, sobretudo, aprofundar os conhecimentos dos professores da educação básica – Ensino Fundamental – “no que se refere aos diversos subsistemas fonológico, morfológico, sintático e semântico-pragmático da linguagem; […] conforme portaria 260 do Centro de Aperfeiçoamento Pessoal do Ensino Superior (CAPES/2011), discurso marcado e evidenciado nas  avaliações aplicadas aos alunos como as Olimpíadas Nacionais de Língua Portuguesa, a Prova Brasil, o Exame Nacional do Ensino Médio, instrumentos que medem a qualificação dos estudantes, concomitantemente a atuação do professor, em contexto de sala de aula. Assim, este trabalho discute as ações governamentais formativas, especificamente em contexto mato-grossense, a partir de questionamentos tais como:  a) De que forma as políticas formativas ressoam na compreensão e prática dos formadores?  b) A proposta de (trans)formação, quais sejam, inicial e contínua provoca (re) posicionamento e avaliação das práticas pedagógicas? Utilizamo-nos de um instrumento de pesquisa, entrevista semiestruturada, realizada com 3 (três) formadores da região centro oeste envolvidos na (trans)formação inicial e contínua para compreender a reflexão destes participantes sobre o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID/Língua Portuguesa), o Programa de Formação em Letras (PROFLETRAS/Sinop-MT) e a política de formação oferecida pelo Centro de Formação Profissional (CEFAPRO/MT). Atentos ao engajamento do Estado e os desafios da docência no século XXI evidenciaremos, pelo discurso formador, apontamentos sobre o processo formativo e avaliativo, intrínseco na construção da identidade tanto do aluno como para o professor.  Pautados na literatura de caráter etnográfico e crítico da linguagem como Silva e Roque-Faria (2017), Roque-Faria (2016, 2014), Silva (2014, 2013); Santos e Ramos (2014, 2013), Imbernón (2012), só para citar alguns, apontamos a fulgente necessidade de dialogar sobre as políticas formativas e entender seus reflexos nas práticas sociais de sala de aula (Silva e Roque-Faria, 2017).

Palavras-chave: políticas de (trans)formação, avaliação de Ensino/aprendizagem de Língua Portuguesa.

 

Referências bibliográficas:

CAPES. Programa institucional de bolsa de iniciação à docência. Disponível em: http://www.capes.gov.br/images/stories/download/legislacao/Portaria260PIBID011_NomasGerais.pdf >. 2011_NomasGerais.pdf>. 2011. Acesso em: 12 dez. 2013.

GIL, Glória. Educação de Professores de Línguas: Os Desafios do Formador. GIL, Glória. Vieira-Abrahao,Maria Helena. (Orgs). Campinas: Pontes Editores,2006.

IMBERNÓN, Francisco. Inovar o ensino e a aprendizagem na Universidade. São Paulo: Cortez, 2012.

RAMOS, Rosinha de Castro Guerra. SANTOS, Leandra Ines Seganfredo, Lucineide Silva. Formação Continuda em Mato Grosso: análise dos documentos orientativos do programa/projeto Sala de Professor/educador. Revista ACTA SEMIÓTICA. v.17, ano 36, n.1, jan./jun, 2012. p.80-105. Disponível em:<http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/actas/article/view/15557/8897> Acesso em: Acesso em: 12 dez 2013.

ROQUE-FARIA, Helenice Joviano. (Des) Encontros na Formação Docente na/para a EJA:Reflexões sobre o curso de Letras, O PIBID e o Projeto Sala de Educador. Dissertação (Mestrado) – Universidade do Estado de Mato Grosso. Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2014.

SANTOS, Leandra Ines S., RAMOS, Rosinda de Castro Guerra. Anais do X CBLA. v.2, n.1, Rio de Janeiro, 2013.

SILVA, Kleber Aparecido da. Linguística Aplicada, crenças e formação de professores na contemporaneidade. In: Linguagem, Ciência e Ensino: desafios regionais e globais. Leandra Ines Santos Seganfredo/Kleber Aparecido da Silva.(Orgs) Campinas, SP: Pontes Editores, 2013.

SILVA, Kleber Aparecido da. ROQUE -FARIA. A configuração identitária docente no contexto de formação inicial do PIBID. In:A formação de professores de línguas e o PIBID:experiências, crenças e identidades. Silva e Roque-Faria(Orgs). NEA,2017.

