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Simpósio 32

SIMPÓSIO 32 – DIDÁTICA DA ESCRITA: PROBLEMÁTICAS ATUAIS

 

Coordenadoras:

Encarnação Silva | Escola Superior de Educação de Lisboa/ CLUNL | esilva@eselx.ipl.pt

Susana Pereira | Escola Superior de Educação de Lisboa/ CLUNL | susanacp@eselx.ipl.pt

 

Resumo:

A investigação sobre o ensino e aprendizagem da linguagem escrita conheceu, a partir de meados do século XX, um incremento muito significativo, beneficiando de contributos diversos, sobretudo das áreas da linguística textual (Halliday & Hasen, 1984; Van-Dijk, 1981, 1984; Adam, 1999, 2005), da psicologia cognitiva (Hayes e Flower, 1980) e de perspetivas marcadamente socioconstrutivistas (Vigotsky 1934; Voloshinov 1929; Bronckart, 1996, 2008; Dolz, Noverraz, & Schneuwly, 2001). A investigação realizada permitiu deslocar progressivamente o foco do produto para o processo de escrita, sendo atualmente reconhecida a sua importância no âmbito específico do ensino do português (Alves Martins & Niza, 1998; Niza, 2004; Santana, 2007; Barbeiro & Pereira, 2007; Batista, Viana & Barbeiro, 2011; Cardoso, Pereira & Silva, 2014; Silva, 2016). Contudo, este tipo de abordagem não encontra eco nas práticas de sala de aula, que, na maioria dos casos, continua a focar-se quase exclusivamente no produto e na sua avaliação.

Neste simpósio pretende-se refletir sobre perspetivas didáticas atuais que preconizem o ensino da escrita centrado em géneros textuais, problematizando questões como: a sustentação teórica das práticas de ensino, a didatização dos géneros, a integração de diferentes competências da língua, a definição de parâmetros de avaliação que incluam a vertente processual.

Dando prioridade a trabalhos que se enquadrem de forma explícita neste âmbito, o simpósio Didática da escrita: problemáticas atuais proporcionará uma reflexão ampla que se poderá abordar a partir de questões como:

  • De que forma o ensino da escrita integrado em projetos potencia a criação de circuitos pedagógicos de divulgação dos textos?
  • Que desafios coloca a transposição didática no ensino da escrita centrado em géneros textuais?
  • Que metodologias e estratégias viabilizam uma abordagem integrada das diferentes competências de língua, designadamente na articulação entre texto e gramática?
  • Que fenómenos gramaticais são relevantes para a organização dos géneros textuais?

 

Palavras-chave: didática da língua materna, géneros, sequência didática, gramática e texto, formação de professores

 

Minibiografias:

Maria Encarnação Silva é professora especialista da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa e integra o grupo Gramática & Texto do Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa. Leciona unidades curriculares na área da Didática do Português e da Literatura para a Infância e Juventude, tem larga experiência no âmbito da formação inicial e contínua de professores.

Susana Pereira é professora coordenadora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa e integra o grupo Gramática & Texto do Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa. Leciona unidades curriculares no âmbito da descrição linguística do Português e da didática da gramática e do texto, na formação inicial e contínua de professores, tendo desenvolvido investigação nestes domínios.

 

 

Resumos dos trabalhos aprovados

Comunicação 1

Modelo didático do género exposição escrita: identificação e avaliação dos resultados da sua implementação na qualidade dos textos que os alunos produzem

Autora:

Mariana Pinto – ESELx, CIED – marianap@eselx.ipl.pt

 

Resumo:

Nesta comunicação são apresentados alguns resultados de um estudo no qual procurámos analisar e perceber de que modo as práticas de escrita que os professores implementam influenciam a qualidade dos textos que os alunos produzem. No sentido de dar resposta à questão enunciada, definimos um objetivo geral: avaliar se um dispositivo didático, o Modelo Didático do Género (MDG), implementado de forma explícita e intencional pelos professores, pode refletir-se, e a que níveis, na qualidade dos textos que os alunos produzem. O estudo foi realizado no contexto de um programa de formação e envolveu 14 professores dos três ciclos do ensino básico.

Os resultados evidenciam que nas fases prévias à implementação do MDG há a ausência de critérios específicos de avaliação dos textos e a utilização de instruções de escrita demasiado vagas, pouco orientadoras da produção do texto do género por parte dos alunos. Por sua vez, estes revelaram dificuldades quer na seleção de informação, ao nível da escolha dos conteúdos pertinentes, quer na produção do género pedido, já que o texto final configura uma colagem de partes de textos lidos, sem qualquer configuração adaptada ao género. Já na fase 3, e depois de planificado e implementado o MDG, os alunos demonstraram um melhor desempenho na seleção de informação e na escrita do texto. No entanto, foi também possível identificar alguns aspetos em que não apresentaram mudança ou que essa mudança não foi significativa.

