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Simpósio 28

SIMPÓSIO 28 – GÊNEROS TEXTUAIS E FORMAÇÃO DOCENTE: AGIR EDUCACIONAL E MEDIAÇÃO INSTRUMENTAL

 

Coordenadores:

Adair Vieira Gonçalves | Universidade Federal da Grande Dourados/Brasil | adairgoncalves@uol.com.br

Eliana Merlin Deganutti de Barros | Universidade Estadual do Norte do Paraná/Brasil | edeganutti@hotmail.com

Elvira Lopes Nascimento | Universidade Estadual de Londrina/Brasil | elopes@sercomtel.com.br

 

Resumo:

Uma formação responsiva às demandas educacionais da contemporaneidade deve se voltar para a formação de professores capacitando-os a navegar por práticas de letramento inter e indisciplinares. Com vistas a esse contexto social, pretendemos desencadear discussões em torno das problemáticas que envolvem a formação no âmbito do ensino da Língua Portuguesa, sob o enfoque de diferentes variáveis concernentes ao trabalho do professor, ao aluno, à situação de ensino-aprendizagem e aos objetos de ensino envolvidos no trabalho didático com gêneros textuais – instrumentos semióticos reconhecidos por sua funcionalidade praxiológica, sociocultural e pelo tipo de mídia que lhe dá suporte. É preciso promover ambientes de formação que estimulem os formandos a refletir sobre as relações complexas que se desenvolvem entre o professor, os alunos e os objetos ensinados, assim como a tomar consciência das propriedades efetivas e potenciais dos gêneros textuais como instrumentos para agir nos contextos de ensino e nas condições sob as quais de dá o aprimoramento das capacidades de linguagem do aluno. Centrados nas condições e modalidades de interpretação da atividade docente, buscamos compreender os desafios relacionados ao currículo, à escolha dos objetos de ensino e às práticas discursivas que proporcionam a transformação das capacidades de linguagem dos alunos. Objetivamos reunir trabalhos sobre as práticas educacionais nos eixos da leitura, produção e análise linguística que evidenciem práticas e metodologias que proponham mudanças, rupturas ou sedimentações do passado que enriquecem as práticas atuais, ao fazerem do uso da linguagem ao mesmo tempo o produto e a principal ferramenta da interação na sala de aula.

Palavras-chave: Formação docente, desenvolvimento, capacidades de linguagem, mediação, gêneros textuais.

 

Minibiografias:

Adair Vieira Gonçalves – Doutor em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista/UNESP, com período sanduíche na Universidade de Genebra. Atua na graduação e na pós-graduação da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Pesquisador do CNPq e Líder do Grupo de Pesquisa Gêneros Textuais/Discursivos na Formação de Professores. Tem experiência no campo aplicado dos estudos da língua(gem), atuando nos seguintes temas: letramentos(s); ensino-aprendizagem da língua materna e formação de professores.

Eliana Merlin Deganutti de Barros – Doutorado em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Docente adjunta da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), onde atua na graduação em Letras e no Mestrado Profissional em Letras em Rede. É líder do Grupo de Pesquisa (CNPq) DIALE (UENP) e colaboradora do GEDFOR (UFGD) e GEMFOR (UEL). Atua como pesquisadora na área da Linguística Aplicada, com foco no ensino, aprendizagem e na formação de professores de Língua Portuguesa.

Elvira Lopes Nascimento – Possui graduação em Letras Anglo Portuguesas pela Universidade Estadual de Londrina, mestrado e doutorado em Filologia e Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo (USP). É docente associada da Universidade Estadual de Londrina (UEL).  Coordena grupo de pesquisa que tem como foco as atividades de linguagem, o agir profissional, os dispositivos didáticos para (multi)letramentos, gêneros do discurso e ensino – aprendizagem de língua portuguesa.

 

 

Resumos dos trabalhos aprovados

Comunicação 1

O Agir Professoral e o Ensino-Aprendizagem na Construção da Escrita Acadêmica

Autora:

Adriana Sales Barros – Universidade Federal da Paraíba – barrosalesanaidra@gmail.com

 

Resumo: 

Este artigo reflete sobre o agir professoral, textualizado no Plano de elaboração como préconstruído para a produção do gênero textual acadêmico artigo científico na disciplina de Pesquisa Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa, doravante PAELP, do curso de Letras da Universidade Federal da Paraíba. Nesse sentido esse estudo trata da morfogênese da ação como movimento linguageiro no qual se produz a interpretação do agir-referente, cujo efeito de sentido põe em funcionamento o agir comunicativo.  O objetivo é analisar como o agir professoral interage via texto plano de elaboração de trabalho com as respostas dos discentes. As perguntas norteadoras desta reflexão são: Como o agir professoral é produzido na materialidade textual em destaque?  Como a morfogênese põe em ação o movimento linguageiro na interpretação do agir-referente? Como norte teórico foram adotados, Amigues (2005) sobre o trabalho do professor e de ensino, Bronckart e Machado (2004) o ensino como trabalho, o agir comunicativo, Bronckart (2006) e a morfogênese da ação Bulea (2010) sobre o agir professoral, materializado no plano de elaboração. Essa pesquisa está vinculada ao programa PNPD-UFPB e ao projeto Ateliêr de Textos Acadêmicos (ATA), financiado pela CAPES, processo nº 23038.007066-2011 – 60. Sendo de natureza qualitativa, uma vez que trabalha com dados interpretativos, acima referidos. O procedimento metodológico adotado é composto por dois critérios, o plano de elaboração para entendermos os direcionamentos da disciplina evidenciando os pré-construídos na construção do artigo científico; e a observação de todas as questões respondidas pelos alunos destacando via morfogênese da ação as formas interpretativas, produtoras do agir professoral via agir-referente. A análise sinaliza que o agir professoral produz efeito de sentido no agir – referente via movimento linguageiro.

Palavras-chave: agir professoral; ensino-aprendizagem; escrita acadêmica.

 

Minibiografia:

Licenciada em Letras Língua Portuguesa pela Universidade Estadual da Paraíba. Pós-graduada em Letras na área de Linguagem e Ensino, pós-doutoranda em Linguística Aplicada pelo programa de Pós-graduação em Linguística (PROLING) da Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Membro do grupo de Estudos em Letramento, Interação e Trabalho (GELIT/UFPB/CNPq) e pesquisadora no projeto de Ateliê de Textos Acadêmicos (ATA/UFPB/PNPD/CAPES).


Comunicação 2

(Re)configurando o Papel do Aluno no Planejamento e  Execução de Sequências Didáticas Elaboradas por Professores em Formação Continuada

Autoras:

Maria de Fátima Alves – Universidade Federal de Campina Grande –

mfatimaalves@uol.com.br

Milene Bazarim – Universidade Federal de Campina Grande –

milene_bazarim@yahoo.com.br

 

Resumo:

Neste trabalho, apresentamos os resultados de uma pesquisa, feita no âmbito da Linguística Aplicada, na qual o papel que o professor de Língua Portuguesa atribui ao aluno tanto no planejamento quanto na execução das atividades de uma sequência didática emerge como uma das tensões no processo de didatização.  Os dados analisados foram gerados, em 2016, no curso de extensão “Didatização de gêneros textuais no Ensino Fundamental” oferecido a professores de Educação Básica da rede municipal de Campina Grande – PB e a graduandos de Letras e Pedagogia. Embasam o curso de extensão e as análises, principalmente, as concepções de gênero textual e ensino do grupo genebrino.  Os gêneros textuais são compreendidos como um conjunto de textos orais e/ou escritos que compartilham características conhecidas e reconhecidas por todos, propiciando a comunicação humana.  Já a sequência didática é entendida com um gênero catalisador tomado como objeto de ensino na formação do professor, pois, embora não seja um gênero a ser ensinado ao aluno, é o que organiza e potencializa o processo de ensino-aprendizagem. Os resultados apontam que, no início do curso, a partir dos relatos feitos em cartas às formadoras, os professores indicaram o aluno como o principal elemento dificultador e até o responsável pelo fracasso do processo de ensino-aprendizagem. Além do déficit cognitivo dos alunos, os professores também mencionaram o desinteresse em relação à própria aprendizagem e os comportamentos inadequados como impedimentos para a implementação de uma sequência didática de gênero. Com isso, houve a necessidade de (re)visão do programa do curso de extensão para que o tema fosse abordado e isso provocasse a (re)configuração desse posicionamento do professor, o que foi acontecendo à medida em que o curso avançou. Esses resultados são relevantes porque ajudam a (re)pensar os caminhos que temos percorrido na proposição e implementação de cursos de formação continuada.

Palavras-chave: gênero textual; sequência didática; didatização; gênero catalisador; formação de professor.

 

Minibiografias:

Maria de Fátima Alves – Doutora em Linguística. Professora da Unidade Acadêmica de Educação e do Programa de Pós-graduação em Linguagem e Ensino (POSLE/UFCG). Faz parte do grupo de pesquisa “Teorias de Linguagem e Ensino”. Desenvolve pesquisas nas seguintes áreas: leitura, formação docente, letramento literário, gêneros textuais e ensino de língua portuguesa. Atua no projeto “Gêneros textuais como objeto de ensino: perspectivas teóricas e instrumentos didáticos”.

Milene Bazarim – Mestre em Linguística Aplicada. Professora da Unidade Acadêmica de Letras da UFCG. Membro do grupo de pesquisa “Teorias de Linguagem e Ensino” e pesquisadora do projeto “Gêneros textuais como objeto de ensino: perspectivas teóricas e instrumentos didáticos”. Áreas de pesquisa: linguagem e educação; interação mediada pela escrita; alfabetização e letramento; letramento literário; processos de inovação no ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa; letramento do professor; entre outras.


Comunicação 3

Artigo de Opinião: Análise Textual a Partir de Mecanismos de Textualidade e de Enunciação

Autores:

Anderson José de Paula – Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo – profajpletras@gmail.com

Joceli Catarina Stassi-Sé – Universidade Federal de São Carlos – jocelistassise@hotmail.com

 

Resumo:

Esta comunicação tem como objetivo apresentar uma metodologia de análise textual do gênero Artigo de Opinião a partir dos mecanismos de textualidade e de enunciação a fim de fornecer subsídios para a consolidação de competências e habilidades alinhavadas ao gênero. Trata-se de uma investigação de abordagem qualitativa, tendo como foco os saberes ampliados por meio da escrita e reescrita do gênero, conforme os aspectos elencados para análise. O presente trabalho ancorou-se no arcabouço da Linguística Aplicada – Moita Lopes (2006); Kleiman (1998) e Vilaça (2010), por meio dos pressupostos teórico-metodológicos do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD) – Bronckart (1999, 2006, 2008) e Machado (2005), além dos estudos de Gênero Textual e Discursivo – Bakhtin (2003); Bakhtin e Volochinov (1992); Cristovão (2007); Lousada (2009); Machado (2006) e Motta-Roth (2005). No âmbito das exigências do Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS), a pesquisa propôs uma intervenção no 9º ano de uma escola estadual mineira e uma sul-mato-grossense. Espera-se testar, com esse trabalho, a metodologia adotada aqui para nortear a prática dos professores e ampliar os saberes dos alunos acerca do gênero em questão já que as análises preliminares apontam um quadro evolutivo de apreensão do gênero perante a produção inicial e as reescritas advindas da perspectiva de análise textual modelizada coletivamente e do bilhete orientador.