 

Minibiografias:

Helenice Joviano Roque de Faria é Graduada em Letras pela Universidade do Vale do Rio Doce. Mestre em Linguística pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). Doutoranda em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB). Atualmente atua com as disciplinas de Linguística e Língua Portuguesa na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). Membro do Grupo de “Estudos Críticos e Avançados em Linguagem” certificado pelo CNPq/UnB. Tem como foco pesquisar o processo de formação inicial e contínua em contexto de ensino de Língua Portuguesa.

Kleber Aparecido da Silva é Pós-Doutor em Linguística Aplicada pela UNICAMP. Professor Adjunto 3 do Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (LIP) e orientador/pesquisador do curso de pós-graduação (Mestrado/Doutorado) em Linguística (PPGL) da UnB e do Programa de Pós-Graduação em Letras: Cultura, Educação e Linguagens da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Tem publicado artigos em diversos periódicos e em livros de estudiosos da Linguística Aplicada Crítica tanto no Brasil quanto no exterior. Os seus focos de interesse em pesquisa são: a geopolítica do português do Brasil e políticas de ensino-aprendizagem e de formação de professores de línguas estrangeiras/adicionais. É o líder do Grupo de Pesquisa “Estudos Críticos e Avançados em Linguagem“, certificado pelo CNPq. É o vice-presidente do GELCO, no biênio 2015-2016. 


Comunicação 7

A importância da avaliação diagnóstica na construção das sequências didáticas

Autoras:

Ana Silvia Moço Aparício – USCS – anaparico@uol.com.br

Maria de Fátima Ramos de Andrade – UPM/USCS – mfrda@uol.com.br

 

Resumo:

O projeto PIBID – programa de iniciação à docência – tem propiciado inúmeras contribuições tanto no campo da escola pública quanto no contexto da universidade. A experiência de um trabalho em parceria fez com que revíssemos e consequentemente ampliássemos o nosso “olhar”/conhecimento sobre a dinâmica da sala de aula.  O presente texto apresenta um estudo sobre o processo de avaliação diagnóstica na construção de sequências didáticas. A proposta de iniciação à docência da USCS tem como estratégia formativa a ideia da investigação didática, cujo eixo – em parceria com as escolas – é a construção de sequências didáticas. Um elemento importante na elaboração da sequência didática é a avaliação. Apoiadas nos estudos de Luckesi (2002), Perrenoud (1999) e Vasconcelos (2000), analisamos como os momentos de avaliação foram importantes para que se projetassem futuras ações (a construção de sequências). Com a análise do trabalho realizado no projeto PIBID/USCS, constatamos a necessidade de investir no aprendizado deste conteúdo – a avaliação da produção escrita dos alunos no Ensino Fundamental – no curso de formação de Pedagogia.

Palavras-chave: avaliação; investigação didática; PIBID.

 

Referências bibliográficas:

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 2002.

PERRENOUD, Philippe. Avaliação – Da excelência à regulação das aprendizagens – Entre duas lógicas. Porto Alegre, Artmed, 1999.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da Aprendizagem – Práticas de Mudança: por uma práxis transformadora. São Paulo: Libertad, 2000.

 

Minibiografias:

Ana Silvia Moço Aparício – Possui graduação em Letras pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Penápolis (1983), mestrado (1999) e doutorado (2006) em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com estágio sanduíche em Didática de Língua Materna no LIDILEM. Tem experiência docente em cursos de graduação e pós-graduação em Pedagogia e Letras, nas áreas de Linguística, Alfabetização, Ensino de Língua Portuguesa, Didática da Língua Materna e Educação a Distância, como tutora e autora de material didático. Atualmente é professora do Curso de Pedagogia e do Mestrado Profissional em Educação na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (SP).

Maria de Fátima Ramos de Andrade – Possui graduação em Pedagogia PUC/São Paulo, Mestrado em Educação pela USP, Doutorado em Comunicação Semiótica pela PUC/SP e pós-doutorado em Políticas e Práticas da Educação Básica e Formação de Professores pela Fundação Carlos Chagas. Atua em cursos de graduação e pós-graduação em Educação. Desenvolve pesquisas sobre os seguintes temas: Desenvolvimento profissional da docência, Alfabetização, Educação infantil, Educação a distância, Linguagem audiovisual, cinema de animação (textos multimodais).


