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Simpósio 21

SIMPÓSIO 21 – PORTUGUÊS DO BRASIL PARA ESTRANGEIROS: DINÂMICA DO PROCESSO DE CONSTITUIÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DA ÁREA

 

Coordenadores:

Norimar Pasini Mesquita Júdice | Universidade Federal Fluminense | njudice@uol.com.br

Patrícia Maria Campos de Almeida | Universidade Federal do Rio de Janeiro | patricia.mca@hotmail.com

 

Resumo:

A prospecção do surgimento de uma área de estudos pode ser uma tarefa relativamente difícil. No tocante à área de Português do Brasil para Estrangeiros (PBE), durante muito tempo, fez-se referência, como marco fundador em nosso país, a uma obra didática de 1954. Mas hoje sabe-se que já no século XIX havia produção, publicação e distribuição, em território brasileiro, de materiais didáticos para ensino de português do Brasil a estrangeiros, bem como atividades de ensino nas escolas das colônias de imigrantes. Atualmente, podemos considerar as décadas finais do século XIX, como o momento histórico que, por suas particularidades, propiciou, no Brasil, o surgimento de atividades relacionadas à área de PBE, tendo sido identificados autores, docentes, escolas que nela se dedicavam a um trabalho sistemático. Essa área foi crescendo, ao longo do tempo, em um ritmo diretamente proporcional aos cenários sócio-político-econômicos que iam se desenhando. Desse modo, pudemos observar sua rápida expansão a partir da implantação do MERCOSUL, período em que materiais didáticos de PBE foram publicados em grande número, a oferta de cursos livres cresceu vertiginosamente e cursos de formação de professores em diferentes níveis foram oferecidos. Simultaneamente ao desenvolvimento da área de PBE, foi sendo constituída sua identidade, multifacetada e plural, por diferentes agentes, atuando com variados materiais e em distintos contextos. Para uma melhor compreensão sobre os processos de constituição e consolidação da área de PBE é importante conhecer esses agentes, materiais e contextos – professores, pesquisadores, autores, livros didáticos, coletâneas, instituições de ensino e pesquisa, associações profissionais que, em diferentes períodos e espaços, contribuíram para sua criação e expansão. Neste simpósio, objetiva-se reunir trabalhos que lancem luz sobre os agentes, materiais e contextos que alicerçaram e vêm contribuindo para o desenvolvimento de atividades de ensino e pesquisa na área de Português do Brasil para Estrangeiros.

 

Palavras-chave: Português para Estrangeiros, Português do Brasil para Estrangeiros, Historiografia do Português do Brasil para Estrangeiros

 

Minibiografias:

Norimar Pasini Mesquita Júdice  Professora da Universidade Federal Fluminense, onde coordena o Programa Português para Estrangeiros e o Setor de Português para Estrangeiros, atuando na graduação e na pós-graduação em Estudos de Linguagem. Presidiu a Sociedade Internacional de Português Língua Estrangeira, participou da Comissão Técnica do Exame Celpe-Bras. Atualmente preside a Associação de Professores de PLE do Estado do Rio de Janeiro, lidera o grupo de pesquisa (CNPq) “Português do Brasil para Estrangeiros: estudos e depoimentos sobre o processo de constituição e consolidação da área” e tem realizado e orientado pesquisas sobre materiais didáticos.

Patricia Maria Campos de Almeida Docente do Setor de Português Língua Estrangeira,da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Realizou estágio pós-doutoral na Universidade Federal Fluminense. Foi coordenadora pedagógica do Exame de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras). Atualmente integra a Comissão Técnica do Celpe-Bras. Integra o grupo de pesquisa “Português do Brasil para estrangeiros: estudos e depoimentos sobre o processo de constituição e consolidação da área” (CNPq). É vice-presidente da Associação dos Professores de Português Língua Estrangeira do Estado do Rio de Janeiro.

 

 

Resumos dos trabalhos aprovados

Comunicação 1

Um novo olhar para o ensino de PLE: perspectivas para o ensino a refugiados

Autora:

Aparecida Regina Borges Sellan – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – borges@uol.com.br

 

Resumo:

O atual contexto mundial está marcado por processos migratórios diferentes daqueles acontecido em finais do século XIX e durante o século XX. Mais do que nunca os conflitos mundiais, especialmente os que envolvem israelenses, palestinos, iranianos, iraquianos têm sido responsáveis por movimentos que colocam grandes massas de pessoas em situação de apátridas ou de refúgio não apenas nos países europeus, mas também nos americanos, entre os quais o Brasil. Este movimento incide diretamente na área do ensino de PLE, pois se trata de um público específico marcado por diferenças, que vão desde a aceitação de si mesmo na condição de refugiado até à necessidade de se perceber inserido numa outra realidade na qual sua história não pode ser renegada nem relegada para dar lugar a uma nova/outra realidade, construindo outra história.  Essa nova perspectiva de vida começa a ser escrita mediada por uma nova língua, aquela falada no espaço geográfico onde se vê acolhido, no caso desta pesquisa, a Língua Portuguesa. Assim, tem-se por tema o ensino/aprendizagem da língua portuguesa do Brasil para refugiados palestinos assentados em São Paulo. Por se tratar de um grupo específico de falantes exclusivos do árabe, com graus diversificados de conhecimentos e interesses para este aprendizado, conhece-se um desafio. Análises preliminares indicam serem necessárias propostas metodológicas diferenciadas compreendendo desde elaboração de material didático, proposição de áreas temáticas para atender a seus interesses e necessidades até procedimentos em sala de aula. Questões relacionadas a políticas internacionais, direitos humanos, organização social, religião e cultura, entre outros, deverão nortear as ações propostas para o curso de português, pois não se pode considerar o aprendizado de uma nova língua apenas pela sua estrutura, devendo-se, assim, integrá-la aos valores, culturas e necessidades do e no novo “lugar” de convivência e de construção, quem sabe,  de sua nova nação.

Palavras-chave: Ensino de português; Cultura e língua; Contexto político-social.

 

Minibiografia:

Pós-doutoramento em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal Fluminense- UFF. Doutora em Língua Portuguesa pela PUC-SP; Mestre em Língua Portuguesa pela mesma instituição. Vice-Líder de pesquisa do Núcleo de Pesquisa e Ensino Português Língua Estrangeira – NUPPLE – IPPUC-SP.  Coordenadora do Curso de extensão: Português Brasileiro: Língua e Cultura -COGEAE-PUC-SP. Coordenadora do Curso Letras: Língua Portuguesa – Licenciatura -2013-2015 e Vice-Coordenadora do Curso Letras: Língua Portuguesa – Licenciatura -2015-atual.


Comunicação 2

A contribuição das políticas de internacionalização para a difusão do Português em diferentes contextos e múltiplas realidades

Autora:

Áurea Regina do Nascimento Santos – IFPI – aureasantos@ifpi.edu.br

 

Resumo:

A inserção do ensino de Português como Língua Estrangeira (PLE) em universidades americanas é objeto desta comunicação que apresenta a experiência de uma ex-bolsista FLTA durante o período de intercâmbio na Universidade de Nebraska-Lincoln (2011-2012) e o envolvimento com o processo de internacionalização do ensino superior brasileiro como desdobramento dessa vivência. As universidades dos EUA que recebem bolsistas FLTA demonstram bastante interesse em ofertar aos seus discentes um contexto multilíngue e multicultural ao promover cursos de língua e cultura com falantes nativos visto que o número de vagas para o programa aumenta a cada ano. Nesta pesquisa, recorremos a Ferreira (2008), Cunha & Santos (1999) e Serrani (2010) para verificarmos como a promoção da língua portuguesa, através das aulas ministradas por brasileiros(as), promove a inclusão do Brasil no cenário internacional, podendo levar o português a tornar-se uma língua da produção do conhecimento acadêmico e cientifico mundialmente. Além disso, o ensino da língua portuguesa nos EUA incentiva o contato entre instituições americanas e brasileiras, promovendo a vinda de americanos para estudar, trabalhar ou apenas para turismo. Em contrapartida, a política de internacionalização das universidades brasileiras exige, por consequência, uma maior mobilidade e reciprocidade para, também, receber estudantes estrangeiros. Com base em Moita Lopes (2013), observamos como o PLE passa a contar com um espaço institucionalizado para sua promoção, forçando as instituições brasileiras a apresentarem uma política de planejamento para o seu ensino, formação de professores e conscientização sobre a necessidade de pensar o português para os estrangeiros como uma política de acolhida e de imersão na cultura brasileira através da cultura acadêmica. Concluímos esta pesquisa com uma análise sobre as políticas de internacionalização das instituições de ensino superior brasileiras e sua contribuição para a ampliação de programas para o ensino da língua portuguesa para estrangeiros.

Palavras-chave: FLTA; Português para Estrangeiros; Internacionalização.

 

Minibiografia:

Docente de Língua Inglesa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI – Campus Teresina Central). Atua, também, como Diretora de Relações Internacionais do IFPI. Mestra em Letras pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI (2016). Foi Visiting Scholar da Comissão Fulbright, tendo atuado como Professora Assistente junto ao Departamento de Línguas e Literaturas Modernas da Universidade de Nebraska-Lincoln (EUA), onde lecionou Língua Portuguesa e Cultura Brasileira para estudantes de graduação e pós-graduação (2011-2012).