Palavras-chave: modelo didático do género; sequência de ensino; exposição escrita; ensino básico.

 

Minibiografia:

Mariana Oliveira Pinto é doutorada em Didática do Português pela Universidade de Aveiro. Atualmente é professora da Escola Superior de Educação de Lisboa e formadora de professores e de formadores. Foi também coautora dos programas de Português de 2009.


Comunicação 2

“Na prática, a teoria é outra”: relato de uma experiência de ensino da escrita em uma escola na fronteira Brasil-Paraguai

Autoras:

Ana Carolina Vilela-Ardenghi – UFMS/CPPP – vilela.ardenghi@gmail.com

Adriana Sadagurschi – UFMS/CPPP – sadagurschi97@hotmail.com

 

Resumo:

É, infelizmente, muito comum nas discussões sobre o ensino de língua ouvir de professores que há uma distância entre o que se estuda em teoria e a forma como se organiza sua prática. A concepção de que “na prática, a teoria é outra” revela, frequentemente, um desconhecimento teórico e/ou prático. Isso é indício de um hiato existente entre universidade e escola, entre conhecimento da teoria e transposição para a (prática da) sala de aula. A proposta de ensino da língua escrita que será apresentada aqui está sendo desenvolvida na fronteira entre Brasil e Paraguai, mais especificamente na cidade de Ponta Porã (BR), cidade-irmã de Pedro Juan Caballero (PY). Brevemente, o contexto de grande parte das escolas públicas da região é multilíngue: recebem alto número de alunos provenientes do país vizinho, muitos dos quais sequer falam a língua portuguesa (apenas guarani e espanhol). Nesse sentido, o multiculturalismo e o multilinguismo são ingredientes adicionais a uma realidade que, como mostram diversas pesquisas realizadas no Brasil sobre ensino da escrita (Brandão, Morais, Silva, para ficar em poucos exemplos), já impõe desafios significativos aos professores. Inicialmente, a motivação da pesquisa partiu da seguinte pergunta: o trabalho com língua escrita nesse tipo de contexto é (ou deve ser) diferente? Tal reflexão (pautando-se ainda em Jolibert e Kauffmann) impulsionou a organização do estágio em Educação Infantil em uma escola nessas condições e levou-nos a propor um projeto em que o trabalho com língua escrita foi norteado por duas grandes preocupações teóricas e cujas repercussões na prática serão discutidas aqui, a saber: i) o trabalho a partir de gêneros discursivos; e ii) a realidade multilíngue. A pesquisa encontra-se ainda em estágio inicial, mas os resultados obtidos até o momento apontam para a importância das teorias na reflexão sobre a prática pedagógica do estagiário/futuro professor.

Palavras-chave: fronteira; gêneros discursivos; ensino da escrita.

 

Minibiografias:

Ana Carolina Vilela-Ardenghi é doutora em Linguística, atuando principalmente em Análise do Discurso. Atualmente, é professora do Curso de Pedagogia do campus de Ponta Porã (CPPP) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Junto aos alunos desse curso vem desenvolvendo projetos que procuram aprofundar a reflexão em torno do ensino da língua portuguesa, considerando as contribuições da Linguística.

Adriana Sadagurschi é acadêmica do Curso de Pedagogia do campus de Ponta Porã (CPPP) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e uma das alunas que participa dos projetos sobre ensino da língua portuguesa na educação básica. Interessa-se, particularmente, por questões relativas a literatura infantil.


Comunicação 3

Aprender e ensinar a escrever: limites e possibilidades

Autoras:

Ana Lúcia Nunes da Cunha Vilela – UFMT – anancvilela@gmail.com

Bruna Fernandes dos Santos – UFMS/CPPP – bruna_fer_nanda@hotmail.com

 

Resumo:

Início do século XXI e a formação de leitores e escritores competentes e autônomos continua sendo um dos maiores desafios das escolas de educação básica. Notícias de que os alunos não gostam de ler e escrever, além de reclamações dos professores universitários de que os estudantes têm pouca capacidade para expor suas ideias sobre os conhecimentos estudados, são frequentes. As dificuldades são atribuídas, invariavelmente, a falhas no ensino da escrita que têm sua origem no Ensino Fundamental. A presente pesquisa investiga a didática da linguagem escrita dos professores dos anos iniciais do ensino fundamental a partir de algumas questões: como tem sido trabalhada a escrita no período da alfabetização? Que fazer para que os alunos gostem de escrever? Que espécies gêneros textuais são propostos aos alunos? Basta oferecer várias situações de escrita para que os alunos aprendam a escrever? Os alunos aprendem a revisar textos como um comportamento do escritor? Como os professores tratam as dificuldades nos textos dos alunos?  Ancorados em estudos e pesquisas de vários estudiosos (Smolka, Jolibert, Calkins), buscamos responder essas questões em escolas públicas de Ponta Porã, cidade na divisa entre Brasil e Paraguai, e desenvolvemos uma experiência de alfabetização como processo discursivo durante o estágio dos acadêmicos da UFMS, ou seja, a partir dos dados coletados durante observação das aulas do professor da turma e, posteriormente, na regência de alguns acadêmicos. A pesquisa, em andamento, indica que a alfabetização como processo discursivo é um processo de construção de sentidos – no qual se aprendem, pelo uso, as funções sociais da escrita, as características discursivas dos textos escritos, os gêneros utilizados para escrever e muitos outros conteúdos de diferentes áreas do conhecimento –, mediatizados pela interação, interlocução e interdiscursividade. Aponta, também, a necessidade de estudos reflexivos sobre as teorias que fundamentam a prática pedagógica do estagiário/futuro docente.

Palavras-chave: linguagem escrita; didática; escrita; leitura.

 

Minibiografias:

Ana Lúcia Nunes da Cunha Vilela é doutora em Educação, atuando principalmente em Didática,  Fundamentos e Conteúdos de Língua Portuguesa e Prática de Ensino. Atualmente, é professora do Curso de Pedagogia do campus de Cuiabá da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Junto aos alunos desse curso vem desenvolvendo projetos que procuram aprofundar a reflexão em torno do ensino da língua portuguesa, considerando as contribuições da Didática e da Linguística.

Bruna Fernandes dos Santos é acadêmica do Curso de Pedagogia do campus de Ponta Porã (CPPP) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e uma das alunas que participa dos projetos sobre ensino da língua portuguesa na educação básica desenvolvidos pela Prof.ª Dr.ª Ana Carolina Vilela-Ardenghi, em parceria com a Prof.ª Dr.ª Ana Lúcia Vilela (UFMT).


Comunicação 4

Alternativas metodológicas para práticas de escrita na escola básica: a progressão textual e os processos de referenciação

Autora:

Maria Teresa Tedesco Vilardo Abreu – UERJ – teresatedesco @uol.com.br

 

Resumo:

Este estudo tem como ponto de partida a análise dos recursos de referenciação que contribuem para a progressão temática, utilizados por estudantes do ensino básico, a fim de verificar a progressão dos textos produzidos nos diferentes anos da escolaridade básica. Pretende-se levantar traços característicos da a produção dos estudantes, discutindo os problemas concernentes na construção da escrita, bem como as metodologias de ensino específicas. O estudo proposto justifica-se pela notória dificuldade encontrada na produção de textos de estudantes brasileiros.  Dois são os referenciais teóricos  que embasam o desenvolvimento desta pesquisa. De um lado, as teorias do texto mais recentes que postulam a função dos elementos textuais como objetos-de-discurso. Afirma-se que esses objetos orientam o(s) sentido(s) do texto, contribuindo para seu propósito comunicativo, além de contribuírem sobremaneira para a progressão textual. Por outro lado, as teorias que indicam a existência de graus de proficiência que podem atestar o nível de letramento dos estudantes. Procede-se a um estudo dos elementos de referenciação que são utilizados (ou não) para a retomada de termos, propiciando a progressão textual. O levantamento analítico leva a uma correlação com níveis de proficiência, objetivando discutir a didática da escrita em escolas públicas do Rio de Janeiro- Brasil, ao responder algumas indagações: (i)Tem a escola ratificado (ou dever ratificar) os estatutos de leitor e de autor dos estudantes, dando-lhes condição para integrar a rede de informação,  a partir da capacidade de comunicação e de produção de conhecimentos que  vão sendo adquiridos na intervenção mediadora da sala de aula? (ii) Como as estratégias de ensino da escrita utilizadas em sala de aula contribuem para o  desenvolvimento da escrita dos estudantes? (iii) De que forma pode-se pensar em uma didática (produtiva) da escrita, considerando as características analíticas encontradas?

Palavras-chave: recursos coesivos; progressão textual; letramentos na escrita,; intervenções pedagógicas.