Comunicação 8

Análise da produção de narrativas sobre avaliação em um curso de pós-graduação em Didática do Ensino da Saúde

Autoras:

Symara Abrantes Albuquerque de Oliveira Cabral – Instituto Federal da Paraíba – symara_abrantes@hotmail.com

Sayonara Abrantes de Oliveira Uchoa – Instituto Federal da Paraíba – sayonara_abrantes@hotmail.com

 

Resumo:

Na formação professores, a Língua Portuguesa constitui pressuposto essencial para a prática, independente da área de formação e atuação, ou seja, da multidisciplinaridade envolvida. Nos dias atuais, em que se demanda um sistema educacional com currículos integrados e que favoreçam a reflexão e autonomia do educando, os cursos da área de saúde são, no Brasil, percussores das metodologias ativas de ensino e aprendizagem, mas nem todos os profissionais envolvidos como educadores estão preparados para tal, especialmente no que concerne a práticas avaliativas e pressupostos para aplicação das ferramentas necessárias, como a utilização da Língua Portuguesa na elaboração das narrativas. Neste sentido, objetivou-se com o presente estudo a análise da produção de narrativas com o disparador “avaliação” elaboradas por quarenta docentes de um curso de pós-graduação em Didática do Ensino da Saúde, sendo estes com formações em áreas distintas, dentre as quais: medicina, enfermagem, farmácia, dentre outras. Foram utilizados como pressupostos de análise a utilização adequada da Língua Portuguesa em todos os seus aspectos elementares, e ainda os conceitos acerca da avaliação utilizados comumente à Didática de Ensino no ensino superior. Foi realizada leitura criteriosa das narrativas de forma a pontuar tanto erros elementares de utilização da Língua Portuguesa como das experiências didáticas elencadas. Constatou-se que a maioria das narrativas apresentaram erros elementares de utilização da Língua Portuguesa, e ainda conceitos e experiências avaliativas discernentes às metodologias de ensino problematizadoras, dados que sugerem melhores estratégias formativas de docentes, especialmente no sentido de fortalecer o ensino para a utilização adequada da Língua Portuguesa como essencial em todos os processos formativos.

Palavras-chave: Ensino; Avaliação; Língua Portuguesa; Didática.

 

Minibiografias:

Symara Cabral – Doutorado em andamento pela Santa Casa da Misericórdia de São Paulo. Mestre em Sistemas Agroindustriais pela Universidade Federal de Campina Grande. Especialização em Processos Educacionais na Saúde pelo Hospital Sírio Libanês. Graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Campina Grande. Discente do Curso de Letras do Instituto Federal da Paraíba.

Sayonara Uchoa – Doutorado em andamento em Linguística pela Universidade Federal da Paraíba. Mestre em Linguística pela Universidade Federal da Paraíba. Graduada em Letras pela Universidade Federal de Campina Grande. Docente do Curso de Letras do Instituto Federal da Paraíba.


Comunicação 9

Didática da Leitura Subjetiva: em cena o sujeito leitor

Autora:

Izabel Cristina Marson – Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) –izabelcmarson@gmail.com

 

Resumo:

Este trabalho tem por objetivo apresentar a pesquisa de mestrado intitulada “Didática da leitura subjetiva: o sujeito leitor no ensino de leitura na escola”, que propõe um plano de trabalho docente e oficina para professores da rede básica  a partir da análise e leitura de quatro livros do Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE): O que a terra está falando, de Ilan Brenman, 2011; Nenhum peixe aonde ir, de Marie-Francine Hébert, 2013; A chegada, de Shaun Tan, 2006; e Guerra dentro da gente, de Paulo Leminski, 2006. Partindo do diálogo intertextual baseado no tema “conflitos sociais”, tem-se como intuito pesquisar a depreensão do texto literário por meio de elementos que revelam a subjetividade do leitor, bem como sua competência estética (Rouxel: 2014, p.28). Plano de trabalho e oficinas para professores aqui integram proposições de formas de avaliação diagnóstica dos saberes de alunos e educadores, sendo o primeiro composto por treze encontros em sala de aula e as oficinas contando com nove atividades. Deste modo, as propostas visam indicar que o ensino de leitura requer, para professores, formação e capacitações; e, para os alunos, atividades coerentes, com avaliações diagnósticas que apontem direções pertinentes a novas leituras emancipatórias no campo do literário. A pesquisa justifica-se pela subjetividade da leitura estar inserida de forma constitutiva no ato de ler, como questão contextual, sociocultural e identitária do leitor em formação (Jouve: 2013, p.65). Com o delineamento do ensino de leitura a partir do texto literário no contexto de atividades formadoras para professores e alunos estima-se apresentar práticas avaliativas que contribuam para a aprendizagem da Língua Portuguesa por meio da leitura.