Comunicação 3

Um manual didático para o ensino da língua portuguesa do Brasil para estrangeiros na virada do século XX

Autora:

Rosa Maria de Britto Cosenza – Centro Universitário Moura Lacerda – paulorosa.ml@convex.com.br

 

Resumo:

Nossa experiência em sala de aula para ensinar a língua portuguesa aos estrangeiros, frente à ausência de material didático, fez-nos sentir a necessidade de um apoio principalmente visual, pois a forma plena da língua, na qual se combinam intimamente os níveis fonológico, morfológico e sintático, e as unidades lexicais, quando unida ao visual, favorece a assimilação e a fixação das estruturas linguísticas. Nossa proposta, com base nas ideias de Girard (1972), é apresentar um manual ilustrado que tem proporcionado grande propagação da língua portuguesa falada no Brasil e que se constitui, portanto, em um artefato que contribui para o desenvolvimento da área de Português do Brasil para Estrangeiros. O material parte do princípio de que a língua, como instrumento de comunicação entre os homens, precisa ser apreendida pelos falantes estrangeiros de forma espontânea. Para atingir essa expressão espontânea, começa-se pelo aprendizado de um diálogo construído a partir das estruturas que se quer ensinar, através de exercícios de assimilação dessas estruturas e exercícios de conversação  dirigida. O ideal é  ter  como  apoio pedagógico  um manual  que satisfaça a necessidade de comunicação em situações reais do país que tem o Português como língua oficial.

Palavras-chave: Manual; Língua Portuguesa para Estrangeiros; Aprendizagem; Comunicação.

 

Minibiografia:

Licenciada em Línguas Neolatinas, pedagoga e advogada. Leciona Lingüística no Curso de Letras e também Linguagem Forense no Curso de Direito, ambos do Centro Universitário “Moura Lacerda”, em Ribeirão Preto-SP. Possui mestrado e doutorado em Letras, na área de concentração em Lingüística e Língua Portuguesa, pela UNESP (Universidade Estadual Paulista) – Campus de Araraquara-SP.


Comunicação 4

Presença de tarefas do exame Celpe-bras nos livros didáticos de Português do Brasil para Estrangeiros

Autor:

Ronaldo Amorim Ozório da Matta Lima – Universidade Federal Fluminense – ronaldoamorim2004@uol.com.br

 

Resumo:

No percurso do ensino de Português do Brasil para Estrangeiros (PBE), a implantação do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa do Brasil para Estrangeiros – Celpe-Bras, em 1998, como documento oficial de proficiência em Língua Portuguesa do Brasil e sua exigência em diversas instituições têm propiciado crescente demanda por estrangeiros das mais diversas origens. Tomando-se por base o conceito de efeito retroativo ou backwash, utilizado na Linguística Aplicada por Anderson e Wall (1993), e defendido em trabalhos de Scaramucci (1999, 2000, 2004), algumas análises preliminares demonstram que o exame para obtenção do Celpe-Bras tem-se refletido na organização de cursos e na produção de materiais de ensino de nosso idioma, justificando-se, então, essa investigação. O objetivo deste trabalho é relatar reflexos do Celpe-Bras em livros didáticos (LDs) de PBE produzidos no Brasil, desde a década de 1990 até o ano de 2016. Busca-se responder a quatro questões principais: 1) Quais LDs têm considerado o Celpe-Bras em seus conteúdos? 2) Quando e em que LDs de PBE o Celpe-Bras passou a ser citado como parâmetro? 3) Quando e em que LDs de PBE as tarefas do Celpe-Bras passaram a ser reproduzidas? 4) Quando e em que LDs de PBE tarefas semelhantes àquelas do Celpe-Bras passaram a ser apresentadas? Para responder a essas indagações, procedeu-se a um levantamento dos LDs de PBE produzidos no Brasil, no período de existência do Certificado, examinando-se a apresentação da obra por seus autores e editores e a configuração das atividades propostas aos aprendizes.

Palavras-chave: Português do Brasil para Estrangeiros; Celpe-Bras; Livros didáticos.

 

Minibiografia:

Professor do Instituto de Letras e do Programa de Português para Estrangeiros da Universidade Federal Fluminense, Coordenador do Programa Idiomas sem Fronteiras/Português-UFF da SESu/MEC, e membro do grupo de pesquisa (CNPq) “Português do Brasil para Estrangeiros: estudos e depoimentos sobre o processo de constituição e consolidação da área”. Foi membro da Comissão Técnico-Científica do Celpe-Bras – entre 2002 e 2007 e entre 2012 e 2015.