Palavras-chave: Artigo de opinião; Mecanismos de textualidade; Mecanismos de enunciação.

 

Minibiografias:

Anderson José de Paula – Possui graduação em Letras pela Fundação Educacional de Fernandópolis e em Pedagogia pela Faculdade de Auriflama. Mestrando no programa de Mestrado Profissional em Letras – PROFLETRAS – UFMS. É professor de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio na Rede Estadual de Minas Gerais na cidade de Iturama – Escola Estadual Nossa Senhora de Lourdese e Pedagogo no Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo.

Joceli Catarina Stassi-Sé – Possui graduação em Letras e mestrado em Estudos Linguísticos pela UNESP/São José do Rio Preto. É doutora em Estudos Linguísticos pela mesma instituição e passou por doutorado sanduíche na Universiteit van Amsterdam/Holanda. Atualmente é professora adjunta na UFSCar, onde atua na graduação e na pós-graduação e é professora colaboradora do PROFLETRAS – UFMS/CPTL.


Comunicação 4

O Agir pela Linguagem nas Práticas Formativas do Tutor da Educação a Distância

Autora:

Annie Rose dos Santos – Universidade Estadual de Maringá – arsantos@uem.br

 

Resumo:

Empreendo uma reflexão para interpretar a ação e o tutor que age em Educação a Distância (EaD) mediante a identificação das representações construídas sobre seu trabalho nos textos prescritivos das instâncias governamentais e na análise de sua ação em um curso de Letras a Distância de uma instituição de Ensino Superior do Sistema Universidade Aberta do Brasil. Utilizo a metodologia compreensiva/interpretativa inspirada no Interacionismo Sociodiscursivo (ISD) (BRONCKART, 2008) e busco caracterizar o gênero de atividade profissional do trabalho pela linguagem do tutor da EaD por meio das análises da mediação e transposição didática dos objetos de ensino nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) das disciplinas desse curso.  O quadro teórico-metodológico tem por base o ISD (BRONCKART, 2003; 2005) e contribuições de pesquisas voltadas às Ciências do Trabalho, como a Ergonomia da Atividade e a Clínica da Atividade (CLOT, 2007; BUENO, 2007) e das Ciências da Linguagem.  Os resultados alcançados permitem entender: a representação do agir do tutor a distância na tutoria como profissionais cientes de sua relevância e das prescrições para sua função;   o processo de mediação empregado nesse agir,  sobressaindo-se a mediação entre os objetos de ensino, docentes e acadêmicos do curso;   no plano do agir, os artefatos tecnológicos utilizados são as ferramentas virtuais do AVA  e os artefatos simbólicos  os diferentes gêneros textuais mobilizados e o gênero de atividade do trabalho da tutoria em EaD. Os resultados apontam ainda que as capacidades desenvolvidas para a mediação das  ações didáticas do tutor a distância são as cognitivas, adquiridas mediante os gestos profissionais inerentes e necessários a sua profissão, e indicam que o papel do tutor,  ainda em construção em seu métier profissional, é imprescindível na atual configuração da EaD no Brasil, pois este é o responsável pelo ensino e aprendizagem dos acadêmicos dessa modalidade de ensino.

Palavras-chave: Tutor; Agir Educacional; Educação a Distância no Brasil; Interacionismo Sociodiscursivo; Formação de Professores.

 

Minibiografia:    

Docente na Universidade Estadual de Maringá (UEM), PR, Brasil. Mestre em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp – Assis/SP, Brasil), doutora em Letras pela Universidade Estadual de Londrina (UEL, Brasil). Coordenadora do curso de Letras a Distância da UEM.


Comunicação 5

A Modalização Deôntica em Estratégias de Reformulação na Escrita de Alunos Pré-universitários

Autor:

Arnaldo Rebello Camargo Júnior – Universidade de São Paulo – arnaldoc@usp.br

 

Resumo:

Propõe-se neste trabalho analisar o uso da modalização deôntica na escrita pré-universitária, enquanto estratégia de reformulação. Essa modalização é assumida a partir de Nascimento (2010), que propõe a revisão da classificação dos modalizadores deônticos em quatro eixos, a saber: a) o obrigatório; b) o proibido; c) o permitido, e; c) o facultativo. A reformulação tem como função organizar o texto para facilitar a compreensão dos enunciados e, posto que é uma atividade linguística central (mais especificamente concebendo-a como retomada do discurso do outro), oferece importantes contribuições para os estudos do ensino dos gêneros escolares/acadêmicos. Essa escolha é justificada pelo fato de que raramente a reformulação na escrita em situação de exame se dá pelo discurso citado, pois não há possibilidade de o escrevente efetuar consulta a possíveis referências bibliográficas, de modo que toda referenciação construída no texto se apoia exclusivamente nos discursos que se situam no conhecimento prévio dos escreventes. Essas estratégias mencionadas, portanto, se inscrevem na heterogeneidade mostrada não-marcada, conforme estabelecido por Authier-Revuz (1990). Para uma análise contrastiva, além da modalização deôntica, foi selecionada mais uma estratégia de reformulação bastante mobilizada pelos escreventes: a assunção de voz coletiva, entendida como a palavra alheia que está sempre presente no discurso próprio (BAKHTIN/VOLOCHINOV, 1978). O material selecionado para análise é constituído de 25 redações (escolhidas aleatoriamente) do exame vestibular de 2014 da Universidade Federal de Grande Dourados (UFGD). Verificou-se que a assunção de voz coletiva é um recurso bastante acionado pelos escreventes e, em certa regularidade, tende a coincidir com formas distintas de modalização deôntica. Essa regularidade, por sua vez, demonstra ser uma estratégia generalizante de reformulação da qual os escreventes se utilizam para ajustar o dizer àquilo que julgam ser apropriado para a produção escrita em situação de  exame vestibular.

Palavras-chave: Reformulação; Modalização deôntica; Voz Coletiva; Generalização.

 

Minibiografia:

Bacharel em letras clássicas, mestre em sintaxe do português brasileiro, doutorando em linguística aplicada do português língua materna pela Universidade de São Paulo. Professor do Departamento de Educação do Centro Universitário FIEO – UNIFIEO/Osasco.


Comunicação 6

Estilo e Gênero em Enunciados Memorialistas da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo O Futuro (OLPEF)

Autora:

Beatriz Gaydeczka – Universidade Federal do Triângulo Mineiro –  beatriz.gaydeczka@icte.uftm.edu.br

 

Resumo:

A tese apresentada na Universidade de São Paulo (USP) investigou noções de estilo de gênero e de autoria a partir da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro (OLPEF, 2008). A Olimpíada é um dos programas de incentivo à leitura e à produção escrita por meio de sequências didáticas. O corpus da pesquisa foi constituído do Caderno do Professor Se bem me lembro… (2008) e de um conjunto de textos finalistas, relativos à coletânea Memórias (2008). Em termos teóricos, a tese tem como base os fundamentos bakhtinianos de linguagem em correlação com desdobramentos da semiótica discursiva francesa a fim de desvendar questões que norteiam o estilo em enunciados memorialistas, tal como os produzidos pelos alunos participantes da Olimpíada, do que emerge a questão de autoria, pertinente à produção escrita desse aluno no contexto da Olimpíada. Para isso, a tese apresenta análises e reflexões a respeito de questões discursivas tais como: as responsividades inerentes ao projeto enunciativo do aluno-autor; as relações dialógicas entre o eu e o outro em tal situação de desafio à competência discursiva; as orientações, invariantes e variantes, do enunciado; o diálogo entre textos e a captação do estilo de gênero; o simulacro discursivo do enunciador; as relações entre estilo de gênero e estilo autoral. A constituição do dizer memorialista reflete tendências constantes da recepção ativa do discurso do outro. Por conseguinte, há distintos modos de o aluno-autor articular as competências discursivas convocadas pelo enunciado. O estilo de gênero e o estilo autoral são modos de dizer em inter-relação. As recorrências na construção composicional e no conteúdo temático tendem a ser valorizadas quando se trata de estilo do gênero; as constâncias do modo de uso de tópicos temáticos, das relações dialógicas entre enunciados, das polêmicas instauradas pelos atores da enunciação remetem a um modo de presença do enunciador, o estilo autoral que delineia a imagem do sujeito discursivo.

Palavras-chave: autoria; enunciados memorialistas; estilo; olimpíada de língua portuguesa escrevendo o futuro.

 

Minibiografia:

Beatriz Gaydeczka é graduada em Pedagogia (UnC) e Letras (UNESPAR). Mestre em linguística aplicada ao ensino de língua portuguesa (UNITAU). Doutora em Letras (USP). Professora Adjunto no Instituto de Ciências Tecnológicas e Exatas (ICTE) na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).


Comunicação 7

Novas tecnologias – Novos letramentos: a Educação de Jovens e Adultos e os desafios diante das novas ferramentas digitais

Autora:

Cristiane Melo Alves – Universidade Estadual do Rio de Janeiro –cristianema.rj@gmail.com

 

Resumo:

As novas tecnologias vêm acarretando mudanças no contexto educacional alterando o modo de aprender e de ensinar. Neste contexto, surge o perfil de um “novo educador de Língua portuguesa”. Este é consciente da globalização e tem para si, como base no processo de ensino-aprendizagem, os diversos gêneros textuais e digitais, possibilitando, dessa forma, as multimodalidades dentro do letramento. Neste panorama incluímos as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs). Com o objetivo de trazer à relevância o impacto das novas ferramentas digitais e dos multiletramentos no ensino de produção de texto na Educação de Jovens e Adultos que proponho apresentar uma série de experiências de leitura e escrita vividas pelos alunos desta modalidade. Justifica-se a importância deste tema pelo fato de as formas de comunicação terem evoluído e ganhado espaço dentro das salas de aula. Ao aliar as novas ferramentas digitais ao dia a dia de maneira democrática dentro do ambiente escolar, procurou-se favorecer o processo de ensino aprendizagem. De acordo com Roxane Rojo “Trabalhar com multiletramentos pode ou não envolver (normalmente envolverá) o uso de novas tecnologias de comunicação e de informação (“novos letramentos”), mas caracteriza-se como um trabalho que parte das culturas de referência do alunado (popular, local, de massa) e de gêneros, mídias e linguagens por eles conhecidos, para buscar um enfoque crítico, pluralista, ético e democrático” (…). (ROJO, 2012, p. 8). Magda Soares destaca que os multiletramentos acontecem quando um indivíduo se apropria efetivamente da leitura e escrita em um espaço virtual.  Observamos com as práticas em sala de aula que houve interação e que, a leitura e a escrita foram valorizadas, visto que os alunos apresentaram motivação para as atividades propostas, principalmente por terem acontecido em ambientes diferenciados e com ferramentas tecnológicas diversas.

Palavras-chave: multiletramentos, leitura, escrita, gêneros textuais e digitais, Educação de Jovens e Adultos.

 

Minibiografia:

Mestranda do Programa ProfLetras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Especialização em Ensino de Leitura e Produção textual (UFRRJ/CECIERJ- 2015). Especialização em Língua Portuguesa (UERJ- 2005). Licenciada em Letras com habilitação em Língua Portuguesa e Literatura brasileira (UERJ/2004). Professora de Educação Básica em rede pública no Estado do Rio de Janeiro (RJ). Apresentou-se em vários congressos no Estado do Rio de Janeiro.