Palavras-chave: Leitura subjetiva; Ensino de Leitura; Ensino Fundamental II; Língua Portuguesa.

 

Referências bibliográficas:

Jouve, Vincent. A leitura como retorno de si: sobre o interesse pedagógico das leituras subjetivas. Trad. Neide Luzia de Rezende. ROUXEL, Annie; LANGLADE, Gérard; RESENDE, Neide Luzia de. (Orgs). Leitura Subjetiva e ensino de literatura. São Paulo: Alameda, 2013.

ROUXEl, Annie. Ensino de Literatura: experiência estética e formação do leitor. ALVES, José Helder Pinheiro (Org). Memórias da Borborema 4: discutindo a literatura e seu ensino. Campina Grande: Abralic, 2014.

 

Minibiografia:

Mestre em Língua Portuguesa e Literatura. Atua na educação básica da escola pública brasileira. Ênfase nos trabalhos de ensino de leitura para crianças e jovens, sob a vertente dos estudos de Annie Rouxel (2013) dos estudos sobre a Didática da Leitura Subjetiva.  Desenvolve a publicação de artigos sobre o ensino de leitura.


Comunicação 10

Metáforas Criativas: um olhar exotópico para o aprendizado da Língua Portuguesa pelo estudante visual (surdo) como L2

Autor:

Anderson Simão Duarte – Universidade Federal de Mato Grosso – anderson.uf.libras@gmail.com

 

Resumo:

A presente pesquisa teve como sujeitos estudantes visuais (surdos) oriundos da Rede Pública de Ensino de Cuiabá e Várzea Grande, Mato Grosso, e alunos em formação inicial no Curso de Letras Libras da Universidade Federal de Mato Grosso, participantes de um processo de aprendizagem de Língua Portuguesa como segunda língua (L2). A proposta de um olhar exotópico da palavra SURDO e/ou VISUAL, numa perspectiva de formação docente, permeou todos os caminhos deste estudo, com referências desde Aristóteles aos contextos contemporâneos. O estudo fiou-se nas Metáforas Criativas, estratégia linguística utilizada pelo estudante visual em decorrência de seus saberes e experiências sociais, para a aprendizagem da Língua Portuguesa na modalidade escrita. A pesquisa é qualitativa, tendo como base teórica Bakhtin, Vigotski, González Rey e Couto. O objetivo cerne deste estudo foi o exequível processo linguístico dos estudantes visuais na construção grafocêntrica dos saberes, a partir de um olhar humanista e exotópico, refletido nas ações pedagógicas e metodológicas, que concebe a capacidade de aprendizagem do sujeito visual como Eficiente e não como Deficiente. Valendo-se de instrumentos pedagógicos, ora convencionais, ora inovadores, o percurso metodológico desta pesquisa compreendeu aulas, oficinas, entre outras atividades, no período de 2013 a 2015, em curso de extensão realizado na UFMT. Tomou-se como fonte geradora de dados também a produção escrita dos participantes visuais no decorrer das ações teóricas e práticas compartilhadas nas aulas. Obteve-se, como resultado, após avaliação dessa experiência de ensino, o uso da escrita da Língua Portuguesa como segunda língua pelo estudante visual de forma eficaz e coerente dentro das normas da respectiva gramática. Conclui-se que se faz urgente o entendimento educacional de que o estudante visual tem uma lógica em seu aprender, que é própria e única, e o educador deve, como aprendiz, após uma avaliação reflexiva, compreender este processo.

Palavras-chave: Metáforas Criativas; Língua Portuguesa; Escrita; Visual; Surdo.