 

Minibiografia:

Maria Teresa Tedesco Vilardo Abreu é Doutora em Linguística pela UFRJ. É professora associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, desde 1985, no Instituto de Letras e no Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira. Atua na Graduação, lecionando Língua Portuguesa, Práticas de leitura e produção de textos, além de ministrar disciplinas nos Cursos de mestrado e no doutorado do Programa  de Pós- Graduação em Letras.  A área de interesse em pesquisa inclui tópicos relacionados ao processo de leitura e de escrita, formação de professores, ensino de língua materna. É Autora de vários artigos e capítulos de livros em periódicos nacionais e internacionais, tendo mais recentemente publicado o capítulo intitulado “Aspectos discursivos da referenciação em textos de estudantes do final do ensino básico da cidade do Rio de Janeiro.”, em  Estudos da AIL em Ciências da Linguagem: Língua, Linguística, Didática, organizado por SAMARTIM, Roberto; BELLO VÁZQUEZ, Raquel; TORRES FEIJÓ,Elias; Brito- Semedo, Manuel. (Eds). Santiago de Compostela – Coimbra, 2015.  Associação Internacional de Lusitanistas. 1ª edição: novembro/2015.   Exerceu a função de Coordenadora Geral do Programa de Pós- Graduação em Letras- UERJ, 2012 a 2014.  É membro do GT de Ensino-Aprendizagem na Perspectiva da Linguística Aplicada, da ANPOLL.


Comunicação 5

Os subprocessos do processo de escrita

Autoras:

Marta Roma Rodrigues – Agrupamento de Escolas Monte da Lua – martamrr@gmail.com

Carolina Gonçalves – ESELx, CICSNOVA – carolinag@eselx.ipl.pt

Encarnação Silva – ESELx, CLUNL – esilva@eselx.ipl.pt

 

Resumo:

Nesta comunicação, apresenta-se um estudo que pretende dar conta do impacto que o ensino explícito e sistemático do processo de escrita e dos seus subprocessos: a planificação, a textualização, a revisão e a edição tem na qualidade de textos descritivos e expositivos produzidos por alunos de 3.º ano de escolaridade.

Foi desenvolvida uma intervenção no sentido de ensinar explicitamente estes subprocessos, aplicados aos textos descritivos e expositivos. O desenho investigativo contemplou um diagnóstico da situação através da realização de um pré-teste; uma intervenção didática, visando implementar um conjunto de sequências didáticas em que a dimensão processual da escrita era objeto de ensino explícito; e, por último, a realização de um pós-teste para avaliar o impacto da intervenção na qualidade dos textos. Foram envolvidas duas turmas, uma experimental e outra de controlo.

Constata-se que, a partir de uma análise qualitativa dos pré e pós-testes, houve uma progressão do grupo sujeito ao plano de intervenção e ação, no que se refere à interiorização da dimensão processual da escrita e à qualidade dos textos. As melhorias ao nível da qualidade dos textos são visíveis ao nível da coesão e coerência, apresentando o grupo experimental melhores resultados em comparação com o grupo de controlo, comprovando, assim, a eficácia da intervenção na consecução dos objetivos definidos.

Palavras-chave: escrita; dimensão processual da escrita; planificação, textualização, revisão, edição; sequências didáticas.

 

Minibiografias:

Marta Roma Rodrigues é mestre em Didática do Português, professora de 1.º Ciclo do Ensino Básico no Agrupamento de Escolas Monte da Lua e tem larga experiência de trabalho no 1.º Ciclo do Ensino Básico. Interessa-se pela didática da escrita, tendo já apresentado várias comunicações em Encontros neste âmbito.

Encarnação Silva é professora especialista da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa e integra o grupo Gramática & Texto do Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa. Leciona unidades curriculares na área da Didática do Português e da Literatura para a Infância e Juventude, tem larga experiência no âmbito da formação inicial e contínua de professores.

Carolina Gonçalves é doutorada em Ciências da Educação – Teoria Curricular e Metodologias de Ensino, pela Universidade Nova de Lisboa e pela Universidade Paris X – Nanterre. É professora  adjunta na Escola Superior de Educação de Lisboa, do Instituto Politécnico de Lisboa, desde 2009. Desenvolve trabalho na área da didática da língua, na formação inicial e contínua de professores. Interessa-se sobretudo pela aprendizagem da leitura e da escrita e pela formação de professores. É investigadora integrada do CICS.NOVA – Universidade Nova de Lisboa e investigadora associada do CREALEC, Université de Sherbrooke. É cofundadora do Symposium for Educational Literacy (SILE/ISEL).