Comunicação 8

Autores e Leitores: uma Relação Marcada na Dinâmica do Tempo no Espaço

Autora:

Denísia Moraes dos Santos – Universidade de São Paulo – denisia.moraes@hotmail.com

 

Resumo:

Este trabalho tem como objetivo expor uma breve análise dos resultados da pesquisa com foco na recepção leitora de obras literárias que foram distribuídas pelo programa de leitura do Governo, o “Apoio ao Saber”, aos estudantes de Ensino Médio da rede pública estadual da cidade de Santo André, localizada no Estado de São Paulo, Brasil. Para dar conta dessa análise, foi necessário recorrer aos estudos de Mikhail Bakhtin sobre a concepção de cronotopo, presente no ensaio “Formas de tempo e de cronotopo no romance: ensaios de poética histórica”. Desse recorte teórico, selecionou-se a concepção de cronotopo do autor e do leitor por oferecer um caminho para o exame das relações entre autores e leitores configuradas na dinâmica do tempo no espaço a partir das posições enunciativas concomitantes do autor e do leitor. Por esse enfoque, pretende-se, assim, explicar como é possível aproximar, por exemplo, os estudantes de Ensino Médio na cidade de Santo André, em 2013, de um tempo e espaço específicos da narrativa de Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, obra com a primeira edição publicada em Madri, na Espanha, em 1605. A análise e discussão propostas, neste trabalho, poderão ser uma contribuição significativa no ensino de língua portuguesa não apenas por colocar em foco a necessidade da compreensão dos mecanismos que mobilizam estudantes para a leitura do texto literário, mas, em especial, por oferecerem um caminho para o diálogo vivo com a literatura na esfera escolar.

Palavras-chave: Leitura literária; Literatura, Ensino de língua portuguesa; Cronotopo.

 

Minibiografia:

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Filologia e Língua Portuguesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Graduada em Letras Português/Inglês pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Fundação Santo André e Mestre em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É membro-estudante do GP/CNPq Grupo de Estudos do Discurso da USP (GEDUSP) e do Subgrupo de Pesquisa Redes Bakhtinianas.


Comunicação 9

Ensino de Leitura e Escrita na Perspectiva dos Gêneros Textuais

Autora:

Edilma de Lucena Catanduba – Universidade Estadual da Paraíba –edilmacatanduba@superig.com.br

 

Resumo:

Nesse trabalho, discutimos sobre as práticas de ensino de linguagem, em especial  sobre o ensino de leitura, de escrita. Nosso corpus de análise é composto pela  descrição e análise de propostas de intervenção contidas em dissertações de mestrado desenvolvidas no Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB),  em 2014, 2015  e 2016.   Nessas dissertações,  interessa-nos também a forma como seus autores relacionam-se com as práticas realizadas em suas intervenções  a partir dos referenciais teóricos sobre a linguagem, sobre a teoria dos gêneros que  abordaram durante a graduação e no mestrado profissionalizante, porque essa relação reflete a forma como teoria e prática dialogam, como sociedade, escola e universidade dialogam. Embasamos nossa reflexão em estudos de Bakhtin, no tocante à compreensão de que o ato enunciativo de  linguagem, através do qual se dá a interação entre os sujeitos, é um construto sócio cultural e ideológico que deve ser compreendido no contexto da sua enunciação.  Seguindo essa linha de pensamento, nos apoiamos também em estudos de Koch e Elias (2010), Antunes (2003), Marchuschi (2008) entre outros que  discutem o ensino da língua portuguesa na perspectiva interacional  da linguagem e sob a ótica dos gêneros textuais. Nesse horizonte teórico, as produções linguísticas são consideradas como enunciados produzidos em uma relação indissociável dos contextos dos usos reais da linguagem, nos quais os sujeitos  estão inseridos. Considerando tal relação, os enunciados são pensados no âmbito dos gêneros do discurso que se caracterizam  por sua infinitude dado que também são infinitas as possibilidades da atividade comunicativa humana.

Palavras-chave: ensino; leitura; escrita; gêneros textuais.

 

Minibiografia:

Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Federal da Paraíba/UFPB. Atua na graduação e na pós-graduação da Universidade Estadual  da Paraíba (UEPB). Pesquisadora  do CNPq  do Grupo de Pesquisa Cognição e Ensino. Tem  experiência no campo da Linguística,  atuando nos seguintes temas:gramática e ensino, leitura e escria, gêneros discursivos/textuais, letramentos, estágio supersionado, formação de professores.


Comunicação 10

Consignas Orais: Instrumentos Mediadores do Desenvolvimento de Capacidades de Linguagem na Escola

Autora:

Edna Pagliari Brun – Universidade Estadual de Londrina – ednapbrun@gmail.com

 

Resumo:

Definidas como um gênero de texto cujo propósito é instruir o aluno para a realização de atividades escolares em geral, entendemos que as consignas, ou enunciados de comando, podem ser um dispositivo didático relevante na mediação entre o sujeito aluno e o conhecimento, pois possibilitam a organização das ações mentais dos aprendizes, sendo, ao mesmo tempo, uma ação de linguagem e um instrumento cultural na mediação entre pensamento e linguagem, ambos propulsores de desenvolvimento. Como eixo de ação didática, podem funcionar como instrumento de avaliação e de produção de conhecimento, à medida que viabilizam o agir do professor, integrando gestos didáticos imprescindíveis para a apropriação dos objetos de ensino pelo aluno. Com a intenção de participar das discussões sobre dispositivos didáticos para letramentos, por um viés que traga contribuições ao agir docente em sala de aula e à formação de professores, analisamos as consignas orais de atividades propostas por um professor da educação básica de uma escola pública brasileira, observadas em aulas de língua portuguesa para o ensino do gênero textual artigo de opinião. A fim de identificar os tipos de consignas utilizados, o processo cognitivo que desencadeiam e as capacidades de linguagens mobilizadas pelos alunos na realização dessas atividades, os aportes teórico-metodológicos que deram suporte à análise são os pressupostos do Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART, 2003, 2006) e os estudos da Didática das Línguas (DOLZ, GAGNON, DECÂNDIO, 2010; RIESTRA, 2004, 2010), articulados à perspectiva de formação e desenvolvimento humano proposta por Vygotsky (1996, 1998). Os resultados preliminares da pesquisa parecem indicar que, da maneira como foram elaboradas, as instruções presentes em parte das consignas analisadas foram insuficientes para a realização a contento das tarefas propostas.

Palavras-chave: consigna; agir docente; ensino; desenvolvimento; capacidades de linguagem.

 

Minibiografia:

Mestre em Linguística e Semiótica pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutoranda em Estudos da Linguagem na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Professora Assistente da UFMS/Campo Grande, leciona disciplinas na graduação em Letras na área de Linguística Aplicada. Integrante do grupo GEMFOR (UEL), desenvolve pesquisas sobre o agir docente, as atividades de linguagem e os gêneros textuais no ensino e na formação de professores.


Comunicação 11

Objetos Educacionais Digitais para Ensino de Língua Portuguesa: uma Análise dos Gestos Didáticos Prescritos para o Letramento Digital

Autores:

Eliana Merlin Deganutti de Barros – Universidade Estadual no Norte do Paraná – edeganutti@hotmail.com

Adair Vieira Gonçalves – Universidade Federal da Grande Dourados – adairgoncalves@uol.com.br

Glaís Sales Cordeiro – Faculté de Psychologie et des Sciences de l Éducation/

Université de Genève – glais.cordeiro@unige.ch

 

Resumo:

A pesquisa tematiza a coleção didática Linguagens em Conexão, obra composta de livros digitais e impressos, sobretudo, por ser a única coleção de Livros Didáticos Digitais destinados ao Ensino Médio, aprovado pelo Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) de 2015.  O objetivo é analisar a mobilização dos Objetos Educacionais Digitais (OED) pela coleção.  Teoricamente, a pesquisa está fundamentada nos conceitos de trabalho prescrito e planificado da Clínica da Atividade, na noção de Gestos Didáticos trabalhada pelo GRAFE (Groupe de Recherche pour l’Analyse du Français Enseigné) e em discussões sobre Letramento Digital. Na pesquisa exploratória, foram detectados seis tipos de OED direcionados aos docentes e, seis, aos estudantes. A conclusão é que a coleção traz um diferencial em relação às demais no que diz respeito à mediação instrumental do conhecimento, mas precisa repensar a abordagem dada aos OED, de forma que os gestos fundamentais do trabalho do professor possam contribuir para gestos didáticos específicos propiciadores de novos multiletramentos, entre eles, o letramento digital.

Palavras-chave:  Coleção Linguagem em Conexão; Objetos Educacionais digitais; Letramento digital; Gestos didáticos.

 

Minibiografias:

Eliana Merlin Deganutti de Barros – Doutora em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina. Professora adjunta da Universidade Estadual do Norte do Paraná, campus de Cornélio Procópio, onde atua como docente no curso de Letras e no Mestrado Profissional em Letras em Rede. Coordenadora local do Profletras e de um subprojeto PIBID de Língua Portuguesa cujo foco é a elaboração de um jornal escolar. Desenvolve pesquisas na área da Linguística Aplicada, com foco no ensino e formação de professores de LP.

Adair Vieira Gonçalves – Doutor em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista, com estágio doutoral na Universidade de Genebra, na Faculdade de Educação e Psicologia da Linguagem. Desde 2008, atua na graduação e na pós-graduação da Universidade Federal da Grande Dourados. Pesquisador do CNPq e líder do Grupo de Pesquisa “Gêneros Textuais/Discursivos na Formação de Professores”. Atua nos temas: letramentos(s); ensino-aprendizagem da língua materna e formação de professores.

Glaís Sales Cordeiro – Doutora em Linguística Aplicada pela PUC-SP (orientação de Roxane Rojo e Jean-Paul Bronckart). Professora de didática do francês na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Genebra. Membro do GRAFE e coordenadora do “Réseau Maison des Petits”, juntamente com Lucie Mottier Lopez. Suas pesquisas abordam questões ligadas à didática das línguas, ao ensino e à aprendizagem da produção e compreensão oral e escrita em contexto escolar e pré-escolar.


Comunicação 12

Gêneros Acadêmicos como Instrumentos para uma Proposta de Ensino de Língua Portuguesa no Contexto da Tutoria: Formação e Intervenção

Autores:

Eliana Moraes de Almeida Alencar – Universidade Federal de Mato Grosso – eliana.moraes.a@gmail.com

Felipe Eversom Camargo Pontes –  Universidade Federal de Mato Grosso –  felipe.uf@hotmail.com

 

Resumo:

Esta pesquisa retrata a experiência do Programa de Tutoria de Língua Portuguesa da Universidade Federal de Mato Grosso em 2016. O projeto atende alunos do campus de Cuiabá que são orientados por seus professores a buscar acompanhamento na disciplina, ou por interesse próprio e voluntário. A partir do diagnóstico inicial foram selecionados gêneros da esfera acadêmica para orientar a reflexão sobre a língua e perceber o funcionamento dos diversos mecanismos que estruturam esses gêneros. Toma-se como pressuposto que tais gêneros, como instrumentos, constituem formas que estruturam e mediam nossa relação com situações e conhecimentos, e, portanto, exercem uma influência considerável na construção do conhecimento (RABARDEL, 1999). Sob a orientação da pesquisadora e num trabalho colaborativo, o aluno tutor realizou todas as etapas de preparação e execução das atividades, partindo da perspectiva da abordagem do Interacionismo Sociodiscursivo (MACHADO, 2005, 2009; BRONCKART, 2006, 2009). Nesse sentido, optou-se pela proposta de análise do ISD: o folhado textual, da infraestrutura global do texto aos mecanismos de textualização e enunciativos. Compreende-se que a linguagem como atividade comunicativa permite agir no/sobre/pelo mundo. A reflexão assim como a conscientização podem impulsionar o desenvolvimento dos alunos e contribuir para sua formação. Além disso, a vivência do aluno-tutor em formação permite que o mesmo possa articular as perspectivas teóricas com a prática desse agir docente, abrindo inúmeras possibilidades por meio dessa intervenção.