 

Minibiografia:

Doutor em Educação. Mestre em Estudos de Linguagem. Professor Adjunto do Curso de Graduação Letras Libras, licenciatura da Universidade Federal de Mato Grosso. Coordenador/Sub-coordenador dos Grupos de Pesquisa Rebak Sentidos e Relendo Bakhtin. Coordenador PIBID do Sub-projeto Libras.


Comunicação 11

Aquisição de Leitura e Escrita (Letramentos) de aluno surdo como segunda língua e avaliação de ensino/aprendizagem, potencializadas pela Tecnologia Assistiva: a discursividade dos agentes letradores 

Autoras:

Jackeline Cabral Loureiro de Almeida – Universidade do estado do Mato Grosso – UNEMAT – jackloureiro@gmail.com

Sandra Luzia Wrobel Straub – Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT – wrobelstraub.sandra@gmail.com

 

Resumo:

As discussões sobre a inclusão do aluno surdo no ensino regular brasileiro têm sido alvo de inúmeras discordâncias, tanto por surdos quanto por ouvintes por causa da sua especificidade linguística. A política nacional brasileira, mais precisamente o Decreto 5.626/05, capítulo IV, artigo 14º e 15º, ampara que o ensino/aprendizagem do aluno surdo, deverá ser feito em LIBRAS, e na modalidade escrita, em língua portuguesa como segunda língua, alega ainda que deve ser ministrada em uma perspectiva que visa despertar o interesse e criar oportunidades de aprendizagem na leitura/escrita, e que, a avaliação deverá ser de forma diferenciada e coerente com a língua portuguesa (L2). Para os autores (FERNANDES, 2003; KARNOPP, 2004; LODI, 2004; GOÉS E LOPES, 2004; GUARINELLO, 2006), a língua escrita pode ser apropriada pelo aluno surdo tanto quanto pelos demais, isso se a metodologia recorrer aos ensinos e as estratégias visuais, levando em conta a priori sua língua materna. No entanto o que tem se percebido ao longo dos anos é que os alunos surdos não estão sendo alfabetizados, ou seja, não adquiriram a leitura/escrita da língua portuguesa como a segunda língua. Baseando-se em experiências vivenciadas por professores e alunos, esta pesquisa pretende compreender os efeitos de sentido produzidos em sala de aula pelos surdos na aquisição da língua portuguesa como segunda língua e os processos avaliativos dessa aprendizagem, através da discursividade de professores, coordenadores, intérpretes e alunos surdos, na cidade de Sinop, localizada no norte do Mato Grosso – Brasil. Diante do proposto permearão esta pesquisa nas questões teóricas, metodológicas e analíticas a Análise de Discurso da linha francesa e com base na pesquisa-ação o trabalho com a língua de sinais e a alfabetização de alunos surdos tendo a Tecnologia Assistiva como objeto no processo de alfabetização (letramentos) e avaliação na aprendizagem.

Palavras-chave: ensino e aprendizagem; aluno surdo; análise de discurso; língua portuguesa; avaliação.

 

Referências bibliográficas:

BRASIL – Decreto 5.626 de 22 de dezembro de 2005. Brasília: Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, 2005.

FERNANDES, Sueli. Conhecendo a surdez. In: BRASIL Saberes e práticas da inclusão: dificuldades de comunicação e sinalização; surdez; educação infantil. Brasília: MEC/SEESP, 2003.

LODI, Ana C. et al (Org). Leitura e escrita no contexto da diversidade. Porto Alegre: Mediação, 2004.

GUARINELLO, Ana Cristina. O papel do outro na escrita de sujeitos surdos. São Paulo: Plexus, 2006.

GOES, Maria Cecília R, LOPES, P. A linguagem do brincar repercussões do “faz-de-conta” para o processo de letramento. Porto Alegre: Mediação, 2004.

KARNOPP, Lodenir. O poder da escrita e a escrita do poder. LODI, Ana C. et al (Org). Leitura e escrita no contexto da diversidade. Porto Alegre: Mediação, 2004.

 

Minibiografias:

Jackeline Cabral Loureiro de Almeida – Licenciatura em Pedagogia pela Universidade do Estado do Mato Grosso – UNEMAT/Juara, fui professora na Universidade do Estado do Mato Grosso – UNEMAT/Juara nas áreas de Libras/Educação Especial, Intérprete de Língua de Sinais – LIBRAS – pelo Centro de Apoio a Inclusão do Surdo – CASIES/Cuiabá, Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Letras, UNEMAT/Sinop, Pesquisadora Bolsista pela CAPES, Membro do grupo de Pesquisa “Educação Científico-Tecnológica e Cidadania” certificado pelo CNPQ.