Comunicação 6

O ensino da escrita na formação docente

Autora:

Cleide Inês Wittke (Universidade Federal de Pelotas – UPEL – cleideinesw@yahoo.com.br

 

Resumo:

Professores formadores e do ensino básico vêm, aos poucos, percebendo a necessidade de definir e abordar a língua como um processo de interação verbal, tanto lendo, falando quanto escrevendo (ANTUNES, 2009). Por conceber, então, o ensino da língua como uma ação social (BRONCKART, 2012), cujo objetivo é aperfeiçoar a capacidade comunicativa do aluno (TRAVAGLIA, 2004; SIGNORINI, 2006), essa tomada de posição exige mudanças na seleção dos objetos de ensino e também no modo de abordá-los. Essa perspectiva teórica demanda que o ensino de língua materna, em especial o processo de escrita, com ênfase na reescrita (GONÇALVES e BAZARIM, 2009; DOLZ, GAGNON e DECÂNDIO, 2010), desvie seu foco de exercícios de metalinguagem e passe a adotar o texto como objeto de estudo (MARCURCHI, 2008; WITTKE, 2014). Sob essa vertente, o texto assume papel fundamental na produção textual, sendo tanto o ponto de partida quanto o de chegada no ensino de língua (GERALDI, 2006). No caso específico da produção escrita, o professor formador tem o compromisso de preparar o licenciando de forma que ele se torne um profissional que seja capaz de ler e apontar melhorias no texto de seu aluno, seja através de planilhas, de bilhetes ou de outras técnicas que possam dar conta dessa atividade (KOCH e ELIAS, 2010, 2016; RUIZ, 2013). Nessas condições, o presente trabalho objetiva refletir sobre o ensino da prática da escrita a partir da ótica da interação verbal na formação docente, na busca de caminhos que possam aperfeiçoar a qualidade do processo de formação desse profissional e, consequentemente, melhorar a qualidade do ensino de língua no nível básico (D´ESPOSITO e OLIVEIRA, 2013; WITTKE, 2015). Além do embasamento teórico, nosso trabalho fundamenta-se em experiências vivenciadas em disciplinas de leitura e de produção textual ministradas no ensino superior, em uma universidade pública localizada no sul do Brasil.

Palavras-chave: formação inicial; ensino da escrita; texto; interacionismo sociodiscursivo.

 

Minibiografia:

Mestre e Doutora em Linguística Aplicada, com Pós-doutorado em Didática das Línguas, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (FPSE), na Universidade de Genebra, Suíça. Professora Adjunta na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), RS, Brasil. Publicou vários artigos em periódicos, alguns capítulos e três livros voltados ao ensino de línguas e à formação desse docente.


Comunicação 7

Ateliê de Textos: leitura e (re)escrita na perspectiva da Linguística Sistêmico-Funcional

Autor:

Cristiane Fuzer – Universidade Federal de Santa Maria – UFSM – cristianefuzer@gmail.com

 

Resumo:

Este trabalho apresenta reflexões sobre atividades para ensino de escrita centrada em gêneros textuais na perspectiva sistêmico-funcional. As atividades são desenvolvidas em oficinas mediadas por professores em formação de Letras em escolas públicas brasileiras, no âmbito do projeto de extensão “Ateliê de Textos” (GAP/CAL/UFSM 040190). O projeto objetiva contribuir para o aprimoramento de competências para escrita a partir de reflexões sobre usos da língua que instanciam gêneros da família das estórias. Tendo como base teórica a Gramática Sistêmico-Funcional (HALLIDAY, 1994; Halliday e Matthiessen, 2014) e a abordagem de gênero da Linguística Sistêmico-Funcional (MARTIN e ROSE, 2008; CHRISTIE e DEREWIANKA, 2010; ROSE e MARTIN, 2012), são focalizadas funções léxico-gramaticais e semântico-discursivos que evidenciam etapas e fases de gênero e seu propósito sociocomunicativo. Os resultados das análises subsidiam a elaboração de cadernos didáticos e atividades para leitura detalhada de textos na etapa “desconstrução do gênero” do Ciclo de Ensino (ROSE e MARTIN, 2012). Na sequência, é realizada a etapa “construção conjunta”, que envolve escrita e reescrita em coautoria (alunos e professor) de um texto do mesmo gênero estudado na etapa anterior. Por fim, é realizada a “construção independente”, em que cada aluno escreve e reescreve seu próprio texto, observando as etapas e fases do gênero estudado, mas sobre um campo contextual diferente. A aplicação dessa dinâmica em dez escolas brasileiras participantes do projeto, ao longo de três anos, tem evidenciado resultados significativos no processo de formação tanto de professores de produção textual, quanto de leitores e escritores no contexto escolar. O ciclo de ensino da pedagogia de gêneros, associado a diferentes recursos de feedbacks para orientar reescritas, têm auxiliado aprendizes e professores a vivenciarem o texto como um processo, que vai se ajustando às características do gênero e ao seu propósito sociocomunicativo até que se torne um produto que pode ser socializado.

Palavras-chave: linguística sistêmico-funcional; pedagogia de gêneros; ciclo de ensino; escrita e reescrita; estórias.

 

Minibiografia:

Cristiane Fuzer (UFSM) é professora Associada do Departamento de Letras Vernáculas e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Santa Maria (Brasil), com doutorado e pós-doutorado em estudos linguísticos. Coordena a pesquisa “Leitura e escrita em língua portuguesa na perspectiva sistêmico-funcional” e as ações de extensão do “Ateliê de Textos” em escolas públicas.