Comunicação 5

Português do Brasil para Estrangeiros: a consolidaçào da área no CEFET-MG

 

Autores:

Natália Moreira Tosatti – CEFET-MG – nataliatosatti@yahoo.com.br

Liliane de Oliveira neves – CEFET-MG – liliane.olineves@gmail.com

Jerônimo Coura-Sobrinho – CEFET-MG – jeronimocoura@gmail.com

 

Resumo:

O propósito desta comunicação é apresentar algumas ações desenvolvidas no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) que têm contribuído para a consolidação da área de Português do Brasil para Estrangeiros (PBE). Essas ações estão alicerçadas na tríade ensino-pesquisa-extensão e materializadas em quatro grandes eixos: (i) o ensino da língua portuguesa e cultura brasileira para estrangeiros, (ii) a capacitação de professores de PBE e elaboração de materiais didáticos, (iii) o desenvolvimento de pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado e (iv) a organização de eventos específicos da área. Todas essas ações proporcionam o desenvolvimento de práticas que promovem a competência e a integração intercultural dos sujeitos envolvidos, além institucionalizar a área no âmbito do CEFET-MG.

Palavras-chave: Português do Brasil para Estrangeiros; CEFET-MG; formação de professores; ensino-pesquisa-extensão.

 

Minibiografias: 

Natália M. Tosatti: Mestre em Estudos Linguísticos pela UFMG. Professora e pesquisadora do Departamento de Linguagem e Tecnologia do CEFETMG. Fez parte da Comissão Técnico-Científica do exame Celpe-Bras. Pesquisa sobre gêneros textuais, materiais didáticos, avaliação de proficiência e formação de professores de PLE. É membro do Grupo de Pesquisas em Linguagem e Tecnologia, da Associação Mineira dos Professores de Português como Língua Estrangeira (AMPPLIE) e da Sociedade Internacional da Língua Portuguesa (SIPLE).

Liliane de Oliveira Neves: Doutoranda em Estudos de Linguagens no CEFET-MG. Desenvolve pesquisas na área de Linguística Aplicada e Análise do Discurso, com foco em: exame Celpe-Bras, ensino e aprendizagem de Português como Língua Estrangeira, interlíngua, enunciação, argumentação. É membro do Grupo de Pesquisas em Linguagem e Tecnologia (INFORTEC) e da Associação Mineira dos Professores de Português como Língua Estrangeira (AMPPLIE).

Jerônimo Coura-Sobrinho: Doutor em Estudos Linguísticos pela UFMG. Atualmente é professor e pesquisador do Departamento de Linguagem e Tecnologia do CEFETMG. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Análise do Discurso, atuando principalmente nos seguintes temas: exame Celpe-bras, análise do discurso, exame de proficiência, avaliação de proficiência e português para estrangeiros. É membro da atual Comissão Técnico-Científica do exame Celpe-Bras.


 Comunicação 6

O material didático de Português do Brasil para Estrangeiros (PBE) e a questão da autoria

Autora:

Patricia Maria Campos de Almeida – UFRJ – patricia.mca@hotmail.com

 

Resumo:

O Brasil, conforme já descrito exaustivamente nos livros de História, é um país marcado pela presença do estrangeiro. De forma bastante resumida, podemos citar inicialmente a chegada e permanência dos portugueses. Mais tarde, os imigrantes – que chegaram, sobretudo, no século XIX e na primeira metade do século XX – tiveram papel fundamental para o povoamento de áreas mais remotas, bem como para o desenvolvimento econômico do país. Ainda hoje, por conta do cenário mundial – marcado por crises sócio-político-econômicas e por questões de ordem religiosa – observamos um número expressivo de estrangeiros que chega no território brasileiro em busca de trabalho, estudo ou refúgio. Considerando, então, que a presença estrangeira sempre foi uma constante no Brasil, é esperado que haja, no país, produção de materiais para ensino do idioma e da cultura brasileira a esse público em especial. Em trabalho anterior, integrante do acervo do grupo de pesquisa Português do Brasil para Estrangeiros: estudos e depoimentos sobre o processo de constituição e consolidação da área, traçamos o panorama histórico das obras didáticas publicadas no Brasil para ensino de PBE, definindo o século XIX como o momento em que se inicia essa produção e um imigrante europeu como sendo o autor da primeira obra localizada até o momento. Usando como ponto de partida esse histórico das obras didáticas, pretendemos, neste trabalho, concentrar nossa atenção sobre a questão da autoria. Foram objeto de estudo as obras escritas exclusivamente por autores estrangeiros para que fosse possível conhecer um pouco mais sobre a história desses autores, bem como sua visão sobre o ensino, sobre a língua portuguesa e a cultura brasileira. A realização deste trabalho permite-nos alcançar uma melhor compreensão sobre os processos de constituição e consolidação da área de PBE.