Sandra Luzia Wrobel Straub – Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina, Doutorado em linguística na área da Análise de Discurso pelo IEL/UNICAMP. Professora Adjunta da Universidade do Estado de Mato Grosso e membro titular do quadro docente do PROFLETRAS – Mestrado Profissional em Letras e do Mestrado Acadêmico em Letras, UNEMAT/Sinop. Líder do Grupo de Pesquisa “Educação Científico-Tecnológica e Cidadania” e membro do grupo “Educação e Estudos da Linguagem”, ambos certificados pelo CNPQ.


Comunicação 12

A formação continuada do professor de Língua Portuguesa no contexto do Ensino Médio com Intermediação Tecnológica

Autor:

José Expedito de Jesus Júnior – Secretaria da Educação do Estado da Bahia – jose.expedito@educacao.ba.gov.br

 

Resumo:

A compreensão da ideia de formação continuada de professores necessita ser alinhada com o debate das políticas públicas educacionais e da identidade profissional docente. Precisa considerar como eixos estratégicos da formação permanente e em serviço a pessoa do professor/professora e a organização escolar (NÓVOA, 2002). O objetivo deste trabalho é apresentar a experiência da formação continuada e em serviço dos professores de Língua Portuguesa do Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (EMITEC), atuantes no âmbito da Educação Básica. Partimos do pressuposto de que a formação continuada do professor e o trabalho coletivo são dois processos articulados e interdependentes. O conhecimento resultante do trabalho coletivo não é dado como pronto e acabado, mas como processo de construção e reconstrução permanente nas ações de formação continuada e em serviço. Estruturamos as ações de formação continuada e em serviço dos professores do EMITEC em encontros semanais, presenciais e a distância (no ambiente de aprendizagem virtual – AVA Moodle), distribuídos em quatro tempos articulados que caracterizam o trabalho coletivo: mobilização; aprofundamento; planejamento; avaliação. Para auxiliar a compreensão deste relato de experiência, servimo-nos da ideia de formação continuada referenciada na perspectiva inovadora, tomando a dinâmica da mediação tecnológica como base, a troca de experiências e a partilha de saberes como redes colaborativas de formação individual e coletiva, a reflexão da prática e sobre a prática, a mobilização de vários tipos de saber: práticos, teóricos e da militância pedagógica (NÓVOA, 2002); do conceito de trabalho coletivo tomado como categoria estratégica da gestão pedagógica, que traz em sua abordagem uma visão articulada, interdependente e compreensiva da participação e da aprendizagem em grupo (JESUS JÚNIOR, 2015).  A formação dos docentes do EMITEC, aliada à ação do trabalho coletivo, permite a troca de experiências, o fortalecimento/desenvolvimento de competências socioprofissionais e organizacionais, bem como a consolidação da identidade profissional docente.

Palavras-chave: Formação docente; Gestão Pedagógica; EMITEC; Práticas de Avalição.

 

Referências bibliográficas:

JESUS JÚNIOR, J. E. Gestão educacional: um estudo da dimensão pedagógica no município de Ibotirama – Bahia. 2015. 212 f. Dissertação (Mestrado em Gestão e Tecnologia Aplicadas à Educação), Departamento de Educação (DEDC I), Universidade do Estado da Bahia, Salvador, 2015.

NÓVOA, António. Formação de professores e trabalho pedagógico. Lisboa: Educa, 2002.

 

Minibiografia:

Mestre em Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Pedagogo pela Universidade Católica do Salvador. Atualmente, é coordenador pedagógico no Centro Estadual de Referência do Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (CEMITEC) da Secretaria da Educação do Estado da Bahia. Pesquisa sobre Gestão educacional na perspectiva multidimensional e é membro do Grupo de Pesquisa Educação, Universidade e Região (EdUReg).