Comunicação 8

Escrita acadêmica: o gênero discursivo como instrumento de ensino-aprendizagem

Autora:

Marcela Mello – Faculdade Santo Antônio de Pádua, FASAP – marcelatdm@gmail.com

 

Resumo:

Alicerçados em nossa experiência como docentes universitários, destacamos que o uso da linguagem acadêmica é um dos principais fatores que dificultam a efetiva inserção dos discentes nos cursos de graduação. Refletindo sobre este cenário, neste estudo – que constitui uma pesquisa mais ampla de doutorado – buscamos analisar até que ponto um trabalho da natureza dos gêneros discursivos (BAKHTIN, 2003, 2006) contribui para o letramento de domínio acadêmico (LEA, M. e STREET, B. 1998, 2014) dos discentes. Para isso, primeiramente, observamos as aulas de duas disciplinas destinadas à orientação da escrita acadêmica, do Curso de Pedagogia de uma instituição pública, a fim de verificar as principais dificuldades dos discentes em relação à escrita acadêmica. Em seguida, elaboramos e aplicamos uma sequência didática (DOLZ, J. e SCHNEUWLY,B. 2011) para a produção do gênero resumo (abstract). O referido gênero discursivo foi selecionado pelos próprios discentes que pretendiam enviar o resumo de suas pesquisas para o evento da semana da pedagogia organizado pela própria instituição. Os resultados obtidos, até o momento, apontam que quando é realizado um trabalho sistemático que contempla as características do gênero discursivo em estudo, bem como a aproximação dos discentes em situações concretas do uso da linguagem, os graduandos são capazes de produzir textos eficazes, ou seja, textos que cumprem o propósito comunicativo. Como evidência disso, destacamos que todos os resumos enviados para o evento receberam a carta de aceite para a apresentação das pesquisas.

Palavras-chave: escrita acadêmica; gêneros discursivos; sequência didática.

 

Minibiografia:

Possui graduação em Licenciatura Letras-Inglês pela Fundação Educacional de Além Paraíba. Mestre e doutoranda em Educação pela Universidade Católica de Petrópolis (2014) onde realiza estudos sobre letramento de domínio acadêmico. Atualmente é professora da Faculdade Santo Antônio de Pádua e professora docente I do Governo do Estado do Rio de Janeiro e professor – Secretaria de Estado de Educação.


Comunicação 9

Marcadores interacionais em processos de escrita colaborativa do fundamental: análise de contos etiológicos

Autoras:

Cristina Felipeto – Universidade Federal de Alagoas, Brasil – crisfelipeto@me.com

Adna de Almeida Lopes – Universidade Federal de Alagoas, Brasil – adnalopes@globo.com

 

Resumo:

A escrita colaborativa e inventiva em sala de aula é uma situação didática que coloca dois alunos em uma situação dialográfica, em que se dialoga para escrever. Trata-se de construir um objeto (o texto) através da negociação, das proposições feitas por cada um, ao contrário da escrita individual, em que normalmente se escreve sozinho e em silêncio. Filiado ao campo de estudos propostos pela Genética Textual, a partir de uma abordagem enunciativa benvenistiana, o objetivo deste trabalho foi desenvolver um estudo que analisa a relação entre os marcadores interacionais, tais como “vamos lá”, “hã?, “sua vez’ e a extensão do texto, observada através do número de palavras. A amostra do estudo foi definida por conveniência e compreende ao total oito processos, nos quais alunos do 2o ano do fundamental brasileiro (sujeitos C e I, 7 anos) combinam e escrevem juntos um mesmo manuscrito escolar, alternando-se na posse da caneta. Os dados foram coletados durante o desenvolvimento de um projeto didático intitulado “Contos do como e do porquê” no ano de 2012 em uma escola privada de Maceió-AL, respeitando as condições ecológicas do contexto escolar. Duas categorias serviram de parâmetro analítico, quais sejam: a – os marcadores interacionais; e b – o número de palavras, em busca de verificar em que situação se produz textos mais extensos, se quando há um maior número de marcadores interacionais ou não. Análises preliminares mostram que quando um dos integrantes da dupla está em posse da caneta (aluno C), há um número maior de marcadores interacionais.

Palavras-chave: escrita colaborativa; interação; contos etiológicos, processo de escrita.

 

Minibiografias:

Cristina Felipeto – Professora da Faculdade de Letras e do Programa de Pós-graduação em letras e linguística da Universidade Federal de Alagoas, com doutorado em Linguística e pós-doutorado no ITEM/CNRS/Paris, a pesquisadora investiga questões relacionadas à interação, ao erro ortográfico, à rasura e à modalização autonímica em processos  de escrita colaborativa. Integrante do Grupo de Pesquisa ET&C – escritura, texto e criação e do Laboratório do manuscrito escolar.