Palavras-chave: Português do Brasil para Estrangeiros; materiais didáticos; autoria; historiografia.

 

Minibiografia:

Docente do Setor de Português Língua Estrangeira,da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fez estágio pós-doutoral na Universidade Federal Fluminense. Integra a Comissão Técnica do Exame de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros e o grupo de pesquisa “Português do Brasil para estrangeiros: estudos e depoimentos sobre o processo de constituição e consolidação da área” (CNPq). É vice-presidente da Associação dos Professores de Português Língua Estrangeira do Estado do Rio de Janeiro.


Comunicação 7

O Livro didático como convergência na diversidade de ensino português no Brasil

Autora:

Maria José Nélo – Universidade Estadual do Maranhão – marianelo@uol.com.br

 

Resumo:

O processo de constituição e consolidação do ensino de Português no Brasil é fator de interesse desta pesquisa que busca delimitar por meio de fatos históricos, nos meados do século XIX na Província do Maranhão, a publicação do “Livro do Povo”, da autoria de Antônio Marques Rodrigues. O referido  livro, conforme Viveiros (1954), chegou a uma tiragem de 26 000 exemplares e foi usado como material didático de 1861 a 1880, nas escolas públicas de primeiras letras. Ao considerar o quantitativo de reproduções do livro e a existência de apenas um exemplar na British Library, na Inglaterra, pode-se inferir que esse livro fora também recurso de apoio para o ensino de português para estrangeiros. O método adotado neste estudo é histórico-analítico e parte de conhecimentos subsidiados pela  Análise Crítica do Discurso com foco na noção de Contexto, tendo como principal representante Van Dijk. Entende-se, por essa perspectiva, que a cada contemporaneidade discurso, sociedade e cognições atendem e constituem-se pelas categorias do poder, controle e acesso relativos ao que se pode e deve ser ensinado como formação educacional. O objetivo desta pesquisa é contribuir com a história do ensino de Português no Brasil para nativos e estrangeiros desde meados do século XIX. Os resultados obtidos revelam: o papel do professor no ensino da educação básica; a organização interna do livro e suas partes constituintes com intencionalidades de ensino; a disposição textual e suas discursividades; os fatores indicativos de estrangeiros na cidade de São Luís. É fundamental considerar, também, a participação das informações sobre a anuência da Igreja Católica na legitimação de material didático, na formação dos instrutores e na formação educacional dos habitantes brasileiros. Esta pesquisa contribui para construir a memória do ensino de português na Província do Maranhão desde o período monárquico.

Palavras-chave: Ensino; Livro didático; Discurso e Contexto.

 

Minibiografia:

Professora Adjunto III do Departamento de Letras na Universidade Estadual do Maranhão. Ministro aulas para alunos estrangeiros desde 1999, mas, apenas nos últimos dois anos, coordeno o Curso de Pesquisa e Extensão sobre ensino de Língua Portuguesa para Estrangeiros na UEMA, com o objetivo de atender à realidade dos estudantes que demandam por essa modalidade ensino. 


Comunicação 8

Materiais didáticos de Português do Brasil para estrangeiros: autoria e representações da sociedade brasileira nos séculos XX e XXI

Autora:

Norimar Júdice – Universidade Federal Fluminense – njudice@uol.com.br

 

Resumo:

A partir da segunda metade do século XIX, materiais de ensino de português para estrangeiros  (PE) vêm sendo publicados no Brasil. Além de constituírem importantes documentos dos cenários de ensino-aprendizagem de PE em diferentes épocas, esses materiais nos permitem observar, nos textos neles inscritos, variadas representações da língua e da cultura do Brasil. Nosso objetivo, nesta comunicação, é focalizar, em textos verbais e não verbais de livros didáticos de Português do Brasil para Estrangeiros publicados em diferentes décadas do séculos  XX e XXI, as representações do Brasil e dos brasileiros configuradas na ótica de distintos autores inscritos em nosso espaço. As obras pesquisadas fazem parte do acervo reunido pelo grupo de pesquisa Português do Brasil para Estrangeiros: estudos e depoimentos sobre a constituição e a consolidação da área e foram analisadas com recurso a pressupostos da Teoria das Representações Sociais, de Moscovici. Nossos resultados revelam, perpassando as representações da identidade brasileira contidas nos textos das obras examinadas, marcas não só do tempo e do espaço em que circularam, mas também aspectos relacionados à autoria, como gênero e nacionalidade.

Palavras-chave: Português do Brasil para Estrangeiros; Materiais didáticos; Representações da identidade brasileira; Autoria.