Comunicação 13

Os resultados das intervenções dos programas de formação contínua nas práticas das professoras e na alfabetização dos alunos

Autores:

Mariany Almeida Montino – Universidade Estadual do Tocantins – mariany.am@unitins.br

Pedro da Cunha Pinto Neto – Universidade Estadual de Campinas – pedrocpn@unicamp.br

 

Resumo:

A formação contínua, nos últimos anos do século XX, tornou-se um elemento fundamental de atualização frente às mudanças aceleradas no plano do trabalho, incluindo a educação escolar. Seja qual for o modelo de formação e a época no qual se apresente, observa-se um enfrentamento que, segundo Viñao Frago* se estabelece entre as culturas dos reformadores e gestores e a cultura das professoras das séries iniciais, o que parece compor um diálogo truncado entre esses agentes. Neste trabalho buscamos interrogar o modelo de formação contínua elaborado pelos programas oficiais de ensino no sentido de compreender quais efeitos promovem, de fato, no interior da sala de aula, na mudança das práticas das professoras e na aprendizagem e alfabetização dos alunos. Para tanto, buscamos investigar o modelo de formação contínua da Secretaria de Educação de um dos municípios do interior do estado de São Paulo, as orientações e diretrizes metodológicas oferecidas às suas professoras e a forma como essa formação interfere ou não na mudança das suas práticas pedagógicas e no processo de ensino x aprendizagem; Buscamos também compreender os efeitos desse modelo de formação observados em uma das escolas da rede municipal de ensino, especificamente na disciplina de Língua Portuguesa, a partir dos registros feitos por quatro professoras dos conteúdos e atividades realizadas ao longo do período de dez anos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com dados extraídos da Análise Documental dos registros das atas de Reuniões Pedagógicas da escola e dos Diários de Classe das professoras, especificamente voltados para a alfabetização dos alunos na Língua Portuguesa, tratados à luz da Análise de Conteúdo. Os resultados apontam que a participação nos programas de formação contínua tende a favorecer a alteração das práticas das professoras, que aparecem marcadas pela mescla das contribuições de propostas tradicionais e construtivistas, no entanto, essas alterações não se refletem, de forma significativa, nas aprendizagens dos alunos.

Palavras-chave: Formação Contínua; Formação de Professores; Alfabetização.

 

Referência bibliográfica:

VIÑAO FRAGO, Antônio. Do espaço escolar e da escola como lugar: propostas e questões. In: VIÑAO FRAGO, A.; ESCOLANO, B. Currículo, espaço e subjetividade. Rio de Janeiro: DPA, 1998.

 

Minibiografias:

Mariany Almeida Montino – Graduada em Pedagogia, Mestre e Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Participou do programa intercalar de doutoramento na Universidade de Lisboa com financiamento CAPES, no programa PDEE. Atuou, no período de 25 anos como professora, coordenadora, diretora e supervisora em escolas de Educação Básica. Atualmente é docente e pesquisadora da Universidade Estadual do Tocantins. Atua nas áreas de Planejamento, Avaliação, Gestão Escolar, Gestão da Aprendizagem, Educação Básica, Alfabetização e Gestão de Conflitos.

Pedro da Cunha Pinto Neto – Licenciado em Química, Mestre e Doutor em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Docente da Faculdade de Educação da Unicamp desde 1998. Atua na formação de professores, na pós-graduação em disciplinas que abordam as relações entre ciência e ensino, orientando trabalhos que abordam o ensino das ciências, a difusão das ideais científicas e demais questões da educação escolar. Na Faculdade de Educação da Unicamp exerceu os cargos de Coordenador da Comissão de Biblioteca, Coordenador Associado das Licenciaturas, Coordenador de Ensino de Graduação em Licenciaturas.


Comunicação 14

O Ensino e a Avaliação da Língua Portuguesa – Um estudo na Formação em Serviço de Professores do Ensino Básico de São Tomé

 Autoras:

Ana Rita Gorgulho – CIDTFF – Universidade de Aveiro –anarita_gorgulho@hotmail.com

Nilza Costa – CIDTFF – Universidade de Aveiro – nilzacosta@ua.pt

Madalena Teixeira – ESE – Instituto Politécnico de Santarém / CEAUL – Universidade de Lisboa – madalena.dt@gmail.com

 

Resumo:

Esta comunicação insere-se numa investigação em desenvolvimento[1] com foco na  construção de conhecimento profissional sobre avaliação, na formação em serviço, de professores de Língua Portuguesa (LP) do 2.º ciclo do Ensino Básico (EB), em São Tomé (ST). O estudo é de natureza predominantemente qualitativa (Bogdan & Biklen, 1994; Bryman, 2012) e está assente num plano metodológico de estudo de caso, com características de investigação-ação.