Palavras-chave: Gêneros Acadêmicos; Instrumentos; Interacionismo Sociodiscursivo; Folhado Textual.

 

Minibiografias:

Eliana Moraes de Almeida Alencar – Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista- UNESP, Mestre em Estudos de Linguagem pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT. Atua com professora da área de Linguística/ Língua Portuguesa do Departamento de Letras da UFMT. Coordena o NEPIA/SECITEC, Núcleo de Estudos e Pesquisa Interdisciplinar e Aplicada em Educação Profissional da Secretaria de Estado, Ciência e Tecnologia – MT.

Felipe Eversom Camargo Pontes – Graduando em Letras/Literatura na Universidade Federal de Mato Grosso. Tem experiência no PIBID de Língua Portuguesa por dois anos, desenvolvendo atividades de letramento na Rede Pública de Ensino. Atualmente é tutor de Língua Portuguesa  no Programa de Tutoria da UFMT.


Comunicação 13

A escrita na Universidade em Foco: uma Análise do Ensino do Gênero Artigo Científico como Trabalho de Conclusão de Curso

Autora:

Eliane Feitoza Oliveira – Universidade Vale do Rio Verde – eliane.oliveira@unincor.edu.br

 

Resumo: O objetivo deste trabalho, inserido no campo de estudos da Linguística Aplicada, é o de caracterizar práticas de letramento acadêmico, a partir da análise de aulas destinadas ao ensino do gênero artigo científico. Para responder a esse objetivo, analisamos recortes feitos na transcrição das gravações de aulas ministradas por um professor, ao orientar a produção do artigo científico como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), em uma sala do curso de Letras de uma universidade privada da cidade de São Paulo. Em acréscimo, são analisados os posicionamentos de três alunos do referido curso diante do trabalho com o gênero artigo científico, tendo por base a transcrição de seus relatos orais sobre as orientações que receberam para produzi-lo, sendo que os relatos foram obtidos através de entrevistas semiestruturadas gravadas em áudio. A interpretação e análise dos registros, gerados entre os anos de 2012 e 2013, estão  apoiadas em abordagens socioculturais relativas aos letramentos acadêmicos (LEA; STREET, 1998, 2014; LILLIS, 1999; 2008; JONES; TURNER, STREET, 1999; WINGATE, 2012, entre outros). Os resultados indiciam que: (a) o professor, ao orientar a escrita do artigo como TCC, ancorou-se a um modelo de letramento que prevê a socialização de aspectos macroestruturais do gênero; (b) os alunos, por sua vez, gostariam de um ensino também voltado para a materialização linguística do artigo, no que diz respeito aos efeitos de sentido de alguns recursos linguístico-discursivos; (c) havia um conflito entre quem os alunos eram, no momento da orientação do TCC, e quem o professor esperava que eles fossem. Acredita-se que as discussões sobre o ensino da escrita de gêneros acadêmicos no âmbito da universidade, principalmente sobre as dimensões dos gêneros que ficam ocultas para os alunos nesse processo, podem viabilizar mudanças em cursos de graduação voltados para a formação de professores, especialmente, no curso de Letras.

Palavras-chave: escrita na universidade; letramentos acadêmicos; gêneros acadêmicos; artigo científico.

 

Minibiografia:

Eliane Feitoza Oliveira é mestre e doutora em Linguística Aplicada pelo Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (IEL/UNICAMP) e graduada em Letras. Atuou como professora da rede pública de ensino do Estado de São Paulo, bem como em cursos de Pós-graduação e Graduação em Letras e Pedagogia da rede privada. Atualmente, é docente do Programa de Mestrado em Letras da Universidade Vale do Rio Verde (UNINCOR).


Comunicação 14

Os Gestos Profissionais como Instrumentos Semióticos para Deslocamentos e Transformações na  Atividade do Professor de Língua Portuguesa

Autora: 

Elvira Lopes Nascimento – Universidade Estadual de Londrin – elopes@sercomtel.com.br

 

Resumo:

Os efeitos da mudança de propostas e da implantação de reformas educativas sobre o trabalho do professor trazem consequências sobre os dispositivos de controle e de regulação do trabalho, os currículos, a organização das atividades pedagógicas  e a identidade profissional.  No contexto da escola pública brasileira, as investigações sobre os elementos constitutivos do trabalho do professor têm sido favorecidas pelos estudos da linguagem dentro de uma visão coerente com aportes teóricos e metodológicos do Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART, 2006; 2008), das Ciências do Trabalho, mais especificamente Clínica da Atividade (CLOT, 1999) e Ergonomia da Atividade dos Profissionais da Educação (AMIGUES, 2004). Com a pretensão de examinar como as formas de realização linguageira promovidas pelas metodologias em Clínica da Atividade são suscetíveis de sustentar processos de desenvolvimento, parto da premissa segundo a qual a atividade psicológica é, ao mesmo tempo, mediatizada (pela linguagem e instrumentos técnico-semióticos) e mediatizante  (ao produzir elos entre os objetos, as pessoas e os sujeitos). Com o objetivo de melhor compreender a duplicidade desse processo materializado no trabalho em sala de aula, apresento indícios dos efeitos produzidos sobre o objeto de ensino, a organização do trabalho para a aprendizagem dos alunos e  os efeitos da atividade sobre os gestos profissionais.

Palavras-chave: Linguagem; desenvolvimento; mediação instrumental; formação de professor de língua portuguesa

 

Minibiografia:

Professora Associada da Universidade Estadual de Londrina. Atua no Departamento de Letras, no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem, onde orienta pesquisas de mestrado e doutorado. É docente no Mestrado Profissional – Profletras. Fez mestrado em Linguística Aplicada e doutorado em Filologia da Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo. Realizou estágio de Pós-doutorado na USP.


Comunicação 15

Argumentação como Prática Social

Autoras:

Glícia Azevedo Tinoco – Universidade Federal do Rio Grande do Norte – glicia_azevedo@yahoo.com.br

Vaneíse Fernande – SEEC-RN – vaneisefernandes@gmail.com

 

Resumo:

O domínio da técnica da argumentação é fundamental, pois ele confere empoderamento aos sujeitos, permitindo-lhes atuar, de forma mais autônoma, diante das múltiplas demandas sociais que requerem a defesa de um posicionamento. No entanto, ao que nos parece, a maioria das escolas públicas brasileiras ainda não contempla um trabalho sistematizado com o ensino de textos argumentativos a partir da perspectiva da língua(gem) como prática social. Para o desenvolvimento de uma proposta de trabalho nessa perspectiva, defendemos a aplicação do modelo didático advindo dos projetos de letramento (KLEIMAN, 2000), os quais tomam como ponto de partida (e de chegada) práticas sociais mediadas pela escrita. Sendo assim, nesta comunicação, tendo por objeto de estudo a argumentação, analisaremos aspectos que diferenciam o ensino da argumentação nesse modelo. Nosso objetivo geral é comprovar a ressignificação do processo de ensino-aprendizagem da argumentação vista como prática social por meio de um projeto de letramento desenvolvido em uma turma do Bacharelado em Ciências e Tecnologia, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Teoricamente, fundamentamo-nos na concepção bakhtiniana de linguagem (BAKHTIN; VOLOCHÍNOV [1929] 2009); nos estudos de letramento (KLEIMAN, 1995; 2006; TINOCO, 2008; OLIVEIRA; TINOCO; SANTOS, 2011; FERNANDES, 2016); e no estudo da argumentação (PERELMAN; TYTECA, 1996; FIORIN, 2015; KOCH; ELIAS, 2016).  Metodologicamente, esta pesquisa qualitativa (LÜDKE; ANDRÉ, 1986) ancora-se na Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 1996; 2006). A análise dos dados evidencia dois aspectos centrais: (i) a argumentação entendida como prática social ressignifica o processo de ensino-aprendizagem porque o torna vivencial; (ii) a argumentação passa de um objeto de ensino para uma técnica eficaz e aplicável a diferentes situações comunicativas de relevância social.

Palavras-chave: Argumentação; Prática social; Ensino de argumentação; Projeto de letramento.

 

Minibiografias:

Glícia Azevedo Tinoco – Doutora em Linguística Aplicada (UNICAMP), professora adjunta da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT/UFRN), do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (PPgEL/UFRN), mais especificamente na área de Linguística Aplicada, e do Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras), além de professora colaboradora do Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Inovação (MPInova/ECT) da UFRN.

Vaneíse Fernandes – Mestre em Letras – área de concentração Linguagens e Letramentos (UFRN), especialista em Língua Portuguesa: leitura, produção de textos e gramática (UFRN), graduada em Letras – Língua Portuguesa (UFRN), professora efetiva da Rede Estadual de Educação do Rio Grande do Norte e da Rede Municipal de Educação de Natal/RN.


Comunicação 16

Formação de Professores de Língua Portuguesa: um Olhar sobre o Agir Docente em Contexto de Estágio Supervisionado

Autoras:

Iara Francisca Araújo Cavalcanti – Universidade Estadual da Paraíba –  iarauepb@hotmail.com

Regina Celi Mendes Pereira – Universidade Estadual da Paraíba – reginacmps@gmail.com

 

Resumo:

Pesquisas na área da Linguística Aplicada (LA) têm focalizado, também, a formação e as ações docentes de professores em sala de aula, com o intuito de contribuir para reflexões sobre o ensino, valorização dos trabalhadores e, consequentemente, propiciar melhor qualidade de formação. Nesse artigo, direcionamos o nosso olhar investigativo para a formação inicial de professores de língua portuguesa com o propósito de analisar o trabalho docente planificado e o realizado (MACHADO, 2009), as reconfigurações do agir educacional, durante a prática de ensino no Estágio Supervisionado e refletir sobre o papel do professor formador inserido nesse contexto. Esta investigação faz parte de um projeto de pesquisa ação mais amplo, em LA, de natureza qualitativa, realizada com participação de graduandos do curso de Letras, de uma instituição pública no estado da Paraíba, no ano de 2010, que busca investigar o papel do professor formador no Estágio, que resultou em uma tese de doutorado. Estes direcionamentos são contemplados pelo campo aplicado de estudos da linguagem, na perspectiva do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD) – aqui representados, especificamente, por pesquisadores genebrinos (BRONCKART, 1999;2006;2009); (DOLZ, 2009; 2010) – aporte teórico-metodológico que compreender as práticas linguageiras como um instrumento de análise do texto, a linguagem como trabalho (transcrições de aulas) e linguagem sobre trabalho – os momentos reflexivos entre professores em formação e professor formador sobre as ações docentes desenvolvidas, e sua reconfiguração. O foco de análise contempla o trabalho educacional com as aulas de reescrita de textos em língua materna, uma vez que ações dessa natureza ainda parecem ser pouco recorrente no trabalho docente realizado por professores estagiários. Os resultados contribuem para promover mais reflexões sobre o trabalho docente desenvolvido na formação incial, uma vez que esse agir educacional viabiliza possíveis reconfigurações. Assim, presentamos uma proposição para o agir educacional do professor formador e daqueles em formação inicial.