 

Minibiografia:

Professora da Universidade Federal Fluminense, onde coordena o Programa Português para Estrangeiros e o Setor de Português para Estrangeiros, atuando na graduação e na pós-graduação em Estudos de Linguagem. Presidiu a Sociedade Internacional de Português Língua Estrangeira, participou da Comissão Técnica do Exame Celpe-Bras. Atualmente preside a Associação de Professores de PLE do Estado do Rio de Janeiro, lidera o grupo de pesquisa “Português do Brasil para Estrangeiros: estudos e depoimentos sobre o processo de constituição e consolidação da área” e tem realizado e orientado pesquisas sobre materiais didáticos.


Comunicação 9

O lugar dos textos literários nos livros didáticos de português como língua estrangeira

Autores:

Regina L. Péret Dell´Isola – Universidade Federal de Minas Gerais – reginadellisola@gmail.com

Luiz Antônio Prazeres – Universidade Federal de Ouro Preto – lprazeres1@gmail.com

 

Resumo:

Nesta comunicação, busca-se apresentar o resultado de investigação que lança luz sobre os agentes, materiais e contextos que alicerçaram e vêm contribuindo para o desenvolvimento de atividades de ensino e pesquisa na área de Português do Brasil para Estrangeiros. A análise da presença de textos literários nos livros para ensino do português como língua estrangeira (PLE) nos remete a uma investigação detalhada do modo como a literatura é explorada para fins didáticos nesses materiais. Ao identificar práticas pedagógicas e estratégias utilizadas nos cursos de língua estrangeira, Jean Peytard (1982) ressalta a importância da inclusão de textos literários nesse contexto e assinala que um dos objetivos dessa inserção é o de legitimar a língua, sendo que trechos dos textos selecionados constituem-se como modelos que podem servir de base à formulação de exercícios gramaticais e de sintaxe. Nesta investigação, retomamos estudos feitos por Jean Peytard (1988) que focalizam aspectos relacionados ao aprendizado da língua através da literatura, sobretudo no que diz respeito às estratégias de exploração textual que podem conduzir o aluno a considerar o texto literário como espaço de aprendizado da língua. Assim, a partir das reflexões de Peytard e Moirand (1992) e dos estudos de Pietraróia (1997), realizamos nossa investigação que consiste no levantamento de textos literários presentes em alguns dos mais recentes livros didáticos de PLE. Apresentaremos os resultados da análise das abordagens propostas pelos autores das obras selecionadas, da avaliação de como são explorados dos textos literários, com vistas ao ensino desse idioma.

Palavras-chave: Português Língua Estrangeira; Literatura; livro didático; textos literários; práticas pedagógicas.

 

Minibiografias:

Regina L. Péret Dell´Isola: Professora Titular da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, onde é coordenadora do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Português – Língua Adicional e do Mestrado Profissional (PROFLETRAS/UFMG). Em agosto de 2015, com o apoio da CAPES, finalizou pós-doutorado sênior como investigadora no Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa em Portugal. Integra a Comissão Técnico Científica do exame CELPE-Bras e é autora de diversos livros acadêmicos na área de Linguística, Linguística Aplicada e Linguística do Texto.

Luiz Antônio Prazeres: Doutor em Letras pela Universidade Federal Fluminense. Professor do curso de Letras do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Ouro Preto. Atua, principalmente, nas seguintes áreas: educação, avaliação sistêmica nos níveis fundamental, médio, superior, concurso público, ensino de língua portuguesa, língua portuguesa para estrangeiros, vestibular, edição, preparação e revisão de textos, e ensino fundamental. Desenvolve o projeto de extensão: Biblioteca Benvinda, na divulgação de literatura e formação de leitores, na cidade de Ouro Preto, MG. 


Comunicação 10

O lugar do Português do Brasil no espaço da lusofonia

Autora:

Lêda Pires Corrêa – Universidade Federal de Sergipe – ledapc36@gmail.com

 

Resumo:

Este estudo analisa textos multimodais publicitários produzidos no Brasil e em Portugal, sob a perspectiva do Modelo Semântico Reformulado, proposto por Eco (1976), em interface com pressupostos teóricos de Kress e van Leeuwen (1996)  para discutir, a partir dos sentidos produzidos na relação entre usos linguísticos e não linguísticos, as visões de mundo dos dois países de língua portuguesa. A diversidade dessas visões torna-se uma questão problemática, quando cotejada no âmbito da promoção e difusão do português, pelo eixo estrutural da lusofonia, cuja base reside na reunião de comunidades de fala organizadas pelo sistema lusófono, embora seus usos linguísticos sejam bastante diversos. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), constituída por nove estados-membros (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), é uma das organizações que planifica e executa programas destinados à expansão da lusofonia, por meio de seu Instituto Internacional de Língua Portuguesa (ILLP). Contudo, o Brasil tem protagonizado, de modo independente, a conquista de novos espaços transnacionais, com a criação, por exemplo, de duas universidades públicas: a Universidade Federal de Integração Latino-Americana (UNILA) e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). A diversidade de visões de mundo, no espaço da lusofonia, requer novas reflexões no campo dos estudos linguísticos e das políticas de língua que viabilizem, por um lado, a promoção e a difusão do português do Brasil com os matizes de suas variedades, por meio da maior circulação das produções literárias, jornalísticas, publicitárias, culturais e artísticas e também pelo incentivo à formação docente na área.