Adna de Almeida Lopes – Professora da Faculdade de Letras e do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Alagoas, com doutorado em Linguística, a pesquisadora tem interesse principalmente nas seguintes áreas : ensino, leitura e escrita, sobretudo em processos de escrita colaborativa. Integrante do Grupo de Pesquisa ET&C – escritura, texto e criação e do Laboratório do manuscrito escolar.


Comunicação 10

Escritura compartilhada na sala de aula: um estudo comparativo dos erros e comentários ortográficos produzidos por uma díade brasileira recém‑alfabetizada

Autores:

Janayna Santos – Universidade Federal de Alagoas – janaynasantos06@gmail.com

Eduardo Calil – Universidade Federal de Alagoas – eduardocalil@hotmail.com

 

Resumo:

Em pesquisas sobre a revisão textual efetivada por escreventes novatos é comum tomar como categoria de análise os problemas ortográficos ocorridos no texto produzido. Mesmo os estudos que discutem esse problema a partir da atividade de produção escrita consideram a escritura de palavras isoladas em contexto experimental, fora de situações reais de produção textual. Este trabalho discute os problemas ortográficos ocorridos durante o texto em curso produzido em sala de aula e o que alunos recém alfabetizados comentam sobre eles. Para isso, coletamos 10 manuscritos escolares e seus respectivos processos de escritura colaborativa. Em cada processo, dois alunos brasileiros (Caio e Igor) de um 2º ano da escola primária  escrevem juntos uma história inventada. A cada proposta feita pela professora, um deles ficava responsável por escrever e o outro por ditar, alternadamente. Utilizamos como recurso metodológico o registro fílmico oferecido pelo Sistema Ramos, que permite nosso acesso sincronizado da ocorrência gráfica de erros e os comentários feitos pelos alunos quando reconhecem ou antecipam esses problemas ortográficos. Foram escritas 809 palavras nas 10 produções, havendo a ocorrência de 68 erros ortográficos (32 inscritos por Caio e 36 por Igor). Nos processos, houve o reconhecimento de 55 problemas ortográficos, sendo 27 deles identificados por Caio e 28 por Igor. Quando se dá o reconhecimento pelos alunos, diferentes tipos de problemas ortográficos são identificados, envolvendo, por exemplo, a relação letra-som (E ou I; O ou U; QU ou C; C, S, Z ou SS; R ou RR; X ou CH), os usos de hífen; a nasalização em final de sílaba ou conjugação verbal (M ou ÃO). Os comentários feitos por Caio, sobre alguns destes problemas, indicam um maior conhecimento linguístico, explicitando para Igor certas regras e normas ortográficas que podem contribuir para seu aprendizado.

Palavras-chave: escritura a dois; revisão ortográfica; reflexões ortográficas.

 

Minibiografias:

Janayna Santos é doutoranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação do Centro de Educação (PPGE/CEDU) e Professora Assistente da Universidade Federal de Alagoas. Atualmente, é membro do Grupo de Pesquisa Escritura, Texto & Criação (ET&C) e do Laboratório do Manuscrito Escolar (L’ÂME), com pesquisa financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Eduardo Calil é doutor em Psicolinguística pelo Instituto de Estudos da Linguagem (UNICAMP, 1995) e Professor Titular da Universidade Federal de Alagoas. Atualmente, lidera o Grupo de Pesquisa Escritura, Texto e Criação (ET&C), dirige o Laboratório do Manuscrito Escolar (LAME) e é pesquisador do CNPq (nível 1D). Foi pesquisador-visitante pelo Fulbright Scholar Program, na Harvard Graduate School of Education (2014).


Comunicação 11

 Dificuldades de produção textual no nível fundamental: perspectivas de ensino e correção

Autoras:

Francisca de Sales Taveira Carvalho – IFB – Instituto Federal de Brasília – nandasales28@gmail.com

Daniele dos Santos Rosa – IFB – Instituto Federal de Brasília – daniele.rosa@ifb.edu.br

 

Resumo:

A presente pesquisa teve como objetivo perceber como é feita a correção de textos dos alunos em uma turma de sexto ano do ensino fundamental de uma escola pública de São Sebastião – DF. Por meio de redações feitas pelos estudantes observamos quais são os desvios ortográficos mais frequentes e de que forma a docente intervém para fazê-los entender a origem de seus desvios e o que eles devem fazer para corrigi-los. Nesta pesquisa analisamos as opiniões teóricas acerca do assunto e quais as melhores estratégias que deveremos adotar como futuros professores de língua portuguesa. Diante disso, apontaremos as formas de correção aprovadas em estudos desenvolvidos por Antunes (2003, 2007 e 2009), Ruiz (2010) e Giordani et al. (2012). Portanto, diante das dificuldades textuais dos alunos, é importante que o docente, mesmo utilizando várias estratégias de correção, leve em conta a perspectiva da reescrita e direcione o aluno para que ele possa ter confiança em sua potencialidade. Acreditamos que a linguagem relacionada ao social, ou seja, contextualizada, tanto em atividades gramaticais, quanto em produções textuais enriquece as aulas e português, tendo em vista que a escrita é importante em várias situações sociais de nossa vida e, para tanto, é preciso praticá-la. Concluímos que a correção de textos monológica, que não mostra ao aluno quais foram os seus desvios, é ineficiente. Somente a leitura dos textos em sala, a possibilidade de reescrita e a correção dialógica poderão contribuir para que os alunos tenham sucesso em suas práticas de produção textual, dentro e fora da escola.

Palavras-chave: produção textual; prática docente; correção, monológico e dialógico.

 

Minibiografias:

Francisca de Sales Taveira Carvalho – Graduanda em Licenciatura em Letras – Língua portuguesa, pelo Instituto Federal de Brasília, campus São Sebastião – DF, sexto semestre. Bolsista do PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) pela FAP (Fundação de apoio a pesquisa) – DF.

Daniele dos Santos Rosa – Doutora em Literatura Latino-americana e mestre em Literatura Brasileira, pela Universidade de Brasília. É especialista em História Cultural e graduada em Letras por esta mesma instituição. Atualmente, realiza pesquisas com ênfase em Teoria da Literatura e Literaturas latino-americana, brasileira e portuguesa.


Comunicação 12

O Ensino do Resumo em Contexto Académico em Moçambique:  desenho curricular e saberes (não)adquiridos

Autoras:

Marta Sitoe – Universidade Eduardo Mondlane – martasitoe@gmail.com

Luísa Álvares Pereira – CIDTFF_DEP_Universidade de Aveiro; CLUNL_Universidade Nova de Lisboa

 

Resumo:

O ensino-aprendizagem da língua portuguesa na Universidade em Moçambique não se tem revelado tarefa fácil, não só pelo facto de de o português ser Língua Segunda (L2), mas também pela dificuldade em se definirem desenhos curriculares capazes de responder às necessidades dos estudantes em causa. É neste contexto que emerge o Projeto “Escrita Académica”,desenvolvido no âmbito da Cátedra de Português Língua Segunda e Estrangeira  (http://www.catedraportugues.uem.mz/lib/docs2/ProjetoEscritaAcademica_26Maio2016.pdf),cujo objetivo consiste em procurar sinergias entre colegas que lecionam Língua Portuguesa, mas sobretudo, validar formas de trabalho pedagógico orientadas por princípios, validadas por investigações e por “escolas” teóricas, nomeadamente aquelas que procuram definir a relevância de um ensino sistemático e orientado por Géneros Textuais.

O estudo que se apresenta integra-se nesta perspetiva e procura dar conta dos processos de ensino do Resumo de artigos a uma turma concretado2º ano de Licenciatura em Tradução Português-Francêsda Faculdade de Letras da Universidade Eduardo Mondlanecom 12 alunos e que foi desenvolvido  no período compreendido entre Novembro de 2015 e Maio de 2016.

O desenho investigativo contempla um pré-teste e um pós – teste que foram objeto de avaliação, no sentido de se dar conta das aprendizagens efetivamente realizadas pelos estudantes no que à complexidade do género Resumo académico diz respeito. Assim, salientar-se-ão as melhorias significativas na produção de resumos, nomeadamente ao nível da realização da paráfrase através da aplicação da macroregra de substituição mas também se evidenciarão aspetos que necessitam de ser objeto de outro tipo de ensinamentos.

Palavras-chave: resumo; escrita académica; português língua segunda; pedagogia do género.

 

Minibiografias:

Marta Sitoe é Licenciada em Ensino de Português pela Universidade Eduardo Mondlane e actualmente encontra-se a fazer o mestrado em Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda na Universidade de Coimbra. É Docente de Português na Universidade Eduardo Mondlane e membro da equipa de investigadores da Cátedra de Português Língua  Segunda e Estrangeira.

Luísa Álvares Pereira é Professora Auxiliar com Agregação no Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Aveiro e investigadora no CIDTFF – UA e no CLUNL (Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa). Desenvolve investigação no âmbito das Ciências da Educação, Didática de Línguas e Desenvolvimento Curricular, Didática do Português, Literacia e Escrita Académica. É coordenadora do projeto ProTextos (http://protextos.web.ua.pt) e do Projeto “Escrita Académica”.