Palavras-chave: Interacionismo sociodiscursivo; formação de professor; agir docente; reescrita do texto.

 

Minibiografias:

Iara Francisca Araújo Cavalcanti – Doutora em Linguística Aplicada pela Universidade Federal da Paraíba (PROLING\UFPB\2015), atua como membro do Grupo de Estudos em Letramentos, Interação e Trabalho (GELIT\CNPq – PROLING\UFPB) e professora do departamento de Letras da UEPB, lecionando os componentes curriculares: Prática Pedagógica e Estágio Supervisionado, desenvolve pesquisas nas respectivas áreas, membro do grupo SINALGE\CNPq\UEPB.

Regina Celi Mendes Pereira – Doutora em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE/2005), atua no programa de Pós-Graduação em Linguística –PROLING (UFPB). É bolsista de produtividade em pesquisa 2 do CNPq, líder do GELIT/CNPq, membro do grupo Análise da linguagem, trabalho e suas relações (ALTER/USP) e editora da Revista Prolíngua.


Comunicação 17

Os Gêneros Textuais como Instrumento Facilitador do Ensino de Línguas

Autores:

Laís Teixeira Lima – Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – lasbj@gmail.com

Eliana Crispim França Luquetti – Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – elinafff@gmail.com

 

Resumo:

O presente trabalho tem como principal objetivo evidenciar a necessidade de utilizar os gêneros textuais (GT) como um instrumento facilitador do processo de ensino-aprendizagem de línguas. Inicialmente traçamos um breve histórico dos GT e como seus primeiros estudos se configuraram; apontamos ainda, a relevância do ensino de GT no desenvolvimento sociocomunicativo do aluno. Realizamos também, um levantamento bibliográfico acerca das percepções de gêneros textuais propostas por autores como: Marcuschi (2008), que faz considerações e diferenciações entre gêneros textuais e tipologias textuais; Bakhtin (2003 e 2006), que realiza suas considerações acerca dos gêneros discursivos e sua interação entre as esferas sociais; e Dolz e Schneuwly (2004 e 2010), que consideram o GT um importante instrumento para o estudo de situações reais de comunicação. Com a realização desta pesquisa, foi possível ter a dimensão da importância dos estudos dos gêneros textuais no processo de ensino-aprendizagem de línguas na atualidade. Isto porque o estudo dos GT oportuniza a compreensão da língua como um processo dinâmico e mutável. É relevante afirmar também que, a partir dos gêneros, é possível compreender o uso interacionista dos aspectos gramaticais da língua. As abordagens propostas pelos autores foram capazes de traçar um panorama da necessidade de apresentação dos mais variados gêneros na escola.

Palavras-chave: Gêneros Textuais; Ensino; Línguas.

 

Minibiografias:

Laís Teixeira Lima – Mestra em Cognição e Linguagem pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Licenciada em Português/Inglês pelo Centro Universitário São José de Itaperuna (2013) e. Atualmente é professora de língua inglesa – Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Inglesa, atuando principalmente nos seguintes temas: Ensino, Língua Inglesa, Habilidade Comunicativa, Livro Didático e Escola Pública.

Eliana Crispim França Luquetti – Doutora e Mestra em Linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Licenciada e Bacharela em Português/Latim, também pela UFRJ. Atualmente é professora associada da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Tem experiência na área de Letras e Educação: linguagem, sociolinguística, linguística aplicada ao ensino de línguas, variação, formação de professores, letramento, ensino de leitura, livro didático e seus usos, léxico e gêneros textuais.


Comunicação 18

A Ausência de Caracterização dos Gêneros Textuais como Entrave na Didatização em Sala de Aula

Autoras:

Camilla Maria Martins Dutra – Universidade Estadual da Paraíba – camilladutramartins@gmail.com

Laura Dourado Loula Régis – Universidade Federal de Campina Grande – douradoloula@gmail.com

 

Resumo:

A tomada de consciência, pelo professor em formação, “das propriedades efetivas e potenciais dos gêneros textuais como instrumentos para agir nos contextos de ensino” (GONÇALVES, BARROS E NASCIMENTO, 2016) é inquestionável e urgente. Orientados pelas contribuições teórico-metodológicas de gênero textual e de sequência didática (DOLZ E SCHNEUWLY, 2004), foi promovido o curso de extensão “Didatização de gêneros textuais no ensino fundamental”, oferecido a professores de Educação Básica da rede municipal de Campina Grande – PB e a graduandos de Letras e Pedagogia. A partir de dados gerados, foi possível identificar equívocos terminológicos nas falas e atividades das sequências didáticas construídas pelos professores, dúvidas recorrentes acerca da classificação de determinados textos como suporte ou gênero, ênfase nos aspectos formais e conhecimento insuficiente dos tipos textuais. Desse modo, o objetivo desse trabalho reside em identificar os possíveis entraves para o trabalho com os gêneros como objetos de ensino no contexto escolar. Os resultados mostram que, embora demonstrem tal consciência, para além da falta de domínio das noções teóricas de gênero, do desinteresse de alguns professores, há uma questão fundamental e anterior: a ausência de uma caracterização da maioria dos gêneros a serem trabalhados em sala de aula. O professor, além de ter que lidar com os desalinhamentos das noções teóricas de gênero presentes nos materiais didáticos, em virtude das contribuições das abordagens diversas, não dispõe de modelos dos gêneros que contemplem, ao mesmo tempo, sua funcionalidade praxiológica, sociocultural, bem como seus aspectos estruturais (gráficos, semióticos, linguísticos etc). No Brasil, há muitos trabalhos que focalizam determinados gêneros textuais, no entanto, em sua maioria, são descrições parciais, que ora apreciam alguns dos aspectos linguísticos prototípicos do gênero, ora aspectos relacionados à sua funcionalidade. Esses resultados apontam a necessidade urgente de construção de um projeto de descrição dos gêneros textuais que são ferramentas para o ensino.

Palavras-chave: formação de professor; gêneros textuais; didatização.

 

Minibiografias:

Camilla Maria Martins Dutra – Mestre em Linguística Aplicada pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística (Proling) da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Brasil. Professora substituta da Universidade Estadual da Paraíba.

Laura Dourado Loula Régis – Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística (Proling) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, Paraíba, Brasil. Professora titular da Unidade Acadêmica de Letras (UAL) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campina Grande, Paraíba, Brasil.


Comunicação 19

Projeto de Extensão como Suporte aos Futuros Docentes: Capacitação para a Formação de Leitores na Escola

Autores:

Liz Daiana Tito Azeredo da Silva –Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – lizdaiana@ig.com.br

Jackeline Barcelos Corrêa – Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – Jack.barcelos1@hotmail.com

Eliana Crispim França Luquetti – Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – elinafff@gmail.com

 

Resumo:

Podemos dizer que pertencemos a uma geração tomada de informações e exigente resposta de competências de acesso. Esse novo perfil traz consigo algumas fragilidades remetendo a produção de um conhecimento. Nesse contexto, a presente pesquisa, visa apresentar os resultados encontrados através da execução do projeto de Extensão, intitulado “A importância da linguística na formação de professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental e a capacitação de professores para a formação de leitores na escola”. O projeto vai de encontro ao suporte para formação inicial, onde execução, se realiza através do desenvolvimento de oficinas e palestras contextualizadas, voltadas para o universo cultural de seus sujeitos aprendizes, promovendo uma dimensão interativa e dinâmica das práticas pedagógicas, abordando conceitos essenciais para a compreensão do uso da língua, com aporte da sociolinguística. Nesta perspectiva, as oficinas ofertadas buscam sempre subsidiar as possíveis lacunas do processo formativo, a cada final dos encontros é aplicado um questionário, a fim de saber, a percepção dos alunos perante o que foi passado, e também, da necessidade dos alunos em temas para as próximas oficinas.

Palavras- chave:  Formação docente; práticas pedagógicas; linguagem.

 

Minibiografias:

Liz Daiana Tito Azeredo da Silva – Graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro e MESTRADO em Cognição e Linguagem pela UENF. Tutora à Distancia das disciplinas Educação Infantil I e Prática de Ensino III (CEDERJ). Pedagoga da Associação do Imaculado Coração de Maria (Casa de recuperação de dependentes químicos). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Práticas Pedagógicas e Gestão Escolar.

Jackeline Barcelos Corrêa – Mestre em Cognição e Linguagem formada pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Cursando pós-graduação Lato-Sensu em Gestão Escolar no Instituto Superior de Educação Professor Aldo Muylaert e em Psicopedagogia Institucional e Clínica na UCAM PRÓ MINAS. Possui Graduação dupla em Licenciatura em Pedagogia na UENF (2008) e cursou o Normal Superior no Instituto de Educação Professor Aldo Muylaert (2008). Professor II na Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.

Eliana Crispim França Luquetti – Doutora e Mestra em Linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Licenciada e Bacharela em Português/Latim, também pela UFRJ. Professora associada da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Tem experiência na área de Letras e Educação, atuando em: linguagem, mudança linguística; sociolinguística, linguística centrada no uso, linguística aplicada ao ensino de línguas, variação, formação de professores, letramento, ensino de leitura, livro didático e seus usos, léxico e gêneros textuais.


Comunicação 20

O Texto na Sala de Aula: Modos de Ação, Representação e Constituição

Autora:

Luzia Rodrigues da Silva – Universidade Federal de Goiás – e-mail: luzro7@yahoo.com.br

 

Resumo:

Com este trabalho, proponho-me a apresentar um recorte de uma pesquisa – de caráter metodológico qualitativo e etnográfico – realizada em uma escola pública de Ensino Básico, localizada no Brasil. Analiso uma aula de Língua Portuguesa – gravada em áudio e transcrita – em que foi realizado um estudo de textos e aponto as contribuições dessa atividade para que o/a estudante desenvolva seu potencial crítico e sua capacidade para agir e interagir em diferentes domínios e práticas sociais. Adoto como suporte teórico e metodológico a Análise de Discurso Crítica (FAIRCLOUGH, 2003 e CHOULIARAKI e FAIRCLOUGH, 1999), abordagem que concebe a linguagem como parte irredutível da prática social (FAIRCLOUGH, 2003), configurando-se como forma de ação social, de representação e constituição da realidade. Apoio-me também nas concepções baseadas nos Novos Estudos do Letramento (STREET, 2014; BARTON e HAMILTON, 1998), um campo de pesquisa que adota a perspectiva sócio-cultural dos usos da escrita. O resultado deste estudo indica que a professora, sujeito da pesquisa, rompe com uma prática de sala de aula que tem o ensino da gramática normativa como referência do letramento escolar em Língua Portuguesa e adota uma prática pedagógica fundamentada nos estudos dos gêneros discursivos, o que permite o reconhecimento da diversidade do contexto cultural que envolve os textos, tomando o seu estudo como prática comunicativa socialmente situada. Dessa maneira, configura-se este trabalho uma contribuição à formação docente e, consequentemente, ao desempenho das/os estudantes no que se refere à prática de leitura e de escrita, instrumentalizando-as/os a (inter)agir discursivamente no curso das práticas sociais.

Palavras-chave: estudo de texto; leitura; gêneros discursivos.