Palavras-chave: Multimodalidade; Português do Brasil; Lusofonia.

 

Minibiografia:

Lêda Pires Corrêa é Doutora em Língua Portuguesa pela PUC-SP, onde atuou como professora por dez anos. Atualmente, é professora associada do Departamento de Letras Vernáculas e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Sergipe (UFS). É líder do Grupo Interinstitucional de Pesquisa em Lexicologia (GIPLEX/CNPq).


Comunicação 11

Ensino-aprendizagem de PLE no contexto atual: uma proposta de investigação das identidades de imigrantes no Brasil

Autores:

Eleonora Bambozzi Bottura – Universidade Federal de São Carlos – eleonora.2b@gmail.com

Sandra Regina Buttros Gattolin – Universidade Federal de São Carlos – sandragattolin@gmail.com

 

Resumo:

O presente trabalho visa apresentar uma proposta de investigação das identidades de imigrantes aprendizes da língua portuguesa no Brasil. É sabido que diante do fluxo migratório mundial, o Brasil tem sido destino de muitos imigrantes. Logo, o ensino da língua portuguesa para imigrantes e suas dimensões apresentam-se como contexto bastante pertinente de atuação e pesquisa na área de Português Língua Estrangeira (PLE). Nesse sentido, a pesquisa proposta tem como principal objetivo analisar de que modo aprendizes negociam e constroem suas identidades na medida em que se engajam na aprendizagem do português. Pretende-se elucidar o papel das identidades como integrante e constitutivo do processo de ensino-aprendizagem de PLE. O contexto da pesquisa é o de uma instituição na cidade de São Paulo que acolhe e oferece aos imigrantes, dentre outras atividades e serviços, cursos de português. Os participantes da pesquisa são imigrantes que frequentam aulas de português na instituição. Dentre os procedimentos metodológicos adotados, destacam-se: diários de campo, observações, questionários, depoimentos e entrevistas não só com os aprendizes, mas também com outros autores na instituição de modo a buscar pistas que encaminhem para a discussão sobre identidades e Ensino na atualidade. Desse modo, espera-se que o estudo permita compreender as práticas dos imigrantes, bem como suas identidades imaginadas, desejadas, cultivadas e (des)construídas no processo de aprendizagem da língua portuguesa brasileira e, assim, contribuir para formação de professores de PLE, bem como para o desenvolvimento teórico-metodológico da área.

Palavras-chave: Português Língua Estrangeira; ensino-aprendizagem;  imigrantes; identidade.

 

Minibiografias:

Eleonora Bambozzi Bottura graduou-se em Letras (Português/Inglês) na Universidade Federal de São Carlos. Mestre em Linguística pela mesma universidade, tendo desenvolvido pesquisa na área de avaliação de línguas. Atualmente, é doutoranda em Linguística na Universidade Federal de São Carlos, desenvolve pesquisa na área de ensino-aprendizagem de línguas (Português Língua Estrangeira).

Sandra Regina Buttros Gattolin é docente do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos. Mestre e Doutora em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas, instituição em que desenvolveu sua pesquisa na área de ensino-aprendizagem de segunda língua e língua estrangeira. Suas áreas de interesse em pesquisa são o ensino-aprendizagem-avaliação em língua estrangeira, a formação de professores de língua estrangeira e os novos letramentos, multiletramentos e letramento crítico.


Comunicação 12

Por uma historiografia do ensino de português no contexto italiano

Autora:

Andrea Lima Belfort Duarte – Universidade Federal do Rio de Janeiro –andreabelfort@letras.ufrj.br

 

Resumo:

A relação Brasil-Itália é sempre merecedora de destaque nos estudos que tratam da temática da imigração haja vista a importância da vinda e do estabelecimento dos italianos no território brasileiro para nosso desenvolvimento social e econômico. Segundo Cervo (1992), “Entre 1880 e 1914, época da grande imigração, o Brasil tornou-se o terceiro país em número de imigrantes italianos, depois dos Estados Unidos e Argentina. Foram estes, dentre todos os estrangeiros, os que chegaram em maior número” (p. 56). Ainda de acordo com o autor citado, muitos foram os elementos de atração para a escolha do Brasil como país de emigração, tais como: o trabalho dos agentes de viagem que consistia em realçar a capacidade de atração das diferentes regiões brasileiras, a possibilidade de obtenção de propriedades e a renda salarial. Todos esses fatores, somados aos problemas enfrentados na época pela Itália, faziam o Brasil parecer um destino ideal. Nesse contexto de deslocamentos para um novo mundo, uma nova língua e uma nova cultura, é publicada na Itália, no ano de 1894, a obra intitulada Grammatica Portoghese-Brasiliana. Ela é classificada por seu autor, Gaetano Frisoni, como uma obra precursora para os estudos de língua portuguesa à disposição dos italianos. Além de a considerarmos também um material  pioneiro, acrescentamos que se trata de uma publicação emblemática, pois marca um momento relevante da relação histórica desses dois países. Tendo em vista a relevância da obra Grammatica Portoghese-Brasiliana para o estudo dos materiais didáticos da área de PBE,  pretendemos, então, neste trabalho,  apresentar os resultados de  uma pesquisa analítica sobre a composição dessa obra, considerando o cenário histórico em que foi publicada.

Palavras-chave: Português do Brasil para Estrangeiros; materiais didáticos; historiografia; imigração.

 

Minibiografia:

Possui graduação em Letras Português-Italiano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (2005), mestrado em Letras pela Universidade Federal Fluminense – UFF (2009) e doutorado em Estudos de Linguagem pela Universidade Federal Fluminense – UFF (2014). Atualmente é Professor Adjunto II da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.


Comunicação 13

Desafios para a consolidação do PLE no Chile: uma análise da cultura de aprender e cultura de ensinar no nível inicial de aprendizagem da língua portuguesa por hispanofalantes

Autoras:

Ana Laura dos Santos Marques – Universidad de Santiago de Chile – ana.marques@usach.cl

Mônica Baêta Neves Pereira Diniz – Pontificia Universidad Católica de Chile – c96157089@gmail.com

 

Resumo:

Ensinar a língua portuguesa (LP) para hispanofablantes no Chile corresponde atualmente a um desafio para a consolidação da área de PLE, dadas as características que o contexto de aprendizagem impõe. Trata-se de um campo de pesquisa novo, com estudos ainda incipientes, motivados a partir da prática docente. Os fatos que marcam o português no país são a presença da LP como habilitação no curso de Lingüística Aplicada a la Traducción (LAT-USACH), o apoio dos leitorados do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, na USACH, e do Brasil, na PUC-Chile. Nesta pesquisa, refletimos sobre a cultura de aprender e seus impactos na cultura de ensinar a Língua Portuguesa do Brasil (LPB), por meio de uma análise descritivo-comparativa em dois contextos bastante distintos: os cursos iniciais (A1, A2, QCRE) de LP para futuros tradutores da USACH e os cursos eletivos de Língua Portuguesa e Cultura Brasileira promovidos pelo leitorado do Brasil (PUC-Chile). Como fundamentação teórica para nosso estudo, baseamo-nos nos conceitos de “cultura de aprender” e “cultura de ensinar” desenvolvidos na área da Linguística Aplicada (Erikson, 1986; Almeida Filho, 1993; Brown, 2007; Álvarez, 2014), segundo os quais o espaço da sala de aula é o reflexo do que acontece nas esferas sociais. Em nossa observação, comprovamos a alternância entre o funcionalismo linguístico e o valor da gramática para os estudantes de português. O objetivo deste paralelismo entre curso obrigatório e curso eletivo é verificar como se manifesta a cultura de aprender dos estudantes e como esta repercute no planejamento e na execução dos referidos cursos – a cultura de ensinar LP. Os resultados dessa reflexão revelam uma estreita correlação entre o planejamento dos programas e a sistematização de recursos de aprendizagem, os quais interferem na promoção e no desenvolvimento da consciência linguística deste público no início da aprendizagem do português.

Palavras-chave: Cultura de aprender; Cultura de ensinar; Português para hispanofalantes; Nível inicial.

 

Minibiografias:

Ana Laura dos Santos Marques: professora assistente da Universidad de Santiago de Chile desde 2008. Coordenadora da área de língua portuguesa no curso de Linguística Aplicada a la Traducción. É licenciada em Letras, com mestrado em Linguística Aplicada ao ensino de línguas pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente é bolsista Conicyt – Chile, no Programa de Doctorado en Lingüística da Pontificia Universidad Católica de Chile.

Mônica Baêta Neves Pereira Diniz: professora leitora da Pontificia Universidad Católica de Chile. Professora de Português como Língua Estrangeira desde 1998. Licenciada e Bacharel em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, com mestrado em Análise do Discurso pela UFMG (2002). Áreas de interesses e estudos: análise do discurso; formação de professores de PLE.