Portugal assume uma grande importância no quadro de ajuda externa a São Tomé e Príncipe (STP), que tem vindo a beneficiar de várias ações na área da educação.  Efetivamente, STP apresenta uma elevada taxa (cerca de 60%) de professores sem formação específica (Ministério da Educação, Cultura e Ciência de São Tomé e Príncipe, n.d.), situação que se deve, em parte, ao facto de ter havido um aumento significativo do número de alunos, o que conduziu ao alargamento da rede escolar e que levou a integrar no sistema educativo muitos “professores sem formação inicial” (Gomes, 2014, p. 65). Neste sentido, definiram-se como eixos estratégicos[2], entre outros, a melhoria do sistema de avaliação das aprendizagens e do sistema de ensino, assim como a valorização e profissionalização docente.

Neste seguimento, e resultante da investigçaão em curso, são objetivos desta comunicação: i) Caracterizar o ensino e avaliação da LP no EB, em STP, com base nas diretrizes do programa oficial e nas conceções e práticas de professores; ii) Caracterizar as ações de formação docente dinamizadas em ST no que refere à avaliação em LP; iii) Apresentar um esboço da oficina de formação em construção, a desenvolver com  professores são-tomenses, a partir de necessidades formativas identificadas.

 

Palavras-chave: Ensino da Língua Portuguesa; Avaliação; Formação em serviço; Conhecimento profissional docente; São Tomé e Príncipe.

 

Referências bibliográficas:

Bogdan, R. C., & Biklen, S. K. (1994). Investigação qualitativa em Educação. Porto: Porto Editora.

Bryman, A. (2012). Social research methods (4th ed.). New York: Oxford University Press.

Gomes, M. M. (2014). Efeitos da formação de professores na promoção de capital de conhecimento em São Tomé e Príncipe – O coletivo de história. Dissertação de Mestrado em Supervisão Pedagógica. Lisboa: Universidade Aberta, Departamento de Educação e Ensino a Distância. Retrieved from http://repositorioaberto.uab.pt/handle/10400.2/4001

Ministério da Educação Cultura e Ciência de São Tomé e Príncipe. (n.d.). Programa Acelerar o Desempenho Educativo 2015-2018. Retrieved from http://mecc.gov.st/index.php/publicacoes/item/736-programa-acelerar-o-desempenho-educativo-2015-2018

 

Minibiografias:

Ana Rita Gorgulho é formada em Educação Básica, com mestrado em Ensino do 1.º e do 2.º ciclos do Ensino Básico, pela Escola Superior de Educação de Santarém. Lecionou no 1.º ciclo do Ensino Básico e exerceu funções de assistente convidada na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém, integrando o Departamento de Línguas e Literaturas. Atualmente encontra-se a fazer doutoramento em Educação, no ramo da Supervisão e Avaliação, na Universidade de Aveiro, sendo bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Nilza Costa é membro do CIDTFF da Universidade de Aveiro, professora catedrática com agregação, em Educação, tendo-se especializado nas áreas da Avaliação e da Formação de Professores. Tem sido responsável pela coordenação de vários projetos de investigação, nacionais e internacionais, desenvolvidos no âmbito da Avaliação. É autora de muitas publicações, presidente de conferências nacionais e internacionais, revisora de revistas científicas. É orientadora de Ana Gorgulho.

Madalena Teixeira é professora adjunta, na Escola Superior de Educação de Santarém. Fez pós-doutoramento, na Universidade Federal de Goiás, doutoramento na Universidade de Lisboa, mestrado na Universidade do Minho. É investigadora na Universidade de Lisboa. Tem-se dedicado ao ensino da Língua Portuguesa. É coorientadora de Ana Gorgulho.

 

[1] Esta investigação é financiada por fundos nacionais através da  FCT – Fundação para a Ciência  e a  Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto FRH/BD/118163/2016.

[2] No âmbito do Programa Acelerar o Desempenho Educativo (PADE 2015-2018), desenvolvido pelo Ministério da Educação, Cultura, Ciencia  e Tecnologia de São Tomé e Príncipe.