 

Minibiografia:

Doutora em Linguística pela Universidade de Brasília/UnB. É professora da classe Associado da Universidade Federal de Goiás/UFG, onde desenvolve várias pesquisas voltadas para a Análise de discurso Crítica, o Letramento e as identidades de Gênero. Integra o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica/PPGEEB/CEPAE/UFG.


Comunicação 21

Análise do Discurso Estético e outros Gêneros Textuais para Formação de Professores: um Processo Metaenunciativo de Múltiplas Leituras

Autoras:

Maria Bernardete da Nóbrega – Universidade Federal da Paraíba – bernobre2009@hotmail.com

Maria das Dores Oliveira de Albuquerque – Universidade Federal da Paraíba –  doresalbuquerque@gmail.com

 

Resumo:

Este artigo se propõe a analisar o discurso estético no recorte de múltiplas leituras: poesia, pintura e outros gêneros textuais. Objetiva compreender o processo metaenunciativo de (re) construção de sentidos na densidade dialógica dos discursos estéticos e textuais via enunciados parafrásicos, aporte teórico para a formação de professores. Orienta-se em pressupostos formulados por Authier-Révuz (2004), Bakhtin (1981, 1997, 1098, 1999, 2011), Bakhtin/ Voloshinov (1981, 1992), Brait (1994, 2001), Cottington (1991), Cumming (1998), Fuchs (1992), (Gonçalves, 1989), dentre outros. A análise se expande pela composição de recortes angulares sobre a Série Pictórica da obra “Tempo Espanhol”, de Murilo Mendes: “Lições de Espanha” (Nóbrega, 2004) que expõe a arquitetônica dos gêneros discursivos e textuais: o poema Guernica de Murilo Mendes (1994), a tela Guernica de Picasso (1937), e resenhas em paráfrases (Albuquerque, 2006) a fim de verificar as marcas linguísticas nos enunciados parafrásicos suscitados na (re)construção de sentido do texto ou do discurso a partir do contexto histórico-social nas fronteiras das investigações científicas sobre o horizonte do “Grande Tempo” Bakhtin (2011). Nossa proposta é contribuir para a construção dos diálogos pedagógicos na alternância dos sujeitos professor/aluno/aluno/professor na dinâmica das atividades acadêmicas em sala de aula. Como estratégia na/da prática docente se propõe instrumentalizar o método dialógico na perspectiva bakhtiniana no limite do exercício intensivo da leitura e crítica dialógicas para a formação de sujeitos leitores ativos e autônomos. Este trabalho constitui em suas particularidades e singularidades enunciativas confrontadas nas fronteiras do discurso científico como síntese dos resultados concretos das teses de Albuquerque (2008) e Nóbrega (2004).

Palavras-chave: Leitura; Discurso; Metaenunciação de linguagens; Dialogismo.

 

Minibiografias:

Maria Bernardete da Nóbrega – Graduação em Letras pela Fundação Francisco Mascarenhas Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Patos-Pb. Mestrado em Letras-Literatura Brasileira pela Universidade Federal da Paraíba e Doutorado em Letras-Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco. Professor associado II da Universidade Federal da Paraíba, vinculada ao DLCV/CCHLA. Participa do Grupo de Pesquisas em Linguagem, Interação e Enunciação – GPLEI, do Programa de Linguística da Universidade Federal da Paraíba.

Maria das Dores Oliveira de Albuquerque – Licenciada, Especialista e Mestre em Letras – Língua Portuguesa pela Universidade Federal da Paraíba; Doutora em Linguística pela mesma Universidade; Foi Professora do  EBTT da UFPB e integrante de Pós Graduação Lato Sensu em Cursos de Formação de Professor. É professora/orientadora no curso: Letras Virtual da UFPB. Tem experiência em Linguística, com ênfase em Teoria e Análise Linguística 


 Comunicação 22

Gêneros Textuais: Acesso ao Letramento Acadêmico e Domínio dos Saberes Disciplinar e Científico

Autora:

Maria do Socorro Oliveira – Universidade Federal do Rio Grande do Norte – msroliveira.ufrn@gmail.com

 

Resumo:

Partindo do pressuposto de que os alunos, ao ingressarem no curso superior, já devam ter domínio das práticas ‘genéricas’, professores universitários, recorrentemente, solicitam deles a leitura e a escritura dos mais diversos gêneros textuais (resumos, resenhas, ensaios, seminários, fichamentos, entre outros) sem que essas produções tenham sido assumidas como objetos de ensino-aprendizagem no currículo do curso de Letras Licenciatura. Essa expectativa tem gerado uma série de tensões, dificuldades e equívocos que merecem ser investigados sob pena de se continuar formando profissionais sem domínio das propriedades dos gêneros acadêmicos e sem consciência do potencial epistêmico a estes conferido. Nesta comunicação, temos por objetivo refletir sobre os gêneros textuais vistos como objetos de ensino-aprendizagem no contexto acadêmico. Interessa-nos problematizar o modo como se faz uso dessas práticas de linguagem para a construção de saberes disciplinares próprios à formação docente, e discutir alternativas de trabalho didático que possibilitem ao graduando o acesso (VAN DIJK, 2015) a essas práticas, orientadas para a agência nesse contexto. Com vistas a essa problemática, apresentamos dispositivos didáticos e de pesquisa para a análise e a didatização de gêneros acadêmicos. A reflexão fundamenta-se nas contribuições dos estudos de letramento acadêmico (LEA; STREET, 1998; CREME; LEA, 2003; CARLINO, 2002; 2003; MARINHO, 2010), de etnografia (THOMAS, 1993) e de gênero textual na perspectiva sócio-retórica (SWALES, 1990, 1998; PARODI, 2010). A pesquisa, cujos dados foram gerados a partir de textos escritos, gravações de aulas, questionários e protocolos de escritura, constitui-se como uma etnografia da escrita (BAWARSHI; REIFF, 2013). Os resultados apontam a importância e a necessidade de se trabalhar os gêneros a partir de dispositivos didáticos (projetos de letramento) que possibilitem ao licenciando o domínio das práticas letradas no mundo acadêmico, o acesso ao conhecimento disciplinar e científico, além da consciência do valor epistêmico da leitura e da escritura na formação docente.

Palavras-chave: Gêneros Textuais; Letramento Acadêmico; Formação Docente; Etnografia da Escrita.

 

Minibiografia:

Possui graduação em Letras pela Universidade Estadual da Paraíba, Mestrado em Letras pela Universidade Federal da Paraíba e Doutorado em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas. Realizou pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas. É professora Titular das áreas de Linguística e Linguística Aplicada. Lidera o grupo de pesquisa “Letramento e Etnografia” (UFRN) e é membro do grupo “Letramento do Professor” (UNICAMP). Desenvolve pesquisas em letramentos, formação docente e gênero textual.


Comunicação 23

A Importância de Ações Formativas para a Instauração e/ou Consolidação dos Coletivos de Trabalho

 

Autora:

Maria Ilza Zirondi – Universidade Estadual de Londrina – Ilzamaria2000@yahoo.com.br

 

Resumo:

Na educação, intervenções formativas têm por objetivo dar continuidade à formação profissional dos docentes. Contudo, ainda, esse processo tem sido realizado de modo individual, isto é, a busca, na maioria das vezes, é por provocar mudanças no agir dos professores, capacitando-os particularmente para a realização do seu trabalho em sala de aula. Contrariando essa perspectiva subjetiva e individual de formação, objetivamos apresentar como o real da atividade (CLOT, 2008) pode ser influenciado e definido por ações que privilegiem a instauração e/ou consolidação do coletivo de trabalho e não o coletivo de indivíduos de uma rede educacional ou instituição (LIMA, 2016). Nas ações tradicionais para a formação contínua, o formador tenta compreender os problemas para, depois, transformá-los. O que propomos caminha em direção contrária, pois, na Clínica da Atividade (CLOT, 2006), a intervenção formativa é um recurso para ajudar profissionais a compreender, analisar e interpretar sua própria atividade, a fim de desenvolvê-la. Nessa abordagem, não são os consultores ou formadores externos que detectam e discutem os problemas, mas, os que provocam as discussões para que os próprios trabalhadores busquem compreender as suas ações profissionais e de onde emergem os conflitos contínuos da atividade mediada pelos instrumentos técnicos ou semióticos pelos quais se materializa (BRONCKART, 2006 e 2008; MACHADO, 2004). O objetivo, neste trabalho, portanto, é apresentar dados que discutam como tem sido instaurado um  coletivo de trabalho por meio da formação continuada de uma Rede de Ensino pública em um município. Buscamos, nos resultados obtidos a partir de entrevistas, indícios de que intervenções na perspectiva da Clínica da Atividade possam demonstrar que, quando os professores se organizam em verdadeiros coletivos de trabalho, podem superar problemas existentes.

Palavras-chave: Clínica da Atividade; Coletivos de Trabalho; Formação Continuada.

 

Minibiografia:

Graduada em Letras Vernáculas e Clássicas (UEL-2003), realizei a Pós-graduação em Especialização em Língua Portuguesa (UEL-2004); mestrado (2006) e doutorado em Estudos da Linguagem (2013) pela mesma universidade. Já, atuei em salas de aula Ensino Básico e na formação de professores de Redes particulares e públicas de ensino.  Atualmente, atuo como Professora Adjunta da Universidade Estadual de Londrina para o  Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas.


Comunicação 24

Os Gêneros Discursivos/Textuais na Proposta Formativa do Programa de Desenvolvimento da Educação do Paraná

Autora:

Marilúcia dos Santos Domingos Striquer – Universidade Estadual do Norte do Paraná – marilucia@uenp.edu.br

 

Resumo:

Este trabalho tem como objetivo investigar a proposta teórica formativa do Programa de Desenvolvimento da Educação – PDE, maior programa de formação continuada do Estado do Paraná, em contrapartida a sua efetivação prática, a respeito de um de seus preceitos, o de ser uma “importante estratégia metodológica de implementação e consolidação das Diretrizes Curriculares para a Educação Básica” (DCE) (PARANÁ, 2007, p. 17). Nesse aspecto, prescreve a Diretriz de Língua Portuguesa que “o trabalho com a disciplina deve considerar os gêneros discursivos que circulam socialmente” como objeto de ensino (PARANÁ, 2009, p. 63), pois “na disciplina de Língua Portuguesa/Literatura, o Conteúdo Estruturante é o Discurso como prática social, a partir dele, advém os conteúdos básicos: os gêneros discursivos a serem trabalhados nas práticas discursivas” (p. 89-90). São, então, as diferentes e diversas operações de linguagem que constituem os gêneros textuais, representantes e modelos que viabilizam a comunicação dos indivíduos nas práticas sociais, que devem ser tomados como objeto de ensino e aprendizagem. Nesse sentido, na forma como os conhecimentos específicos da disciplina são prescritos pela DCE, a priori, os gêneros textuais são um instrumento a ser internalizado pelos professores em formação no PDE. Portanto, nosso interesse se estabelece em compreender se o PDE, na teoria e na prática, promove o processo de internalização, pelos professores em formação, dos gêneros como instrumentos semióticos e dos esquemas de utilização desses instrumentos. Para tanto, analisamos a proposta teórica elaborada pelo PDE e sua efetivação prática realizada por uma Instituição de Ensino Superior. O arcabouço teórico fundamenta-se nos preceitos de Vygotsky e da corrente teórico-metodológica do Interacionismo Sociodiscursivo. Os resultados apontaram tensões entre a proposta teórica e sua efetivação prática, apresentando indícios de que o Programa não se constitui em um bom ensino no sentido vygotskiano pleno.

Palavras-chave: formação de professores; internalização; transposição didática.

 

Minibiografia:

Doutora em Estuados da linguagem pela Universidade Estadual de Londrina. Professora adjunta da Universidade Estadual do Norte do Paraná, atuando na graduação e no Programa de Mestrado Profissional em Letras. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa  (UENP/CNPQ). Tem experiência na área de Linguística Aplicada, atuando principalmente em: formação de professores, gênero textual e transposição didática com base na perspectiva teórico-metodológica do Interacionismo Sociodiscursivo.


Comunicação 25

Linguarte – Vivências em Língua Portuguesa em Espaços Sociais

Autores:

Paulo Marques Barbosa Júnior – Faculdade Padrão /Goiânia – marques.psi@gmail.com

Ester Ferreira – Faculdade Padrão /Goiânia – ester.ufg@gmail.com

 

Resumo:

Segundo Bronckart (1990 apud Brasil, 1998), não há interação sociocomunicativa que não seja intermediada por gêneros. Assim, é fundamental que a formação de professores contemple as diferentes práticas discursivas, que se realizam nos variados espaços sociais e que implicam situações diversas no que se refere ao uso e às vivências e experiências com a Língua Portuguesa, por meio da poesia, música, receitas, histórias e memórias e outros diversos gêneros. O objetivo do projeto Linguarte, vinculado à Faculdade Padrão, é de possibilitar a aproximação entre saberes acadêmicos e a prática sociodiscursiva da Língua Portuguesa em espaços não escolares, verificando como se constitui o contexto desses espaços, em relação ao uso, vivência e experiência linguística e cultural e refletir sobre as realidades e experiências obtidas nestas interações sociodiscursivas de letramentos múltiplos e sociais. Essa perspectiva inspira-se no potencial formativo do pensamento crítico do filósofo alemão Theodor Adorno que, de modo geral, sustenta que o sentido da educação é a autorreflexão crítica. A relevância desta proposta consiste nas práticas contextualizadas e vivenciadas para formação de professores, na construção e ampliação de conhecimento e experiências em questões relativas aos espaços sociais. A metodologia é mediada pelo respeito aos aspectos sociais e culturais das comunidades atendidas, utilizando-se os seguintes procedimentos: dramatizações cênicas e musicais, declamações de poemas, contação de histórias, minicursos, oficinas pedagógicas, palestras dentre outros. Foi realizada a edição Sabor e Arte do Projeto Linguarte, que ocorreu em um lar de idosos em Goiânia, Goiás, Brasil com a participação de cerca de 70 idosos. Contando com o apoio de alunos ativos e egressos, professores e familiares dos alunos, realizaram-se atividades culturais em um sarau, servida refeição, preparada pelos alunos, e ofertados serviços de beleza, além da entrega de canecas e panos de prato estilizados com a marca do Projeto como brindes aos participantes.

Palavras-chave: Gêneros Textuais; Interações Sociodiscursivas; Espaços Sociais; Letramentos múltiplos; Extensão Universitária.

 

Minibiografias:

Paulo Marques Barbosa Júnior – Mestrando em Linguística (Sociolinguística) pela Universidade de Brasília. Possui graduação em Psicologia pela Universidade Paulista (2005). Especialização em Gestão de Pessoas e Docência Universitária pela FACETED (2009). Psicólogo de carreira do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Docente da Faculdade Padrão, atuando na Coordenação do curso de especialização em Elaboração e Análise de Textos Orais e Escritos, dentre outras disciplinas e palestras. Membro atuante do projeto Linguarte.

Ester Ferreira – Doutoranda em Linguística, Sociolinguística Interacional, pela Universidade de Brasília, atuando em temas relacionados à linguagem, sociedade, cultura e identidade de grupos minoritários e rurais. Mestra pela Universidade Federal de Goiás. Docente da Faculdade Padrão, atuando na Coordenação do curso de Licenciatura em Língua Portuguesa e Língua Inglesa e suas respectivas Literaturas e do curso de especialização em Elaboração e Análise de Textos Orais e Escritos. Proponente do projeto Linguarte.


Comunicação 26

Formação de Professores – Desafios para a Educação Bilíngue de Surdos

Autor:

Rúbem da Silva Soares – Universidade de São Paulo (Faculdade de Educação) –  rsoares@usp.br / rsoares@maisinclusao.com.br

 

Resumo:

Neste trabalho, em nível de mestrado, investigamos a formação inicial de professores, nos cursos de licenciatura em Pedagogia e Letras em Instituição de Ensino Superior (IES), que deverão atender aos alunos surdos no contexto da educação bilíngue, onde a língua portuguesa-por-escrito (GRANNIER, 2007), ocuparia o espaço de L2. A grade curricular desses cursos oferece a disciplina de Libras, conforme Decreto n.º 5.626 (de 22/12/2005) que regulamenta a Lei 10.436 (de 24/04/2002). Essa legislação impõe a educação bilíngue para surdos, o que exige profissionais com formação específica, como o professor de português-por-escrito L2. Problematizamos quais os principais desafios na formação inicial de professores para a educação básica, onde deverão atender alunos surdos em contexto de educação bilíngue, em que o português deve transitar como L2? Foi utilizada metodologia de pesquisa bibliográfica (LUDKE; ANDRÉ, 1986). O arcabouço teórico traz autores do campo da surdez – que a discutem como diferença linguística (pressuposto socioantropológico) – e da Linguística Aplicada (que, nas línguas orais, discutem bilinguismo, educação bilíngue, português L2 e, principalmente, formação de professores para educação bilíngue). Os resultados apontaram quatro desafios: 1.Formular diretrizes para a formação inicial de professores; 2. Investir na construção de ações que trabalhem eventuais crenças do professor sobre a (in)capacidade de aprendizagem do aluno surdo. 3. Pensar instrumentos para que o professor possa desenvolver uma metodologia e materiais que venham a ser eficientes no ensino de português-por-escrito para o aluno surdo, como aponta Grannier (2007); e 4. Trabalhar com esse futuro professor conhecimentos linguísticos suficientes, possibilitando a sua reflexão sobre o estatuto da Libras. Concluímos que, além da inserção da disciplina de Libras, não localizamos ações abrangentes das IES para formar professores de português L2, visando atender alunos surdos em contexto de educação bilíngue.

Palavras-chave: Educação bilíngue; Surdos; Formação de professores; Português-por-escrito L2.

 

Minibiografia:

Doutorando e Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da USP (bolsista CNPq). Psicólogo e licenciado em psicologia. Trabalhou com formação continuada de professores (estado e municipio de São Paulo). É coordenador de intérpretes de Libras na educação, docente no ensino superior em cursos de licenciatura, diretor executivo da Revista D+, voltada para o público de pessoas com deficiência.


Comunicação 27

A Mediação Instrumental pelos AVA no Ensino Presencial Do IFMT-Campus Cuiabá: Conhecendo Ações Docentes

Autora:

Sueli Correia Lemes Valezi – Instituto Federal Mato Grosso, Campus Cuiabá – suelivalezi@uol.com.br

 

Resumo:

Com o advento das NTIC (novas tecnologias de informação e de comunicação), muitas ferramentas de mediação para o trabalho docente foram criadas, outras remodeladas e outras ainda irão surgir. Entre elas destacam-se os AVA – Ambientes Virtuais de Aprendizagem – que,  mesmo tendo sido idealizados para a EaD, estão mediando algumas ações docentes no ensino presencial, como é o caso do IFMT – Campus Cuiabá. Valezi (2014) constatou que essas práticas ainda são mais comuns entre os professores da área de informática da instituição. Diante desse resultado, reconheceu-se a necessidade de investigar porque elas ainda não são amplamente efetivadas entre os docentes das demais áreas de conhecimento, especialmente os de língua portuguesa. Este trabalho, filiado ao grupo de pesquisa GEELLI/CNPq (Grupo de Estudos em Ensino de Línguas e Literatura) e financiado pela FAPEMAT e PROPES/IFMT, propôs investigar como estão sendo utilizados os ambientes virtuais de aprendizagem pelos professores das diferentes áreas de conhecimento em aulas presenciais do IFMT – Campus Cuiabá por meio de entrevistas face a face. A pesquisa orienta-se pelos paradigmas teórico-metodológicos do ISD (BRONCKART e MACHADO, 2009; MACHADO, 2004; MACHADO et al 2009) que tem proposto um quadro para a análise de textos, os quais são concebidos como instrumentos semióticos de agires humanos. Os resultados preliminares deste projeto revelam que são escassos os trabalhos sobre a mediação dessas ferramentas no ensino presencial, o que revela a urgência de investigações em torno desse objeto. Espera-se que a análise dos textos identifiquem quais são as motivações e os empecilhos dos docentes para mediar suas ações pelos AVA, de forma a orientar a formulação de propostas para a melhoria das práticas docentes que necessitam acelerar seus passos rumo a um futuro em que inovações impelem mudanças na mediação do trabalho docente.

Palavras-chave: Trabalho Docente; Ferramentas Didáticas; Mediação; Ambientes Virtuais de Aprendizagem.

 

Minibiografia:

Sueli Correia Lemes Valezi é mestre em Estudos da Linguagem pelo MeEL/UFMT e doutora em Estudos da Linguagem pelo PPGEL/UEL – Londrina-PR. É professora efetiva do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso – IFMT – Campus Cuiabá e atualmente coordena o grupo de Pesquisa GEELLI/CNPq. Desenvolve pesquisas na área de Gêneros Textuais e Ensino, Linguística Aplicada, Educação Profissional e Formação de Professores.


Comunicação 28

A Formação Inicial do Professor de Língua Portuguesa: em Foco o Curso de Letras de uma Universidade Pública Brasileira

Autora:

Tatiana Fasolo Bilhar de Souza – Universidade Estadual do Oeste do Paraná – tatianabilhar@gmail.com

 

Resumo:

O ensino de Língua Portuguesa (LP) no Brasil, conforme os documentos pedagógicos, deve se pautar pela concepção interacionista de linguagem. Nesse contexto, espera-se que o professor trabalhe com seus alunos atividades de leitura, escrita/reescrita e análise linguística de textos de variados gêneros, a fim de que aprendam a adequar sua linguagem às diferentes situações de interação e desenvolvam sua criticidade frente aos discursos que os cercam. No entanto, para que esse ensino se efetive na educação básica, é necessário que os professores de LP recebam, desde a universidade, uma formação coerente com tais propósitos. Nesse contexto, investigamos a formação de professores de LP no curso de Letras de uma universidade pública situada na cidade de Cascavel, interior do Estado do Paraná, no Brasil: a UNIOESTE – referência na formação de professores de línguas na sua região. Objetivamos identificar qual a concepção de linguagem que norteia o curso e qual a compreensão de gêneros que está sendo possibilitada aos seus acadêmicos. Realizamos, assim, uma pesquisa qualitativa, interpretativista, inscrita na Linguística Aplicada, cuja base teórica pautou-se em autores como: Bakhtin (2011, 2014), Bronckart (2003), Geraldi (1984, 1997) e Nóvoa (1992, 2009). Nosso corpus foi composto do Projeto Político-Pedagógico e dez planos de ensino de disciplinas do curso, além de entrevista focal e questionários aplicados com acadêmicos do último ano. Os resultados apontam que, embora o Projeto do curso se assente na concepção interacionista de linguagem, tal orientação não se efetiva na maioria dos planos analisados. Ainda, apenas três deles mencionam o trabalho com os gêneros. Como consequência, os acadêmicos apresentam dificuldades para definir teoricamente os gêneros textuais e explicar como utilizá-los como ferramentas de ensino. Também, apontam para uma dicotomia teoria e prática no curso e um estágio insuficiente e afirmam não se sentirem aptos a ensinar LP na educação básica.

Palavras-chave: formação docente; concepção interacionista de linguagem; gêneros textuais.

 

Minibiografia:

Possui graduação em Jornalismo pelo Centro Universitário FAG (2006), graduação em Letras Português/Inglês pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2015) e especialização em Docência do Ensino Superior (2008). Atualmente, é mestranda no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Letras, área de concentração Linguagem e Sociedade, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) e bolsista Capes.


Comunicação 29

Modelização do Gênero Causo

Autora:

Valdirene Rover de Jesus Silva – Universidade Estadual do Norte do Paraná – valrover@gmail.com

 

Resumo:

O causo é um gênero textual que se configura como um importante instrumento para preservação e disseminação da cultura popular. Nesse sentido, acreditamos no gênero causo  como um instrumento mediador adequado para o trabalho com as práticas discursivas da leitura, da escrita e da oralidade, uma vez que o referido gênero pode estimular o imaginário dos alunos e contribuir para a valorização da cultura local das comunidades.  Sob tal enfoque, esta pesquisa objetiva construir um modelo teórico desse gênero, a fim de conhecê-lo e compreendê-lo em todas as suas especificidades, bem como possibilitar a construção de futuras Sequências Didáticas (DOLZ; NOVERRAZ; SCHNEUWLY, 2004). Para a construção do referido modelo teórico, utilizamos os preceitos do Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART, 2009; DOLZ; NOVERRAZ; SCHNEUWLY, 2004), do Procedimento de Análise de Textos (BRONCKART, 2012) e do Modelo Teórico de Gêneros (BARROS, 2012).

Palavras-chave: Gênero textual; Causo; Interacionismo Sociodiscursivo; Modelo teórico.

 

Minibiografia:

Graduação em Pedagogia pela Faculdade de Ciências de Wenceslau Braz e em Letras- Português e Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade Estadual do Norte do Paraná; especialização em Metodologia da Educação pela Faculdade de Educação, Administração e Tecnologia de Ibaiti e em Gestão escolar pela Universidade Norte do Paraná (2012). Mestre – Mestrado Profissional em Letras da Universidade Estadual do Norte do Paraná. Professora da Secretaria de Educação do Estado do Paraná. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em ensino da Língua Portuguesa.


Comunicação 30

A Produção Textual Escrita de Alunos de Letras: os Gêneros do Jornal no Desenvolvimento de Capacidades de Linguagem

Autor:

Neil Armstrong Franco de Oliveira – Universidade Estadual de Maringá –   prof.neilfranco@gmail.com

 

Resumo:

Temos defendido há algum tempo a tese de que a produção textual escrita em ambiente escolar ou de formação profissional necessita, invariavelmente, de um suporte para sua efetivação, em condições reais ou próximas de uma realidade. Assim, estamos executando trabalho, mais precisamente em projeto de ensino, visando ao desenvolvimento da capacidade de linguagem de alunos de Letras, tendo os gêneros do jornal como instrumentos mediadores em busca da consolidação de um aprendizado de produção escrita para além dos gêneros da esfera acadêmica. Á luz da concepção dialógica da linguagem do círculo de Bakhtin, sobretudo para os conceitos de dialogismo e de gênero do discurso, e do quadro epistemológico do ISD, para a compreensão das práticas, atividades e capacidades de linguagem, objetivamos demonstrar como uma ferramenta didático-pedagógica, nos moldes de jornal, pode contribuir para a formação dos futuros professores de linguagem, tanto no que diz respeito à capacidade de produzir textos a partir de parâmetros contextuais como também no que se refere à compreensão dos gêneros como instrumentos significativos para o ensino e aprendizagem de línguas. Atualmente o projeto conta com um blog para a publicação de textos, cujas etapas de escrita e reescrita são obrigatoriamente consideradas no processo, já que os gêneros mobilizados permitem uma abordagem temática de caráter atemporal, e se vale também de uma página em rede social para a produção de textos no gênero notícia, portanto, de aspecto factual, propiciando uma escrita mais inserida num contexto imediato em relação aos acontecimentos. Resultados, ainda parciais, têm corroborado a nossa defesa por uma escrita em que os construtos sócio-historicamente determinados, os gêneros discursivos/textuais, têm trazido contribuição para os participantes no referido projeto de ensino.

Palavras-chave: Formação docente; gêneros discursivos/textuais; ferramenta didático-pedagógica; produção textual escrita; gêneros do jornal.

 

Minibiografia:

Professor do Departamento de Teorias Linguísticas e Literárias e do Programa de Pós-graduação em Letras, da Universidade Estadual de Maringá. Pesquisa os temas: gêneros discursivos/textuais e ensino de LP, gêneros jornalísticos e ensino, ferramentas didático-pedagógicas para o desenvolvimento da produção textual escrita na escola básica e para a formação inicial em Letras. Integra os grupos de pesquisa Interação e escrita (UEM/CNPq) e GEMFOR (UEL/CNPq).


Comunicação 31

Mediação Didática e Sócio-Histórica na Produção Cultural de Crianças e Adolescentes do Ensino Fundamental

Autora:

Maria Ignez de Lima Pedroso – Universidade de São Paulo – mi.lima@terra.com.br

 

Resumo:

Neste trabalho, discutimos como a mediação didática e sócio-histórica contribuem para o agir educacional e cultural nos processos de construção oral, escrita e coletiva de um livro de fábulas e de relatos autobiográficos produzido por crianças e adolescentes de um grupo sócio-educativo do serviço de convivência e de fortalecimento de vínculos do Centro de Referência em Assistência Social – CRAS-Sul em parceria com uma pesquisadora e  profissional integrante do Núcleo de Apoio à Saúde da Família – NASF da Secretaria Municipal da Saúde de Votuporanga (SP). O ponto de partida para a produção coletiva do livro foi a exibição para os participantes do grupo de um site pedagógico que tem por finalidade incentivar a criatividade de crianças e adolescentes, instrumentalizando-os com ferramentas nele disponibilizadas, dentre elas: escolha de um cenário, de personagens e de objetos que comporão a fábula, além da opção de digitação, de revisão e de impressão do texto elaborado. Obteve-se, como resultado, o desabrochar dos processos de autoria nessa população, com destaque para a ênfase variada – mediação sócio-histórica – quanto às ferramentas oferecidas, o que indica que o espaço (o cenário), os sujeitos (representados nas personagens) e os conteúdos temáticos (materializados em objetos a partir dos quais as fábulas foram produzidas) são elementos, dentre outros, disparadores desse processo. As crianças e os adolescentes do grupo se envolveram significativamente nos processos de produção dos textos. Foram obtidas seis fábulas escritas e dezessete relatos autobiográficos escritos. Ao final do processo, com a colaboração de todos os participantes, foi escolhido um título para a produção coletiva, e passamos a buscar meios para a edição gráfica do material no formato de um livro impresso, que está em vias de ser lançado e disponibilizado nas bibliotecas públicas do município, já que um dos aspectos do processo de autoria é a consideração do público leitor.

Palavras-chave: Oralidade; Escrita; Sujeito; Espaço;  Autoria.

 

Minibiografia:

Pesquisadora integrante do Grupo de Pesquisa Práticas de Leitura e Escrita em Português Língua Materna, coordenado pelo Prof. Dr. Manoel Luiz Gonçalves Corrêa, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, em São Paulo e fonoaudióloga do Núcleo de Apoio à Saúde da Família na Secretaria Municipal da Saúde de Votuporanga (SP).


Comunicação 32

O Gênero Textual Notícia em Sala de Aula: uma Proposta Pedagógica para o Letramento Visual Crítico por Meio de imagem

Autoras:

Isabel Cristina Gomes Basoni – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo – isabelbasoni@gmail.com

Josiane Brunetti Cani – Universidade Federal de Minas Gerais – josicani@gmail.com

Elizabete Gerlânia Caron Sandrini – Universidade Federal do Espírito Santo –  elizabetecaron@yahoo.com.br

 

Resumo:

A presença da multimodalidade em diferentes contextos sociais tem exigido dos leitores o domínio de habilidades específicas para compreender diversas formas de comunicação. Essa pluralidade semiótica vem estimulando estudos em linguagem (ROJO, 2012; DIONÍSIO, 2005; DIAS e OLIVEIRA, 2016; COSCARELLI e CANI, 2016) que visam identificar práticas de ensino significativas para a formação docente. Nesse sentido, este artigo traz como principal objetivo descrever uma prática pedagógica com 10 alunos do Ensino Médio do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), campus Colatina, realizada com a leitura de textos multimodais, que leve a uma reflexão em torno de problemáticas com o trabalho em sala de aula. O estudo iniciará com uma revisão de literatura a qual, para Salvador (1976, p.11), consiste em recolher informações concomitantemente às diversas fases da pesquisa. Nessa linha de raciocínio, embasaremos nossa experiência pela teoria da Multimodalidade (KRESS e VAN LEEUWEN [1996] 2006) e do Letramento Visual e Letramento Crítico (BAMFORD, 2009; BROWETT, 2009; LANKSHEAR, 2002), assim como a formação de professores (TARDIF, 2002; TARDIF e LESSARD, 2014). A seguir, por uma natureza qualitativa, será analisado o corpus que consistirá em 10 (dez) textos escritos pelos alunos em uma atividade de produção do gênero textual Notícia, a partir de uma imagem. Acreditamos que esta ferramenta se apresenta como um valioso instrumento para o letramento visual, possibilitando a formação de cidadãos críticos. Pretendemos discutir como uma mesma imagem configura-se em possibilidades de produção de diferentes textos, tanto por raízes históricas e ideológicas de cada um, como, também, por habilidades comunicativas (leitura, escrita, oralidade e audição) vincadas em práticas discursivas.

Palavras-chave:  Letramento visual;  Multimodalidade; Práticas Discursivas; Gênero Textual; Ensino de Língua Portuguesa.

 

Minibiografias:

Isabel Cristina Gomes Basoni – Servidora dos Ifes e professora da Fundação “Castelo Branco”, Mestra em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), membro do grupo de Estudos e de Pesquisa do Ifes “Língua, Literatura e Educação”.

Josiane Brunetti Cani – Doutoranda em Linguística Aplicada pela UFMG e Mestre em Educação. Membro dos grupos de Estudos e de Pesquisa do Ifes “Língua, Literatura e Educação” e da UFMG “Texto Livre: Semiótica e Tecnologia” com dedicação aos Multiletramentos, Tecnologias digitais e Ensino de Língua Portuguesa.

Elizabete Gerlânia Caron Sandrini – Doutoranda em Letras pela Ufes. Autora de capítulos de livros e periódicos na área de Literatura Brasileira. Membro de grupos de pesquisa e de estudos no Ifes “Língua, Literatura e Educação” e na Ufes “Literatura, a ideia de Comunismo e Kynismo” e “Literatura, Indústria Cultural e Letramento Crítico”.